Transtorno depressivo maior recorrente
Depressão maior recorrente (F33)
Resumo
Explicação simples: depressão volta, tratamento ajuda a controlar.
Identificação
- Código Principal
- F33
- Versão CID
- CID-10
- Nome Oficial
- Transtorno depressivo maior recorrente, OMS classificação CID-10 F33
- Nome em Inglês
- Major Depressive Disorder, Recurrent
- Outros Nomes
- Transtorno depressivo recorrente • depressão depressiva grave repetida • transtorno depressivo maior recorrente • episódios depressivos recorrentes • depressão recorrente estabelecida
- Siglas Comuns
- TDMR F33 MDDRec
Classificação
- Capítulo CID
- Capítulo V - Transtornos mentais e comportamentais
- Categoria Principal
- Transtornos do humor
- Subcategoria
- Depressão maior recorrente
- Tipo de Condição
- transtorno
- Natureza
- cronica
- Gravidade Geral
- moderada
Epidemiologia
- Prevalência Mundial
- Prevalência mundial estimada entre 2% e 5% da população adulta.
- Prevalência no Brasil
- Brasil: prevalência estimada de 3-5% entre adultos com recorrência.
- Faixa Etária Principal
- Entre 20 e 60 anos, pico entre 25-45.
- Distribuição por Sexo
- Predominância feminina, cerca de 1,5-2 vezes mais comum em mulheres.
- Grupos de Risco
- Historia familiar Baixo suporte social Estressores psicossociais Uso de substâncias Desemprego
- Tendência Temporal
- Tendência estável globalmente, variações regionais; aumento entre jovens e adultos de meia-idade.
Etiologia e Causas
- Causa Principal
- Interação genética, neuroquímica e estressores psíquicos.
- Mecanismo Fisiopatológico
- Disfunção de circuits limbico-corticais, alterações de neurotransmissores e resposta ao estresse.
- Fatores de Risco
- História familiar Alto estresse Trauma na infância Baixa rede de apoio Eventos econômicos
- Fatores de Proteção
- Apoio social Tratamento precoce Hábitos de sono Rotina estável
- Componente Genético
- Herança multifatorial com risco moderado; herdabilidade parcial.
Manifestações Clínicas
- Sintoma Principal
- Humor deprimido na maior parte do dia, quase todo dia.
- Sintomas Frequentes
-
AnedoniaFadigaAlterações do sonoAlterações do apetiteBaixa autoestimaConcentração reduzida
- Sinais de Alerta
-
- Ideação suicida persistente
- Aumento de isolamento
- Perda de funcionalidade
- Uso de álcool/drogas
- Delírios
- Evolução Natural
- Sem tratamento, episódios podem recidivar com gravidade variável.
- Complicações Possíveis
- Insônia crônica Problemas de relacionamento Dificuldade escolar/trabalho Hospitalizações
Diagnóstico
- Critérios Diagnósticos
- Critérios DSM/ICD: humor deprimido, anedonia, alterações do sono e apetite, >2 semanas, prejuízo funcional.
- Exames Laboratoriais
- Nenhum exame definitivo Básico de sangue TSH Vitamina D se deficiência Controle de hormônios
- Exames de Imagem
- Não diagnóstica por si só RM cerebral em pesquisa Análises estruturais quando necessário ECG em casos específicos
- Diagnóstico Diferencial
-
- Transtorno bipolar
- Distimia
- Ansiedade generalizada
- Uso de substâncias
- Hipotireoidismo
- Tempo Médio para Diagnóstico
- Tempo médio de diagnóstico varia; pode levar meses.
Tratamento
- Abordagem Geral
- Tratamento envolve psicoterapia, suporte social e ajuste de medicações conforme necessidade.
- Modalidades de Tratamento
-
1 Terapia psicossocial2 Terapia cognitivo-comportamental3 Antidepressivos (quando indicado)4 Terapia interpessoal5 Tratamento de comorbidades
- Especialidades Envolvidas
- Psiquiatria Psicologia Clínica geral Enfermagem psiquiátrica Saúde mental comunitária
- Tempo de Tratamento
- Duração varia; pode exigir meses a anos com monitoramento.
- Acompanhamento
- Acompanhamento mensal inicial, ajuste terapêutico e suporte familiar.
Prognóstico
- Prognóstico Geral
- Curso flutuante com recorrência; resposta ao tratamento é comum.
- Fatores de Bom Prognóstico
-
- Adesão ao tratamento
- Acesso à psicoterapia
- Rede de apoio
- Diagnóstico precoce
- Fatores de Mau Prognóstico
-
- Múltiplos episódios
- Comorbidades
- Baixa adesão
- Início tardio no tratamento
- Qualidade de Vida
- Melhora com tratamento adequado; qualidade de vida pode voltar ao normal.
Prevenção
- Prevenção Primária
- Promover saúde mental na comunidade, apoio social e hábitos saudáveis.
- Medidas Preventivas
-
Redução de estressoresRotina de sonoExercício regularApoio familiarDetecção precoce de sinais
- Rastreamento
- Rastreamento de sintomas em consultas comuns; avaliação de risco suicida conforme necessidade.
Dados no Brasil
Perguntas Frequentes
Mitos e Verdades
Depressão é fraqueza de caráter.
Transtorno mental; responde bem a tratamento.
Doença não afeta apenas pessoas tristes o tempo todo.
Surtos variam; muitos seguem rotina normal com tratamento.
Medicamentos antidepressivos pioram tudo.
Medicamentos ajudam quando usados com acompanhamento.
Recursos para o Paciente
- Onde Buscar Ajuda
- Primeiro passo: procurar atendimento na atenção básica ou CAPS.
- Especialista Indicado
- Psiquiatra ou psicólogo.
- Quando Procurar Emergência
- Sinais de risco suicida, procure emergência.
- Linhas de Apoio
- Disque 136 CVV 188 Ligue 188
CIDs Relacionados
Aviso Importante
As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.