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cid f323
CID-10

Depressão maior, episódio moderado

Depressão moderada

Resumo

Depressão moderada causa tristeza persistente; tratamento com apoio e terapia ajuda a melhorar.

Identificação

Código Principal
F32.3
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Depressão maior, episódio único, moderada
Nome em Inglês
Major depressive disorder, single episode, moderate
Outros Nomes
Depressão maior moderada • Episódio depressivo moderado • Depressão unipolar moderada • Transtorno depressivo maior moderado • Depressão moderado
Siglas Comuns
F32.3 DEPMOD TD-MOD

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Transtornos mentais, comportamento
Categoria Principal
Transtornos depressivos
Subcategoria
Transtorno depressivo maior, episódio único moderado
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Prevalência mundial estimada em 5-7% da população, com variações por idade.
Prevalência no Brasil
Brasil: entre 5% e 7% da população adulta sofre, com variações regionais.
Faixa Etária Principal
Adultos 18-45 anos
Distribuição por Sexo
Maior prevalência em mulheres
Grupos de Risco
História familiar Estresse prolongado Isolamento social Doença crônica Uso de substâncias
Tendência Temporal
Tendência estável com leve aumento em grupos vulneráveis

Etiologia e Causas

Causa Principal
Multifatorial; desequilíbrios neuroquímicos com fatores psicológicos e ambientais
Mecanismo Fisiopatológico
Disfunção neuroquímica, hiperativação do eixo HPA, alterações neuroplasticas e inflamação
Fatores de Risco
História familiar Evento estressante Isolamento social Doença crônica Baixa rede de apoio Desemprego
Fatores de Proteção
Rede de apoio Acesso a tratamento Exercício regular Sono adequado
Componente Genético
Contribuição genética moderada; risco elevado em familiares de primeiro grau

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Humor triste persistente, desinteresse e fadiga
Sintomas Frequentes
Perda de prazer
Alterações do sono
Mudanças no apetite
Baixa autoestima
Dificuldade de concentração
Pensamentos de desesperança
Sinais de Alerta
  • Ideação suicida
  • Planos de autoagressão
  • Perda de funcionamento social
  • Aumento do uso de álcool
  • Comportamento de risco
Evolução Natural
Sem tratamento, episódios podem tornar-se mais frequentes e graves
Complicações Possíveis
Insônia severa Redução da qualidade de vida Risco de suicídio Exacerbação de condições médicas Isolamento social

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Critérios diagnósticos baseados na duração de pelo menos 2 semanas com sintomas característicos
Exames Laboratoriais
Hemograma TSH e função tireoidiana Ferritina Vitamina D Avaliação de deficiências nutricionais
Exames de Imagem
Não há exame de imagem de rotina Uso em comorbidades quando indicado
Diagnóstico Diferencial
  • Transtorno bipolar
  • Distimia
  • Ansiedade
  • Hipotireoidismo
  • Depressão induzida por medicamento
Tempo Médio para Diagnóstico
Leva semanas a meses, depende de busca por ajuda e avaliação clínica

Tratamento

Abordagem Geral
Abordagem integrada com psicoterapia, apoio social e, quando indicado, antidepressivos, ajustados ao perfil do paciente
Modalidades de Tratamento
1 Terapia cognitivo-comportamental
2 Terapia interpessoal
3 Terapia psicodinâmica
4 Medicamentos antidepressivos
5 Psicoterapia de grupo
Especialidades Envolvidas
Psiquiatria Psicologia clínica Clínica geral Enfermagem de saúde mental Assistência social
Tempo de Tratamento
Varia; geralmente 6-12 meses ou mais, com avaliação periódica
Acompanhamento
Consultas quinzenais ou mensais no início, com ajuste de tratamento

Prognóstico

Prognóstico Geral
Pode responder bem ao tratamento, porém recaídas são comuns
Fatores de Bom Prognóstico
  • Abertura para tratamento
  • Rede de apoio
  • Adesão ao plano
  • Início recente da sintomatologia
Fatores de Mau Prognóstico
  • História de recorrência
  • Ideação suicida
  • Comorbidades graves
  • Uso de substâncias
Qualidade de Vida
Pode melhorar bastante com tratamento, mas a depressão impacta sono, trabalho e relações

Prevenção

Prevenção Primária
Reduzir estresse, sono regular, atividade física e busca precoce de ajuda
Medidas Preventivas
Rotina de sono
Exercício físico
Apoio social
Gestão de estresse
Consumo consciente de álcool
Rastreamento
Rastreamento de depressão em visitas de rotina, especialmente em grupos de risco

Dados no Brasil

Milhares de internações anuais associadas a depressão no Brasil
Internações/Ano
Óbitos diretos por depressão são baixos; suicídio é mortalidade associada
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Sudeste e Sul concentram serviços; Norte/Nordeste com acesso desigual

Perguntas Frequentes

1 Quais são sinais de depressão moderada?
Tristeza extensa, perda de interesse, fadiga, sono alterado e mudança no apetite.
2 Depressão pode melhorar sem tratamento?
Pode melhorar, mas recaídas são comuns; tratamento aumenta a chance de recuperação.
3 Como é feito o diagnóstico?
Avaliação clínica, critérios diagnósticos e questionários para entender sintomas.
4 Quais opções de tratamento existem?
Psicoterapia, mudanças de estilo de vida e, se necessário, antidepressivos.
5 É possível prevenir recaídas?
Adesão ao tratamento, hábitos saudáveis e apoio contínuo ajudam a reduzir recaídas.

Mitos e Verdades

Mito

depressão é fraqueza

Verdade

doença neurobiológica requer tratamento

Mito

só adultos têm depressão

Verdade

jovens também podem adoecer; cuidado universal

Mito

antidepressivos mudam quem você é

Verdade

ajudam sintomas; ajuste é comum

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure médico de família ou psiquiatra; caminho simples para iniciar
Especialista Indicado
Psiquiatra ou psicólogo clínico
Quando Procurar Emergência
Ideação suicida, risco imediato ou autolesão
Linhas de Apoio
CVV 188 SAMU 192 Núcleos de saúde mental locais

CIDs Relacionados

F32.0 F32.1 F32.9 F33.0 F33.1

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.