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cid f322
CID-10

Transtorno depressivo maior, episódio único grave

Depressão maior grave, episódio único, sem psicose

Resumo

Doença de humor grave que pode melhorar com tratamento adequado e apoio

Identificação

Código Principal
F32.2
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Transtorno depressivo maior, episódio único grave sem psicose, conforme OMS
Nome em Inglês
Major depressive disorder, single severe episode
Outros Nomes
Depressão grave • Transtorno depressivo maior • Depressão maior grave • Episódio depressivo severo • Tristeza debilitante
Siglas Comuns
TDM MDD MDE

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Transtornos mentais e comportamentais
Categoria Principal
Grupo: Transtornos do humor
Subcategoria
Transtorno depressivo maior, episódio único
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
crônica
Gravidade Geral
grave

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estima-se que 5-6% da população vivencie depressão ao longo da vida.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais variam; entre 5% e 8% da população já teve depressão.
Faixa Etária Principal
Adultos jovens a meia-idade
Distribuição por Sexo
Mais comum em mulheres; relação aprox. 2:1
Grupos de Risco
História familiar de transtornos depressivos Trauma na infância Isolamento social Doenças crônicas Uso de álcool/drogas
Tendência Temporal
Prevalência estável em muitos países, com aumentos entre jovens.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Origem multifatorial: genética, neuroquímica, fatores psicossociais
Mecanismo Fisiopatológico
Alterações da neurotransmissão, eixo HPA hiperativo, inflamação leve e circuitos de recompensa alterados
Fatores de Risco
História familiar de depressão Trauma infantil Isolamento social Doenças crônicas Uso de álcool/drogas Privação de sono
Fatores de Proteção
Rede de apoio forte Tratamento precoce Hábitos saudáveis Resiliência
Componente Genético
Contribuição genética moderada; hereditariedade aumenta risco

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Humor deprimido persistente com perda de prazer, fadiga e baixa autoestima
Sintomas Frequentes
Tristeza quase todo dia
Fadiga prolongada
Perda de prazer
Alterações do sono
Alterações do apetite
Dificuldade de concentração
Sinais de Alerta
  • Ideação suicida
  • Comportamento autolesivo
  • Perda significativa de peso ou ganho
  • Pensamento rígido
  • Desesperança extrema
Evolução Natural
Sem tratamento tende a persistir por meses a anos, com episódios recorrentes
Complicações Possíveis
Isolamento social Problemas no trabalho Abandono de tratamento Uso de substâncias Risco suicida

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Critérios ICD-10/DSM-5: humor deprimido, anedonia, alterações de sono/apetite, duração ≥2 semanas, prejuízo funcional
Exames Laboratoriais
Não há exame definitivo Avaliação de comorbidades médicas Triagem de substâncias Avaliação de hormônios
Exames de Imagem
Não costuma ser usado rotineiramente Investigação quando suspeita outra condição
Diagnóstico Diferencial
  • Transtorno bipolar
  • Transtornos de ansiedade
  • Luto prolongado
  • Depressão situacional
  • Hipotireoidismo
Tempo Médio para Diagnóstico
Varia: semanas a meses até confirmação

Tratamento

Abordagem Geral
Abordagem integrada: psicoterapia, antidepressivos quando indicado, monitoramento de risco
Modalidades de Tratamento
1 Terapia cognitivo-comportamental
2 Terapia interpessoal
3 Antidepressivos
4 Psicoterapia psicodinâmica
5 Apoio psicossocial
Especialidades Envolvidas
Psiquiatria Psicologia Enfermagem Medicina da família Assistência social
Tempo de Tratamento
A depender da gravidade; tipicamente meses, avaliações periódicas
Acompanhamento
Consultas regulares a cada 2-4 semanas, ajuste conforme resposta

Prognóstico

Prognóstico Geral
Melhora com tratamento adequado; recaídas são possíveis
Fatores de Bom Prognóstico
  • Adesão ao tratamento
  • Apoio social
  • Sinais iniciais leves
  • Acesso a serviços
Fatores de Mau Prognóstico
  • Comorbidades graves
  • Uso de substâncias
  • Isolamento extremo
  • Risco suicida não controlado
Qualidade de Vida
Pode melhorar significativamente com tratamento adequado

Prevenção

Prevenção Primária
Promover sono adequado, atividade física, apoio social e estratégias de enfrentamento
Medidas Preventivas
Sono regular
Exercício físico
Rede de apoio
Gerenciamento do estresse
Saúde mental em comunidades
Rastreamento
Sugere-se avaliação de sintomas em grupos de risco com escalas validadas

Dados no Brasil

Estimativas indicam milhares de internações associadas
Internações/Ano
Mortes por suicídio e depressão variam por região
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior acesso em regiões com mais serviços; menor em áreas remotas

Perguntas Frequentes

1 Quais são sinais de depressão graves?
Humor persistentemente baixo, interesse ausente, sono alterado, ideia de falha, risco suicida
2 É possível tratar depressão sem medicação?
Sim, para casos leves; psicoterapia pode ajudar sem remédios.
3 Como é feito o diagnóstico?
Avaliação clínica, escalas de depressão, exclusão de outras causas, entrevista estruturada
4 Pode prevenir recaídas?
Adesão ao tratamento, suporte social e manejo de estressores reduzem recaídas
5 O que fazer no dia a dia?
Rotina estável, sono regular, alimentação saudável, atividades prazerosas e rede de apoio

Mitos e Verdades

Mito

depressão é fraqueza

Verdade

doença real com base biológica

Mito

ocorre só em adultos

Verdade

pode afetar jovens e idosos

Mito

medicação cura de imediato

Verdade

melhora demanda tempo, adesão e acompanhamento

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure médico da família, psicólogo ou psiquiatra; CAPS próximo pode ajudar
Especialista Indicado
Psiquiatra ou psicólogo
Quando Procurar Emergência
Sinais de risco de suicídio; procure atendimento imediato
Linhas de Apoio
Ligue 188 (Brasil) CAPS local SUS 135

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.