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cid f32 0
CID-10

Depressão Episódio Leve (F32.0)

Depressão leve

Resumo

Condição mental comum; tratamento disponível com apoio profissional.

Identificação

Código Principal
F32.0
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Episódio depressivo leve, código F32.0, conforme CID-10 da OMS
Nome em Inglês
Mild depressive episode
Outros Nomes
Depressão leve • Episódio depressivo leve • Transtorno depressivo leve • Depressão menor leve • Episódio depressivo leve (CID)
Siglas Comuns
F32.0 EDL MDD-L

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Transtornos mentais e comportamentais
Categoria Principal
Transtornos do humor
Subcategoria
Episódio depressivo leve
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
leve

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais variam, com depressão afetando dezenas de milhões de pessoas, dependendo de métodos de estudo.
Prevalência no Brasil
Brasil apresenta taxas semelhantes às globais, com subnotificação em áreas pobres e juventude.
Faixa Etária Principal
Adultos 25-45 anos
Distribuição por Sexo
Maior para mulheres
Grupos de Risco
Mulheres História familiar Eventos estressores Isolamento social Uso de substâncias
Tendência Temporal
Tendência estável globalmente, com picos locais relacionados a estresse.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Interação de fatores genéticos, neuroquímicos e psicossociais; não há única origem.
Mecanismo Fisiopatológico
Alterações na transmissão serotoninérgica, hiperativação do eixo HPA e inflamação neuroglial.
Fatores de Risco
História familiar Estresse ocupacional Isolamento social Doenças crônicas Abuso de substâncias Sono ruim
Fatores de Proteção
Rede de apoio Atividade física regular Sono adequado Terapia precoce
Componente Genético
Risco aumentado pela herança poligênica; múltiplos genes contribuem.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Humor deprimido persistente com anedonia e fadiga.
Sintomas Frequentes
Tristeza diária
Perda de prazer
Fadiga
Alterações de sono
Alterações de apetite
Baixa autoestima
Sinais de Alerta
  • Ideação suicida ou comportamento autolesivo
  • Perda repentina de peso
  • Dormir excessivo extremo
  • Pensamentos de morte
  • Comportamento agitado
Evolução Natural
Sem tratamento, pode persistir ou piorar, com recaídas.
Complicações Possíveis
Impairment funcional Risco de suicídio Dificuldade de relacionamento Agravamento de doenças crônicas Isolamento social

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Duração ≥2 semanas, humor deprimido ou perda de interesse, com prejuízo funcional e sintomas adicionais.
Exames Laboratoriais
Hemograma TSH Vitamina D Glicose Perfil metabólico
Exames de Imagem
RM/CT se indicado Avaliação neuroimagem conforme necessidade Sem alterações específicas obrigatórias Uso restrito a situações especiais
Diagnóstico Diferencial
  • Transtorno de ansiedade
  • Luto prolongado
  • Distimia
  • Transtorno bipolar depressivo
  • Distúrbios de sono
Tempo Médio para Diagnóstico
Varia de semanas a meses até confirmação clínica.

Tratamento

Abordagem Geral
Abordagem multimodal: psicoterapia, sono, dieta e exercícios; farmacoterapia apenas se necessário.
Modalidades de Tratamento
1 Psicoterapia cognitivo-comportamental
2 Terapias interpessoais
3 Farmacoterapia quando indicado
4 Terapias digitais
5 Intervenções sobre sono
Especialidades Envolvidas
Psiquiatria Psicologia clínica Clínica geral Enfermagem Saúde mental comunitária
Tempo de Tratamento
Resposta clínica típica em 6–12 semanas; continuidade conforme necessidade
Acompanhamento
Consultas regulares 2–4 semanas, ajustadas conforme evolução.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Com tratamento adequado, boa qualidade de vida; recaídas comuns.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Boa adesão ao tratamento
  • Rede de apoio
  • Acesso rápido a cuidado
  • Redução de estresse
Fatores de Mau Prognóstico
  • Gravidade inicial alta
  • Comorbidades
  • Uso de álcool
  • Risco de suicídio
Qualidade de Vida
Pode reduzir bem-estar; melhora com suporte terapêutico, medicações e estilo de vida.

Prevenção

Prevenção Primária
Promoção de saúde mental com sono, exercícios e rede de apoio.
Medidas Preventivas
Sono regular
Exercício
Alimentação equilibrada
Redução de álcool
Gerenciamento do estresse
Rastreamento
Rastreamento periódico de humor para grupos de risco.

Dados no Brasil

Algumas dezenas de milhares de internações anuais.
Internações/Ano
Óbitos relacionados variam com comorbidades; subnotificação comum.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior carga no Sudeste e Sul; variações por estado.

Perguntas Frequentes

1 Diferença entre tristeza passageira e depressão?
Tristeza breve não prejudica funcionamento; depressão envolve sofrimento crônico.
2 Depressão pode curar sozinha?
Raramente; tratamento aumenta chances de recuperação mais rápida.
3 Quando procurar ajuda?
Se durar mais de 2 semanas com mudanças na vida diária.
4 É possível prevenir recaídas?
Sim, com tratamento contínuo, apoio e estilo de vida saudável.
5 Posso lidar com depressão no dia a dia?
Práticas simples ajudam, porém acompanhamento profissional é essencial.

Mitos e Verdades

Mito

Depressão não é fraqueza; é condição médica real.

Verdade

Tratamento eficaz reduz sintomas e melhora qualidade de vida.

Mito

Solução rápida cura a depressão.

Verdade

Não existe cura rápida; a melhoria ocorre com tempo e manejo.

Mito

Quem tem depressão não consegue trabalhar.

Verdade

Muitos retornam ao trabalho com tratamento adequado.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Unidades de saúde, CAPS ou clínicas de referência local.
Especialista Indicado
Psiquiatra ou psicólogo clínico.
Quando Procurar Emergência
Sinais graves requerem pronto atendimento imediato.
Linhas de Apoio
CVV 188 SUS 136 Centros de referência local

CIDs Relacionados

F32.1 F32.2 F32.9 F33.0 F34.1

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.