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cid f319
CID-10

Transtorno bipolar, F31.9

Bipolar não especificado

Resumo

Bipolar F31.9 envolve episódios de humor; tratamento combina medicação, psicoterapia e apoio.

Identificação

Código Principal
F31.9
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Transtorno Afetivo Bipolar, Não Especificado
Nome em Inglês
Bipolar Affective Disorder, Unspecified
Outros Nomes
Transtorno bipolar inespecífico • Bipolaridade sem subtipo definido • Fase bipolar não especificada • Bipolar sem classificação de subtipo • Transtorno bipolar NAE
Siglas Comuns
BD BP TB

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Transtornos mentais e comportamentais
Categoria Principal
Transtornos do humor
Subcategoria
Transtorno bipolar
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais apontam 1–2% da população já teve transtorno bipolar.
Prevalência no Brasil
Brasil: prevalência semelhante mundial, com subdiagnóstico regional.
Faixa Etária Principal
Adultos jovens a meia-idade
Distribuição por Sexo
Proporção relativamente equilibrada, leve favorecimento feminino.
Grupos de Risco
História familiar de transtornos psiquiátricos Estresse severo Uso de substâncias Trauma na infância Baixo suporte social
Tendência Temporal
Casos estáveis ou com melhora diagnóstica; tratamento molda o curso.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Causa multifatorial: genética, neurobiologia e estressores ambientais.
Mecanismo Fisiopatológico
Alterações de humor por circuits fronto-limbo, neurotransmissores e inflamação de base neuroquímica.
Fatores de Risco
História familiar de transtornos mentais Eventos de alto estresse Uso de álcool ou drogas Trauma infantil Privação de sono crônica Baixa adesão ao tratamento
Fatores de Proteção
Acesso a tratamento adequado Rede de apoio familiar Rotina estável Estilo de vida saudável
Componente Genético
Contribuição genética evidente: risco aumentado em parentes de primeiro grau.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Mudanças marcantes de humor entre mania e depressão.
Sintomas Frequentes
Aumento de energia
Fala acelerada
Insônia
Ideias grandiosas
Pensamento acelerado
Impulsos arriscados
Sinais de Alerta
  • Ideação suicida
  • Autolesão
  • Comportamento agressivo
  • Queda acentuada funcional
  • Crise maníaca com psicose
Evolução Natural
Sem tratamento, ciclos de humor podem tornar-se mais frequentes.
Complicações Possíveis
Problemas relacionais Dificuldade ocupacional Uso de substâncias Risco de recaídas

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Avaliação clínica detalhada de episódios de humor, duração e impacto.
Exames Laboratoriais
Não há exames diagnósticos específicos Avaliação de metabolismo e função Triagem de substâncias Avaliação tireoidiana Avaliação de comorbidades
Exames de Imagem
RM/TC para excluir outras causas Uso de imagens em comorbidades Não obrigatório para diagnóstico principal
Diagnóstico Diferencial
  • Depressão unipolar
  • Esquizofrenia
  • Transtorno ciclotímico
  • Uso de substâncias
  • Transtorno de personalidade
Tempo Médio para Diagnóstico
Tempo varia; diagnóstico pode demorar conforme sintomas.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Gerenciável com tratamento; tendência depende do manejo.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Adesão ao tratamento
  • Rede de apoio
  • Tratamento precoce
  • Estabilidade do sono
Fatores de Mau Prognóstico
  • Alta comorbidade
  • Uso de substâncias
  • Falta de adesão
  • Múltiplas hospitalizações
Qualidade de Vida
Pode manter boa qualidade de vida com manejo adequado

Prevenção

Prevenção Primária
Educação, sono regular, manejo do estresse e evitar substâncias.
Medidas Preventivas
Rotina de sono
Ambiente estável
Acompanhamento psiquiátrico
Adesão ao tratamento
Redução de álcool e drogas
Rastreamento
Rastreamento de comorbidades psiquiátricas e saúde geral

Dados no Brasil

Número de internações anual depende de crises.
Internações/Ano
Óbitos por transtorno bipolar ocorrem em eventos graves.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Mais serviços em regiões urbanas, especialmente Sudeste.

Perguntas Frequentes

1 A bipolaridade é culpa de algo que eu fiz?
Não. doença neurobiológica com fatores genéticos e ambientais.
2 Quando começa a tratar?
Logo que houver sinais persistentes, com avaliação médica.
3 É possível curar?
Tratamento visa reduzir crises e melhorar vida cotidiana.
4 Preciso de medicação para sempre?
Pode exigir tratamento contínuo com pausas previstas pelo médico.
5 Como ajudar alguém com bipolaridade?
Apoie, incentive hábitos saudáveis, siga plano terapêutico.

Mitos e Verdades

Mito

crise bipolar é sinal de fraqueza.

Verdade

doença neurológica com base genética e neuroquímica.

Mito

afeta apenas adultos ricos.

Verdade

pode iniciar na adolescência; diagnóstico tardio comum.

Mito

medicamentos curam a doença.

Verdade

tratamento reduz crises e melhora qualidade de vida.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure atendimento psiquiátrico/ CAPS local
Especialista Indicado
Psiquiatra
Quando Procurar Emergência
Sinais de suicídio ou comportamento perigoso exigem atendimento imediato
Linhas de Apoio
CVV 188 DisqueSaúde 136 SAMU 192

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.