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cid f314
CID-10

Transtorno bipolar, episódio depressivo atual

Transtorno bipolar depressivo

Identificação

Código Principal
F31.4
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Transtorno bipolar, episódio depressivo atual, diagnóstico OMS
Nome em Inglês
Bipolar affective disorder, current depressive episode
Outros Nomes
Bipolaridade com depressão • Transtorno bipolar, episódio depressivo • Distúrbio bipolar depressivo • BIP Depressivo atual • Transtorno afetivo bipolar depressivo
Siglas Comuns
BD-Dep TB-Dep BP-Dep

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Transtornos mentais
Categoria Principal
Transtornos mentais
Subcategoria
Transtorno bipolar
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variável

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Prevalência global estimada de 1-2% da população.
Prevalência no Brasil
Estimativas no Brasil variam entre 1,4% e 2,5%.
Faixa Etária Principal
Adultos jovens a meia-idade
Distribuição por Sexo
Proporção H:M próxima de 1:1
Grupos de Risco
História familiar de transtornos mentais Estresse crônico Trauma na infância Pouca rede de apoio Uso de substâncias
Tendência Temporal
Tendência global estável; variações locais.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Multifatorial: genética, neuroquímica e ambiente
Mecanismo Fisiopatológico
Alterações neuroquímicas, redes fronto-limbitas e dopaminérgicas com influência genética
Fatores de Risco
História familiar de transtornos mentais Estresse crônico Trauma na infância Pouca rede de apoio Uso de substâncias
Fatores de Proteção
Rede de apoio forte Sono regular Acesso a tratamento precoce Hábitos de vida saudáveis
Componente Genético
Herança multifatorial; variantes genéticas aumentam o risco.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Mudanças bruscas de humor com depressão dominante ou episódios de mania/hipomania
Sintomas Frequentes
Aumento de energia
Discurso rápido
Fuga de ideias
Redução da necessidade de sono
Impulsividade
Dificuldade de concentração
Sinais de Alerta
  • Ideação suicida
  • Comportamento agressivo
  • Desligamento de tratamento
  • Perda de autocuidado
  • Pensamento delirante
Evolução Natural
Sem tratamento, ciclos de humor; com tratamento, maior estabilidade
Complicações Possíveis
Disfunção do sono Impacto ocupacional Risco de suicídio Uso de substâncias Hospitalização

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
História de variações de humor com episódios depressivos e/ou maníacos, confirmados por entrevista clínica.
Exames Laboratoriais
Exames gerais para excluir causas Avaliação tireoidiana Triagem de substâncias Avaliação de vitaminas Avaliação metabólica
Exames de Imagem
RM/TC para excluir comorbidades neurológicas Não há diagnóstico radiológico específico Avaliação complementar conforme necessidade
Diagnóstico Diferencial
  • Transtorno depressivo maior
  • Esquizofrenia
  • Distimia
  • Transtorno de personalidade borderline
  • Transtorno de ansiedade generalizada
Tempo Médio para Diagnóstico
Varia; diagnóstico pode levar anos em jovens

Tratamento

Abordagem Geral
Plano integrado com psicoterapia, manejo de sono, suporte social e intervenção precoce.
Modalidades de Tratamento
1 Psicoterapia
2 Medicamentos sob prescrição
3 Terapias de sono
4 Reabilitação cognitiva
5 Apoio psicossocial
Especialidades Envolvidas
Psiquiatria Psicologia Neurologia Fisiologia do sono Enfermagem em saúde mental
Tempo de Tratamento
Duração longa; acompanhamento é contínuo.
Acompanhamento
Consultas regulares, monitoramento de humor, adesão a terapias, apoio familiar.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Variável; tratamento adequado pode reduzir episódios e melhorar a qualidade de vida.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Adesão ao tratamento
  • Rede de apoio
  • Tratamento precoce
  • Menor gravidade de episódios
Fatores de Mau Prognóstico
  • Má adesão
  • Comorbidades graves
  • Histórico de suicídio
  • Uso de substâncias
Qualidade de Vida
Impacto em trabalho, relacionamentos e bem-estar; melhora com cuidado integrado.

Prevenção

Prevenção Primária
Identificar riscos, sono estável, apoio social e educação para pacientes.
Medidas Preventivas
Sono regular
Gestão de estresse
Evitar álcool/drogas
Acesso rápido a tratamento
Rede de apoio familiar
Rastreamento
Rastreamento de sinais precoces em familiares de alto risco.

Dados no Brasil

Milhares de internações anuais no Brasil, variando por serviço.
Internações/Ano
Óbitos diretos são baixos; comorbidades influenciam.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Capitais com maior oferta de serviços; interior segue conforme acesso.

Perguntas Frequentes

1 Posso curar definitivamente o transtorno bipolar?
Não há cura definitiva; o controle é possível com tratamento adequado, adesão e suporte.
2 Quais sinais exigem atendimento imediato?
Ideação suicida, comportamento agressivo ou incapacidade de cuidar de si requer avaliação rápida.
3 Como é feito o diagnóstico?
Avaliação clínica detalhada, entrevista estruturada e exclusão de outras causas.
4 Alimentação influencia o curso?
Sim, hábitos alimentares podem influenciar energia, sono e bem-estar geral.
5 Como lidar no dia a dia?
Rotina estável, sono, exercícios e adesão ao tratamento ajudam na qualidade de vida.

Mitos e Verdades

Mito

transtorno bipolar é apenas variação de humor comum.

Verdade

há bases biológicas; tratar melhora qualidade de vida.

Mito

só afeta adultos.

Verdade

pode começar na adolescência ou jovem.

Mito

remédios causam dependência.

Verdade

uso sob supervisão não costuma gerar dependência típica.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Leve-se ao posto de saúde; encaminha a tratamento mental.
Especialista Indicado
Psiquiatra ou psicólogo clínico.
Quando Procurar Emergência
Ideação suicida, comportamento perigoso ou piora súbita requer atendimento imediato.
Linhas de Apoio
188 SAMU CAPS regional Centro de apoio mental local

CIDs Relacionados

F31.0 F31.1 F31.2 F31.3 F31.4

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.