contato@nztbr.com
cid f31.5
CID-10

Transtorno Bipolar Afetivo, Episódio Maníaco Grave

Bipolar I com mania grave

Resumo

Transtorno bipolar envolve mudanças de humor graves; tratamento ajuda a manter estabilidade.

Identificação

Código Principal
F31.5
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Transtorno bipolar tipo I, episódio maníaco grave com psicose, conforme OMS
Nome em Inglês
Bipolar I Disorder, Manic Episode with Psychotic Features
Outros Nomes
Transtorno bipolar I com mania grave • Bipolar I com psicose • Mania bipolar severa • Transtorno bipolar de episódio maníaco • Bipolaridade com mania intensa
Siglas Comuns
BPAD BP-I TB-I

Classificação

Capítulo CID
Capítulo F30-F39 Transtornos do humor
Categoria Principal
Transtornos do humor
Subcategoria
Bipolar I, episódio maniaco grave com psicose
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
grave

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais sugerem 1-2% da população acometida ao longo da vida.
Prevalência no Brasil
Prevalência brasileira semelhante à mundial, com variações regionais.
Faixa Etária Principal
Adultos jovens, 15-35 anos, mais afetados
Distribuição por Sexo
Proporção similar entre sexos
Grupos de Risco
História familiar de transtorno bipolar Uso de substâncias Estresse psicossocial elevado Comorbidade com ansiedade Transtornos do sono
Tendência Temporal
Varia entre estável e cíclica; com tratamento adequado tende a reduzir recidivas.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Interação entre predisposição genética e fatores ambientais contribuidores.
Mecanismo Fisiopatológico
Disfunção de circuits neuronais envolvendo dopamina, glutamato e redes de recompensa.
Fatores de Risco
História familiar de transtorno bipolar Trauma na infância Uso de substâncias Privação de sono Alterações neurobiológicas Início precoce de sintomas
Fatores de Proteção
Tratamento adequado de humor Rotina de sono regular Rede de apoio social Adesão ao tratamento
Componente Genético
Risco aumentado com histórico familiar; herdabilidade significativa.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Alteração de humor com energia elevada e pensamento acelerado.
Sintomas Frequentes
Aumento de energia e atividade
Fala acelerada
Diminuição da necessidade de sono
Ideias de grandeza
Impulsividade
Distração
Sinais de Alerta
  • Ideação suicida
  • Autoagressão
  • Comportamento agressivo extremo
  • Desorientação aguda
  • Queda de funcionamento intenso
Evolução Natural
Sem tratamento, ciclos repetidos com piora funcional e maior risco de hospitalização.
Complicações Possíveis
Insônia crônica Abuso de substâncias Problemas financeiros Deterioração de relacionamentos Risco suicida

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
História de episódios maníacos, depressivos ou mistos com duração adequada e prejuízo funcional, sem outra condição explicável.
Exames Laboratoriais
Não há biomarcadores únicos; diagnóstico clínico
Exames de Imagem
RMN para excluir lesões neurológicas TC de crânio em crises agudas Avaliação neurológica quando indicado
Diagnóstico Diferencial
  • Esquizofrenia
  • Depressão maior
  • Transtorno de personalidade limite
  • Transtornos de ansiedade
Tempo Médio para Diagnóstico
Tempo variável; frequentemente anos desde o início dos primeiros sintomas.

Tratamento

Abordagem Geral
Controle de humor com sono estável, psicoterapia e suporte social.
Modalidades de Tratamento
1 Estabilizadores de humor
2 Antipsicóticos
3 Psicoterapia cognitivo-comportamental
4 Intervenções psicossociais
5 Educação terapêutica
Especialidades Envolvidas
Psiquiatria Psicologia Enfermagem psiquiátrica Assistência social Geriatria (quando necessário)
Tempo de Tratamento
Duração crônica, com fases agudas e manutenção.
Acompanhamento
Consultas regulares com equipe de saúde mental; monitoramento de humor e sono.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva variável; com tratamento, menos recaídas e melhor funcionamento.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Adesão ao tratamento
  • Rede de apoio
  • Sono regular
  • Função social estável
Fatores de Mau Prognóstico
  • Múltiplos episódios
  • Comorbidades psiquiátricas
  • Abuso de substâncias
  • Baixa adesão ao tratamento
Qualidade de Vida
Varia; manejo adequado aumenta autonomia e bem-estar.

Prevenção

Prevenção Primária
Educação, sono estável, redução de estresse e evitar substâncias.
Medidas Preventivas
Sono regular
Rotina diária
Redução de álcool/drogas
Apoio social
Acompanhamento médico
Rastreamento
Avaliação periódica de humor, sono, risco suicida e adesão ao tratamento.

Dados no Brasil

Varia; não disponível nos dados públicos.
Internações/Ano
Mortes associadas em crises, não frequentes.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior concentração em áreas urbanas; variações regionais.

Perguntas Frequentes

1 Quais sinais iniciais de episódio maníaco?
Aumento de energia, fala rápida, pensamento acelerado, sono reduzido.
2 É possível curar transtorno bipolar?
Não há cura; tratamento reduz sintomas, recaídas e melhora qualidade de vida.
3 Como é feito o diagnóstico?
Avaliação clínica detalhada, histórico de humor, exclusão de outras causas.
4 Qual o papel da medicação?
Estabilizadores de humor e, às vezes, antipsicóticos sob supervisão.
5 Como apoiar alguém?
Ouça, incentive tratamento, mantenha rotina e procure ajuda profissional se houver risco.

Mitos e Verdades

Mito

culpa pessoal pela doença.

Verdade

fatores genéticos, biológicos e ambientais contribuem.

Mito

é apenas mudar de humor.

Verdade

exige tratamento médico e adesão.

Mito

medicação arruína a vida.

Verdade

medic. bem indicada estabiliza humor.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Converse com médico ou serviço de saúde mental local.
Especialista Indicado
Psiquiatra.
Quando Procurar Emergência
Se houver risco imediato de suicídio, procure pronto-socorro.
Linhas de Apoio
0800-000-0000 Núcleo de apoio 188 SUS 136

CIDs Relacionados

F31.5 F31.3 F31.4 F33.0 F34.1

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.