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cid f31.4
CID-10

Transtorno bipolar, episódio depressivo grave

Transtorno bipolar com depressão grave

Resumo

Humor com fases de depressão; tratamento ajuda a voltar a atividades.

Identificação

Código Principal
F31.4
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Transtorno bipolar, episódio depressivo grave
Nome em Inglês
Bipolar Disorder, Severe Depressive Episode
Outros Nomes
Bipolaridade depressiva grave • Transtorno afetivo bipolar depressivo • Episódio depressivo bipolar grave • Depressão bipolar extrema
Siglas Comuns
BD BP BPD

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Transtornos mentais e comportamento
Categoria Principal
Transtornos do humor
Subcategoria
Transtorno bipolar, episódio depressivo grave
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
grave

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Prevalência global de transtorno bipolar estimada em torno de 1% ao longo da vida.
Prevalência no Brasil
Brasil apresenta padrão semelhante, com diagnóstico tardio em muitos casos.
Faixa Etária Principal
Adultos jovens a meia-idade
Distribuição por Sexo
Quase igual entre homens e mulheres; depressões com leve predomínio feminino.
Grupos de Risco
História familiar de transtorno bipolar Uso de substâncias Estresse psicossocial Trauma na infância Distúrbios do sono
Tendência Temporal
Episódios recorrentes com curso imprevisível; longo acompanhamento necessário.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Multifatorial, com peso genético e fatores ambientais; base neurobiológica.
Mecanismo Fisiopatológico
Disfunção de neurotransmissores, circuito límbico e neuroplasticidade alterada.
Fatores de Risco
História familiar de transtorno bipolar Uso de substâncias Estresse psicossocial Trauma na infância Distúrbios do sono Doenças crônicas
Fatores de Proteção
Rede de apoio estável Acesso a tratamento Higiene do sono Rotina previsível
Componente Genético
Contribui substancialmente; hereditariedade moderada a alta.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Humor deprimido persistente, anedonia, fadiga e baixa energia.
Sintomas Frequentes
Insônia ou sonolência
Perda de interesse
Apatia e fadiga
Alterações de apetite
Tristeza/culpa
Dificuldade de concentração
Sinais de Alerta
  • Ideação suicida
  • Risco de autolesão
  • Psicose depressiva
  • Desescalada de funcionamento
  • Mudanças extremas de sono
Evolução Natural
Sem tratamento, episódios se repetem e prejudicam funcionamento.
Complicações Possíveis
Deterioração funcional Problemas de sono crônicos Conflitos familiares Uso de substâncias Risco suicida

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Critérios clínicos: humor deprimido por ≥2 semanas, anedonia, fadiga, alterações de sono e função.
Exames Laboratoriais
Exclusão de causas metabólicas e neurológicas Tireóide Vitamina B12 Ferro Glicemia
Exames de Imagem
RM/CT quando indicado Excluir lesões cerebrais Avaliação neurológica
Diagnóstico Diferencial
  • Depressão maior
  • Distimia
  • Ansiedade
  • Esquizofrenia
  • Uso de substâncias
Tempo Médio para Diagnóstico
2 a 5 anos desde o início dos sintomas na prática clínica

Tratamento

Abordagem Geral
Estrutura integrada: manejo com farmacoterapia, psicoterapia, educação e monitoramento de risco.
Modalidades de Tratamento
1 Estabilizadores de humor
2 Antipsicóticos
3 Psicoterapia
4 Higiene do sono
5 Psicoeducação
Especialidades Envolvidas
Psiquiatria Psicologia clínica Enfermagem Medicina de família Terapeuta ocupacional
Tempo de Tratamento
Duração variável; fase aguda até estabilização, manutenção a longo prazo
Acompanhamento
Consultas mensais inicialmente; monitorar adesão e efeitos colaterais.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Varia com aderência; com manejo adequado, retorno funcional é plausível.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Adesão ao tratamento
  • Rede de apoio
  • Sono estável
  • Acesso a serviços
Fatores de Mau Prognóstico
  • Não adesão
  • Uso de substâncias
  • Histórico de suicídio
  • Flutuações graves de humor
Qualidade de Vida
Pode melhorar com tratamento, suporte social e terapia.

Prevenção

Prevenção Primária
Sono estável, rotina previsível, manejo de estresse, tratamento de humor na família.
Medidas Preventivas
Rotina de sono
Manejo de estresse
Evitar álcool/drogas
Acompanhamento médico regular
Educação do paciente
Rastreamento
Avaliação periódica de humor, sono e sinais precoces de recaída.

Dados no Brasil

Internações variam; dados nacionais não fixos.
Internações/Ano
Mortalidade associada não especifica; variações regionais.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior acesso em áreas com CAPS e centros especializados.

Perguntas Frequentes

1 O bipolaridade tem cura?
Não há cura completa, mas controle estável com tratamento.
2 É possível ficar estável sem medicação?
Alguns quadros se mantém estáveis com terapia, sono, apoio; porém risco maior sem tratamento.
3 Qual é o papel da família?
Apoio, rotina estável e adesão ao tratamento ajudam na recuperação.
4 Como identificar recaída cedo?
Mudanças de humor, sono irregular e perda de interesse merecem avaliação.
5 Posso trabalhar com bipolaridade?
Sim, com manejo adequado, muitos retornam ao trabalho com ajustes.

Mitos e Verdades

Mito

bipolaridade é só mania.

Verdade

fases depressivas também definem o quadro.

Mito

antidepressivos sempre ajudam.

Verdade

podem piorar sem estabilizadores; cuidado médico.

Mito

só afeta adultos.

Verdade

pode iniciar na adolescência; diagnóstico tardio comum.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure serviço de saúde mental, CAPS ou consultório médico.
Especialista Indicado
Psiquiatra
Quando Procurar Emergência
Sinais de risco imediato exigem pronto atendimento.
Linhas de Apoio
Telefone 188 (CVV) Secretarias de saúde locais

CIDs Relacionados

F31.3 F32.0 F33.1 F34.1 F38.0

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.