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cid f31 2
CID-10

Transtorno Depressivo Maior, Episódio Único, Moderado

Depressão maior, episódio único moderado

Resumo

Depressão maior: tristeza persistente, cansaço, sono irregular; tratamento eficaz com terapia e, se preciso, remédios.

Identificação

Código Principal
F31.2
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Transtorno depressivo maior, episódio único moderado segundo CIM-10/OMS
Nome em Inglês
Major Depressive Disorder, Single Episode, Moderate
Outros Nomes
Transtorno depressivo maior • Depressão unifocal moderada • Depressão maior episódica
Siglas Comuns
TDM MD Maior MD-M

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Transtornos mentais e comportamentais
Categoria Principal
Transtornos do humor
Subcategoria
Episódio único moderado
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Prevalência mundial estimada em torno de 5% da população em algum momento.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais variam; tendência similar à global, com variações regionais.
Faixa Etária Principal
Adultos jovens a meia-idade
Distribuição por Sexo
Maior ocorrência em mulheres; fatores hormonais e sociais contribuem.
Grupos de Risco
História de depressão Estresse prolongado Isolamento social Comorbidades Uso de substâncias Distúrbios do sono
Tendência Temporal
Tendência estável globalmente, com aumentos entre jovens em certas regiões.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Multifatorial: genética, neuroquímica, estressores ambientais e eventos de vida.
Mecanismo Fisiopatológico
Desregulação de neurotransmissores, eixo HPA e redes neurais do humor.
Fatores de Risco
História de depressão Estresse ocupacional Isolamento social História familiar Distúrbios do sono Abuso de substâncias
Fatores de Proteção
Rede de apoio social Sono regular Atividade física Acesso a cuidado mental
Componente Genético
Contribuição genética moderada, com hereditariedade evidente em familiares.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Humor deprimido quase todo dia, irritabilidade frequente.
Sintomas Frequentes
Perda de interesse
Fadiga
Alterações no sono
Baixa autoestima
Dolo corporal
Ideação suicida
Sinais de Alerta
  • Ideação suicida com planos
  • Comportamento autodestrutivo
  • Perda de autocuidado grave
  • Lucidez diminuída para risco
  • Agravamento súbito
Evolução Natural
Sem tratamento, pode persistir por meses a anos com flutuações.
Complicações Possíveis
Autolesão Abuso de substâncias Transtornos de ansiedade Problemas de sono Impacto funcional

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Critérios ICD-10/DSM-5: humor deprimido, anedonia, sono/apetite, duração ≥2 sem., prejuízo.
Exames Laboratoriais
Hemograma TSH/T4 Vitamina D B12 Triagem toxicológica se indicado
Exames de Imagem
Não obrigatórios Caso haja sintomatologia neurológica RM/TC conforme indicação
Diagnóstico Diferencial
  • Transtorno bipolar
  • Distimia
  • Ansiedade
  • Distúrbio de sono
  • Hipotireoidismo
Tempo Médio para Diagnóstico
Duração entre início de sintomas e diagnóstico costuma ser semanas a meses.

Tratamento

Abordagem Geral
Plano multidisciplinar: psicoterapia, farmacoterapia quando indicado, apoio social, monitoramento.
Modalidades de Tratamento
1 Terapia cognitivo-comportamental
2 Antidepressivos se necessário
3 Psicoterapia intersetorial
4 Intervenções em sono
5 Atividade física
Especialidades Envolvidas
Psiquiatria Psicologia Medicina de família Enfermagem mental Terapia ocupacional
Tempo de Tratamento
Resposta típica em 6–12 semanas; ajustes conforme evolução.
Acompanhamento
Consultas regulares, monitorando sintomas, adesão e efeitos colaterais.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Geralmente bom com tratamento adequado; recaídas são possíveis.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Boa adesão
  • Rede de apoio
  • Início precoce
  • Poucas comorbidades
Fatores de Mau Prognóstico
  • História de suicídio
  • Comorbidades graves
  • Isolamento social
  • Uso de substâncias
Qualidade de Vida
Pode melhorar significativamente com tratamento adequado e apoio.

Prevenção

Prevenção Primária
Promover saúde mental, reduzir estresse, sono adequado, atividade física e rede de apoio.
Medidas Preventivas
Sono regular
Rotina estável
Redução de álcool/drogas
Apoio social
Avaliação psicológica periódica
Rastreamento
Rastreamento de sintomas na atenção primária com ferramentas adequadas.

Dados no Brasil

Internações associadas variam por região e serviços.
Internações/Ano
Óbitos diretos são percentuais baixos, com sub-registro possível.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Capitais e grandes cidades concentram serviços especializados.

Perguntas Frequentes

1 Quais são os sinais de alerta da depressão?
Humor triste, desinteresse, sono alterado, sinais por semanas; procure ajuda.
2 Depressão melhora sozinha?
Geralmente não; tratamento aumenta chances de remissão.
3 Como é feito o diagnóstico?
Avaliação clínica, critérios diagnósticos e exclusão de outras causas.
4 Quais tratamentos existem?
Psicoterapia, antidepressivos quando necessários, apoio social e sono saudável.
5 É possível prevenir?
Rotina estável, sono adequado, vida social e cuidado mental ajudam.

Mitos e Verdades

Mito

depressão acontece por fraqueza emocional.

Verdade

é doença real que requer tratamento profissional.

Mito

afeta apenas adultos.

Verdade

jovens e idosos também podem sofrer.

Mito

antidepressivos causam dependência.

Verdade

uso controlado, acompanhamento médico, não gera dependência.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Inicie com médico de família ou centro de saúde mental para avaliação.
Especialista Indicado
Psiquiatra ou psicólogo.
Quando Procurar Emergência
Procure pronto atendimento se houver ideação de dano ou risco imediato.
Linhas de Apoio
CVV 188 SAMU 192 Centros de Valorização à Vida

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.