Transtorno bipolar
Transtorno bipolar (bipolaridade)
Resumo
Transtorno bipolar traz mudanças de humor grandes; tratamento ajuda muito.
Identificação
- Código Principal
- F31
- Versão CID
- CID-10
- Nome Oficial
- Transtorno bipolar, conforme CID-10, OMS, categoria de transtornos do humor com episódios maníacos e depressivos
- Nome em Inglês
- Bipolar affective disorder
- Outros Nomes
- Transtorno afetivo bipolar • Bipolaridade • Transtorno de humor bipolar • Distúrbio bipolar • TB
- Siglas Comuns
- TB T-Bip TRB
Classificação
- Capítulo CID
- Capítulo V - Transtornos mentais e do comportamento
- Categoria Principal
- Transtornos do humor
- Subcategoria
- Transtorno bipolar, episódios maníacos e/ou depressivos
- Tipo de Condição
- transtorno
- Natureza
- cronica
- Gravidade Geral
- moderada
Epidemiologia
- Prevalência Mundial
- Estimativas globais: transtorno bipolar afeta cerca de 1-2% da população mundial.
- Prevalência no Brasil
- Brasil com estimativas semelhantes; dados de vigilância variam por região.
- Faixa Etária Principal
- Adultos jovens, 15-29 anos
- Distribuição por Sexo
- Distribuição quase igual entre homens e mulheres
- Grupos de Risco
- História familiar de transtornos do humor História pessoal de depressão Estresse severo Uso de substâncias Traumas na infância Padrões de sono irregulares
- Tendência Temporal
- Tendência estável com melhoria ao acesso ao tratamento adequado; variações regionais.
Etiologia e Causas
- Causa Principal
- Origem multifatorial: genética, neuroquímica, fatores ambientais e estressores.
- Mecanismo Fisiopatológico
- Disfunção na regulação de neurotransmissores e circuits cortico-subcorticais, levando a alternância entre mania e depressão.
- Fatores de Risco
- História familiar História pessoal de depressão Estresse severo Uso de substâncias Traumas na infância Padrões de sono irregulares
- Fatores de Proteção
- Acesso a tratamento precoce Acompanhamento regular Rede de apoio Higiene do sono
- Componente Genético
- Contribuição genética significativa; modelo poligênico aumenta o risco.
Manifestações Clínicas
- Sintoma Principal
- Mudanças marcantes de humor com episódios de mania ou depressão que afetam a vida diária.
- Sintomas Frequentes
-
Euforia ou irritabilidadeEnergia elevadaPensamento aceleradoInsôniaAutoestima infladaDiminuição da necessidade de sono
- Sinais de Alerta
-
- Ideação suicida
- Comportamento autodestrutivo
- Perda de contato com a realidade
- Comorbidades graves não tratadas
- Desesperança extrema
- Evolução Natural
- Sem tratamento, alterna entre mania e depressão com deterioração funcional.
- Complicações Possíveis
- Risco suicida Abuso de substâncias Queda no desempenho profissional Problemas de relacionamento Hospitalizações recorrentes
Diagnóstico
- Critérios Diagnósticos
- Baseado em critérios ICD-10/DSM-5 sobre episódios de humor, duração e prejuízo.
- Exames Laboratoriais
- Avaliação metabólica Função tireoide Exclusão de uso de substâncias Avaliação de sono Avaliação de comorbidades
- Exames de Imagem
- RM/MRI para excluir outras causas TC cerebral conforme sintomas Imagens funcionais apenas em pesquisa Avaliação estrutural quando indicado
- Diagnóstico Diferencial
-
- Depressão maior com mania
- Esquizofrenia
- Transtorno ciclotímico
- Transtorno de personalidade limítrofe
- Transtorno de humor induzido por substâncias
- Tempo Médio para Diagnóstico
- Tempo até diagnóstico costuma ser meses a anos, especialmente em jovens.
Tratamento
- Abordagem Geral
- Abordagem integrada com psicoterapia, educação, suporte familiar e tratamento farmacológico quando indicado.
- Modalidades de Tratamento
-
1 Estabilizadores de humor2 Antipsicóticos3 Terapia cognitivo-comportamental4 Terapia interpessoal e social5 Rotina circadiana e higiene do sono
- Especialidades Envolvidas
- Psiquiatria Psicologia Enfermagem psiquiátrica Assistência social Terapia ocupacional
- Tempo de Tratamento
- Tratamento contínuo, com ajustes ao longo da vida.
- Acompanhamento
- Consultas regulares, monitoramento de humor, adesão e apoio psicossocial.
Prognóstico
- Prognóstico Geral
- Com tratamento adequado, controle de episódios é possível; recaídas são comuns sem adesão.
- Fatores de Bom Prognóstico
-
- Adesão ao tratamento
- Rede de apoio
- Acesso a serviços de saúde
- Estabilidade de sono
- Fatores de Mau Prognóstico
-
- Não adesão ao tratamento
- Uso de substâncias
- Co-morbidades graves
- Isolamento social
- Qualidade de Vida
- Impacto significativo na vida; melhora com tratamento, apoio e planejamento.
Prevenção
- Prevenção Primária
- Não há prevenção específica, manter sono regular e manejo de estressores ajuda.
- Medidas Preventivas
-
Sono regularRedução de estressoresEvitar álcool e drogasAcesso precoce a cuidado mentalEducação sobre sinais precoces
- Rastreamento
- Rastreamento de comorbidades, risco suicida e sono durante o acompanhamento.
Dados no Brasil
Perguntas Frequentes
Mitos e Verdades
A bipolaridade é apenas fase de humor.
É condição neurológica real com base genética e neuroquímica.
Pacientes têm episódios apenas graves.
Gravidade varia; muitos têm episódios leves a moderados.
Lítio é sempre tóxico.
Com monitoramento, dose adequada, risco é baixo.
Recursos para o Paciente
- Onde Buscar Ajuda
- Primeiro passo: procure clínica médica ou CAPS próximo de você.
- Especialista Indicado
- Psiquiatra
- Quando Procurar Emergência
- Se pensamentos suicidas surgirem, procure atendimento imediato.
- Linhas de Apoio
- CVV 188 CAPS locais SUS Atendimento
CIDs Relacionados
Aviso Importante
As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.