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cid f25
CID-10

Transtorno esquizoafetivo

Transtorno esquizoafetivo na população

Resumo

Transtorno esquizoafetivo: psicose com humor; manejo integrado ajuda

Identificação

Código Principal
F25
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Transtorno esquizoafetivo, conforme CID-10
Nome em Inglês
Schizoaffective Disorder
Outros Nomes
Esquizofático afetivo • Transtorno esquizoafetivo • Esquizofenia com componente afetivo • Espectrum esquizoafetivo • Transtorno misto esquizofrênico-afetivo
Siglas Comuns
SAF SA TEA

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Transtornos mentais, comportamentais
Categoria Principal
Transtornos psicóticos
Subcategoria
Transtorno esquizoafetivo
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estima-se 0,3-0,5% global; variações por método
Prevalência no Brasil
Dados nacionais limitados; ~0,3% estimado
Faixa Etária Principal
20-40 anos
Distribuição por Sexo
Proporção próximo de igualdade entre sexos
Grupos de Risco
História familiar de psicose Uso de substâncias Estresse psicossocial Rede de apoio deficiente Trauma na infância
Tendência Temporal
Varia com o acesso a tratamento; tende a estabilidade

Etiologia e Causas

Causa Principal
Multifatorial com contribuição genética moderada
Mecanismo Fisiopatológico
Disfunção dopaminérgica e glutamatérgica com alterações de conectividade
Fatores de Risco
Predisposição genética História de psicose Uso de cannabis na adolescência Baixa adesão ao tratamento Isolamento social Fatores culturais
Fatores de Proteção
Acesso a tratamento Rede de apoio Engajamento em psicoterapia Rotina estável
Componente Genético
Contribuição genética multifatorial; não determinante isoladamente

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Delírios, alucinações e desorganização do pensamento
Sintomas Frequentes
Delírios
Alucinações auditivas
Pensamento desorganizado
Afeto incongruente
Isolamento social
Perda de iniciativa
Sinais de Alerta
  • Ideação suicida
  • Comportamento agressivo
  • Desorientação acentuada
  • Anormalidades motoras graves
  • Crises que exigem atendimento
Evolução Natural
Sem tratamento, piora psicótica e prejuízo funcional progressivo
Complicações Possíveis
Deficiência funcional Dependência de substâncias Suicidalidade Internações repetidas Estigmatização

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Critérios ICD-10/11: psicose com flutuações afetivas compatíveis
Exames Laboratoriais
Hemograma TSH Perfil metabólico Aval toxicológico se indicado Outros conforme clínica
Exames de Imagem
RM encefálica TC de crânio EEG em casos específicos RM funcional
Diagnóstico Diferencial
  • Transtorno bipolar com psicose
  • Transtorno esquizofrênico
  • Transtorno delirante
  • Transtorno de personalidade esquizotípica
  • Depressivo com psicose
Tempo Médio para Diagnóstico
Varia com acesso a serviços; costuma ser demorado

Tratamento

Abordagem Geral
Estratégia integrada com antipsicóticos, humor, psicoterapia e apoio social
Modalidades de Tratamento
1 Farmacológico (antipsicóticos)
2 Terapias psicossociais
3 Psicoterapia
4 Reabilitação cognitiva
5 Intervenções familiares
Especialidades Envolvidas
Psiquiatria Psicologia clínica Enfermagem psiquiátrica Serviço social Reabilitação
Tempo de Tratamento
Longo prazo com reavaliações periódicas
Acompanhamento
Consultas regulares; monitorar efeitos colaterais e adesão

Prognóstico

Prognóstico Geral
Varia amplamente; com tratamento, controle e funcionalidade podem melhorar
Fatores de Bom Prognóstico
  • Acesso contínuo a tratamento
  • Adesão ao plano
  • Rede de apoio
  • Boa resposta inicial
Fatores de Mau Prognóstico
  • Baixa condição socioeconômica
  • Uso de substâncias
  • Comorbidades
  • Adesão irregular
Qualidade de Vida
Pode melhorar com suporte médico e social; ainda pode haver impacto

Prevenção

Prevenção Primária
Não há prevenção específica; reduzir fatores de risco e promover saúde mental
Medidas Preventivas
Educação sobre saúde mental
Redução do uso de substâncias
Rede de apoio
Acesso precoce a cuidado
Gestão de estresse
Rastreamento
Triagens de risco e avaliação regular de sintomas psicóticos

Dados no Brasil

Varia conforme estado; média de internações baixa
Internações/Ano
Óbitos menores, fortemente ligado a comorbidades
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior carga em áreas urbanas com serviços de saúde mental

Perguntas Frequentes

1 Quais são sinais iniciais do transtorno esquizoafetivo?
Mudanças de humor associadas a psicose; procure avaliação se persistirem.
2 Transtorno é curável?
Não há cura definitiva, mas controle estável com tratamento é possível.
3 Diagnóstico precoce melhora o prognóstico?
Sim; diagnóstico e manejo oportunos reduzem impactos.
4 Qual é o papel da família?
Apoio constante melhora adesão e recuperação funcional.
5 É possível retomar atividades normais?
Sim, com tratamento adequado e suporte sociofamiliar.

Mitos e Verdades

Mito

pessoas são perigosas; verdade: risco é baixo com tratamento.

Verdade

é tratável; muitos alcançam remissão parcial.

Mito

ocorre só em adultos; verdade: inicia na adolescência

Verdade

diagnóstico precoce melhora desfecho.

Mito

sem tratamento não há solução; verdade: manejo integrado funciona

Verdade

adesão reduz sintomas e danos funcionais.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Rede básica de saúde e psiquiatria; iniciar avaliação
Especialista Indicado
Psiquiatra
Quando Procurar Emergência
Ideação suicida, violência, desorientação ou catatonia
Linhas de Apoio
CVV 188 SUS Telemedicina Redes comunitárias locais

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.