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cid f21
CID-10

Esquizofrenia

Esquizofrenia

Resumo

Esquizofrenia: transtorno mental com sintomas psicóticos, tratável com cuidado adequado.

Identificação

Código Principal
F21
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Esquizofrenia
Nome em Inglês
Schizophrenia
Outros Nomes
Transtorno esquizoafetivo • Esquizofrenia • Psicose esquizotípica • Esquizose crônica
Siglas Comuns
F21 SCZ ESQ

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Doenças mentais e transtornos psicóticos
Categoria Principal
Transtornos psicóticos
Subcategoria
Esquizofrenia
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais: ~1% da população já vivenciou a condição.
Prevalência no Brasil
Brasil: dados variam por estado; estimativas próximas de 0,7-1,2%.
Faixa Etária Principal
Adultos jovens a meia-idade.
Distribuição por Sexo
Distribuição relativamente equilibrada entre sexos.
Grupos de Risco
Historia familiar positiva Genética de risco Estresse psicossocial Urbanização Baixa adesão ao tratamento
Tendência Temporal
Tendência estável, com variações regionais e melhoria com acesso a tratamento.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Causa multifatorial: genética, neurodesenvolvimento e fatores ambientais.
Mecanismo Fisiopatológico
Disfunção dopaminérgica, alterações glutamatérgicas e conectividade neural.
Fatores de Risco
Historia familiar positiva Genética de risco Estresse psicossocial Urbanização Baixa adesão ao tratamento Uso de substâncias
Fatores de Proteção
Acesso a tratamento precoce Rede de apoio social Tratamento de comorbidades Estilo de vida saudável
Componente Genético
Influência genética com maior risco na presença de parentes de primeiro grau.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Delírios persistentes com alucinações auditivas.
Sintomas Frequentes
Delírios
Alucinações auditivas
Pensamento desorganizado
Fala incoerente
Afeto embotado
Retirada social
Sinais de Alerta
  • Ideação suicida
  • Comportamento violento
  • Catatonia
  • Perda de higiene pessoal
  • Descompasso neurológico
Evolução Natural
Sem tratamento, piora progressiva com prejuízo funcional; adesão melhora prognóstico.
Complicações Possíveis
Isolamento social Disfunção ocupacional Abuso de substâncias Comorbidades depressivas Autoexclusão

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Sinais psicóticos persistentes por tempo sustentado, sem outra causa clínica.
Exames Laboratoriais
Hemograma TSH/T4 PCR para excluir infecção Exames toxicológicos Bilirrubinas e função renal
Exames de Imagem
RM craniana TC craniana RM funcional (quando disponível) EEG
Diagnóstico Diferencial
  • Transtorno esquizoafetivo
  • Delirante
  • Transtorno de personalidade esquizotípica
  • Esclerose múltipla com psicose
  • Abuso de substâncias
Tempo Médio para Diagnóstico
Tempo médio de diagnóstico: meses a anos, dependendo de acesso a serviços.

Tratamento

Abordagem Geral
Alvo: reduzir sintomas, evitar recaídas e melhorar função diária com equipe multiprofissional.
Modalidades de Tratamento
1 Antipsicóticos
2 Psicoterapia
3 Reabilitação psicossocial
4 Apoio familiar
5 Intervenções comunitárias
Especialidades Envolvidas
Psiquiatria Psicologia Enfermagem psiquiátrica Assistência social Terapeutas ocupacionais
Tempo de Tratamento
Longo prazo, com ajustes conforme resposta; consultas periódicas.
Acompanhamento
Acompanhamento regular com psiquiatria e psicologia; adesão e reintegração social.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva variável; tratamento adequado aumenta controle e função.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Adesão ao tratamento
  • Boa resposta aos antipsicóticos
  • Rede de apoio estável
  • Prévia função intacta
Fatores de Mau Prognóstico
  • Surtos frequentes
  • Comorbidades médicas
  • Adesão irregular
  • Uso de substâncias
Qualidade de Vida
Pode melhorar com tratamento, mantendo autonomia e participação social.

Prevenção

Prevenção Primária
Reduzir estressores, apoiar redes sociais e educação em saúde mental.
Medidas Preventivas
Promoção de saúde mental
Detecção precoce
Apoio familiar
Redução de substâncias
Integração comunitária
Rastreamento
Rastreamento de sinais psicóticos em grupos de risco com avaliação clínica.

Dados no Brasil

Milhares de internações anuais relacionadas a transtornos psicóticos.
Internações/Ano
Óbitos atribuíveis variam, maior parte por complicações associadas.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior concentração de serviços em regiões Sudeste e Sul.

Perguntas Frequentes

1 Quais são os sinais iniciais?
Sinais psicóticos, pensamentos confusos e isolamento.
2 É possível prevenir?
Não há prevenção definitiva; reduzir fatores de risco ajuda.
3 Como confirmar diagnóstico?
Avaliação clínica com especialistas e exames para excluir outras causas.
4 Tratamento é permanente?
Pode exigir tratamento prolongado e adaptações, com monitoramento.
5 Como fica a vida após diagnóstico?
Com adesão, muitas pessoas mantêm função e qualidade de vida.

Mitos e Verdades

Mito

é apenas uma fase.

Verdade

exige tratamento e apoio contínuos.

Mito

sempre há vozes e alucinações.

Verdade

sintomas variam; nem todos têm alucinações.

Mito

pessoas assim não trabalham.

Verdade

com gestão, há retorno à vida profissional.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure serviço de saúde mental local ou o pronto atendimento se houver risco.
Especialista Indicado
Psiquiatra
Quando Procurar Emergência
Sinais de risco imediato: agressão, autolesão, confusão extrema.
Linhas de Apoio
CVV 188 SUS 136 Disque 100

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.