Esquizofrenia, outro tipo
Esquizofrenia, outros tipos
Resumo
Doença mental com delírios, alucinações e pensamento desorganizado, geralmente crônica.
Identificação
- Código Principal
- F20.8
- Versão CID
- CID-10
- Nome Oficial
- Esquizofrenia, outros tipos (F20.8) segundo CID-10, transtornos esquizofrênicos
- Nome em Inglês
- Other schizophrenia
- Outros Nomes
- Esquizofrenia não especificada • Outro tipo de esquizofrenia • Esquizofrenia não classificada • Esquizofrenia tipo 8 • Transtorno esquizofrênico, outro
- Siglas Comuns
- F20.8 SCZ-OT ICD-10-F20.8
Classificação
- Capítulo CID
- Capítulo V - Transtornos mentais e comportamentais
- Categoria Principal
- Transtorno mental grave
- Subcategoria
- Esquizofrenia, outros tipos
- Tipo de Condição
- transtorno
- Natureza
- cronica
- Gravidade Geral
- variavel
Epidemiologia
- Prevalência Mundial
- Estimativas globais: ~0,5-1% da população desenvolve esquizofrenia ao longo da vida.
- Prevalência no Brasil
- Brasil: prevalência compatível com global, entre 0,5% e 1%.
- Faixa Etária Principal
- Adultos jovens, início comum entre 15 e 25 anos
- Distribuição por Sexo
- Proporção entre homens e mulheres semelhante na população.
- Grupos de Risco
- Historia familiar Uso de cannabis na adolescência Desencadeadores psicossociais Baixo nivel socioeconomico Trauma infantil
- Tendência Temporal
- Tendência estável, com melhora no diagnóstico e acesso a tratamento.
Etiologia e Causas
- Causa Principal
- Causa multifatorial: genética, neurobiologia, fatores ambientais.
- Mecanismo Fisiopatológico
- Disfunção dopaminérgica com alterações glutamatérgicas, afetando circuits fronto-temporais
- Fatores de Risco
- História familiar Uso de cannabis na adolescência Primeiro surto precoce Estresse elevado Ambiente urbano Baixa adesão
- Fatores de Proteção
- Apoio familiar Acesso a tratamento Rede de apoio social Monitoramento precoce
- Componente Genético
- Predisposição genética multifatorial com interação ambiental
Manifestações Clínicas
- Sintoma Principal
- Delírios, alucinações, desorganização do pensamento e afeto comprometido.
- Sintomas Frequentes
-
DelíriosAlucinações auditivasPensamento desorganizadoFala incoerenteApatia/isolamentoRedução do funcionamento social
- Sinais de Alerta
-
- Psicose aguda
- Ideação suicida
- Agressão com risco
- Perda de contato com a realidade
- Comprometimento funcional grave
- Evolução Natural
- Sem tratamento, pode haver piora cognitiva e social progressiva.
- Complicações Possíveis
- Déficits funcionais persistentes Isolamento social Abuso de substâncias Conflitos legais Comorbidades psiquiátricas
Diagnóstico
- Critérios Diagnósticos
- Critérios DSM-5/ICD-10: ≥2 sintomas por ≥1 mês, com deterioração funcional.
- Exames Laboratoriais
- Hemograma Glicemia Lipídeos Tireóide Toxicológico
- Exames de Imagem
- RM cérebro TC sem contraste RM funcional opcional Avaliação estrutural
- Diagnóstico Diferencial
-
- Transtorno bipolar com psicose
- Transtorno delirante
- Psicose induzida por substâncias
- Depressão psicótica
- Transtorno esquizoafetivo
- Tempo Médio para Diagnóstico
- Varia de meses a anos desde o início dos sintomas.
Tratamento
- Abordagem Geral
- Abordagem multimodal: antipsicóticos, psicoterapia, reabilitação e suporte familiar.
- Modalidades de Tratamento
-
1 Farmacológico2 Psicoterapia3 Reabilitação cognitiva4 Intervenções psicossociais5 Cuidados de longo prazo
- Especialidades Envolvidas
- Psiquiatria Psicologia clínica Enfermagem em saúde mental Neurologia Reabilitação
- Tempo de Tratamento
- Duração contínua, com ajustes conforme resposta e adesão.
- Acompanhamento
- Consultas regulares, avaliação de adesão, monitoramento de efeitos e suporte familiar.
Prognóstico
- Prognóstico Geral
- Perspectiva heterogênea; tratamento adequado melhora funcionamento, com possíveis déficits persistentes.
- Fatores de Bom Prognóstico
-
- Início precoce
- Boa adesão
- Rede de apoio
- Funcionamento basal preservado
- Fatores de Mau Prognóstico
-
- Resistência ao antipsicótico
- Comorbidades
- Uso de substâncias
- Adesão irregular
- Qualidade de Vida
- Pode piorar sem tratamento, mas melhora com suporte adequado.
Prevenção
- Prevenção Primária
- Educação, redução de fatores de risco, apoio familiar e cuidado precoce.
- Medidas Preventivas
-
Apoio psicossocialIntervenção precoce em crisesSaúde mental na escolaRede comunitáriaAtenção a substâncias
- Rastreamento
- Rastreamento de sinais em grupos de risco com avaliação clínica.
Dados no Brasil
Perguntas Frequentes
Mitos e Verdades
é culpa da família.
doença neurobiológica com influencia genética.
pacientes são sempre violentos.
a maioria não agressiva; risco aumenta em crises.
é rara.
afeta cerca de 0,5-1% da população ao longo da vida.
Recursos para o Paciente
- Onde Buscar Ajuda
- Procure serviço de saúde mental próximo para avaliação inicial.
- Especialista Indicado
- Psiquiatra
- Quando Procurar Emergência
- Busque pronto atendimento se houver risco imediato de dano.
- Linhas de Apoio
- CVV 188 SUS Telemedicina UBS local
CIDs Relacionados
Aviso Importante
As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.