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cid f20 0
CID-10

Esquizofrenia

Esquizofrenia (psicose grave)

Resumo

Esquizofrenia é doença mental crônica tratável com cuidado adequado.

Identificação

Código Principal
F20.0
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Esquizofrenia, transtorno psicótico grave reconhecido pela OMS, com sintomas positivos, negativos e prejuízo funcional.
Nome em Inglês
Schizophrenia
Outros Nomes
Esquizofrenia • Transtorno psicótico grave • Esquizofreniforme (termo antigo) • Psicose esquizofrênica • Transtorno psicótico crônico
Siglas Comuns
SZ SCZ Esq

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Transtornos mentais e comportamentais
Categoria Principal
Transtorno psicótico
Subcategoria
Esquizofrenia
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais variam entre 0,3% e 1,0% da população mundial.
Prevalência no Brasil
Brasil: prevalência entre 0,5% e 1,0%, com variação regional.
Faixa Etária Principal
Jovens adultos, 18 a 25 anos
Distribuição por Sexo
Homens e mulheres atingidos; leve predomínio masculino.
Grupos de Risco
Historia familiar de psicose Uso de cannabis na adolescência Estresse psicossocial intenso Desnutrição infantil Exposição pré-natal a infecções
Tendência Temporal
Tendência estável, com variações locais e melhoria diagnóstica.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Origem multifatorial com fatores genéticos, neurodesenvolvimentais e ambientais.
Mecanismo Fisiopatológico
Disfunção dopaminérgica com alterações em circuits fronto-ventro-laterais; heterogeneidade clínica.
Fatores de Risco
História familiar de psicose Uso de cannabis Trauma grave na infância Dependência de álcool Desnutrição infantil Vulnerabilidade neurobiológica
Fatores de Proteção
Acesso ao tratamento precoce Rede de apoio social Estimulação cognitiva Vigilância de gravidez saudável
Componente Genético
Hereditariedade moderada; risco aumenta com parentes de primeiro grau.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Delírios persistentes com alucinações e desorganização do pensamento.
Sintomas Frequentes
Delírios
Alucinações auditivas
Pensamento desorganizado
Apatia emocional
Retardo psicomotor
Isolamento social
Sinais de Alerta
  • Ideação suicida
  • Comportamento agressivo extremo
  • Descuido alimentar
  • Risco de dano a si ou outros
  • Higiene comprometida
Evolução Natural
Sem tratamento, curso crônico com recaídas; tratamento reduz sintomas e melhora função.
Complicações Possíveis
Deterioração funcional Comorbidades psíquicas Risco de institucionalização Isolamento social Dependência de cuidados

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Critérios clínicos: psicose por ≥6 meses com delírios, alucinações ou desorganização.
Exames Laboratoriais
Hemograma TIREOIDE Função hepática Glicose Perfil lipídico
Exames de Imagem
RM cerebral TC de crânio EEG opcional Avaliação neuroimagem
Diagnóstico Diferencial
  • Transtorno bipolar com psicose
  • Depressão com psicose
  • Transtornos de personalidade
  • Delirium
  • Uso de substâncias
Tempo Médio para Diagnóstico
Tempo até diagnóstico varia; pode levar meses a anos.

Tratamento

Abordagem Geral
Abordagem multidisciplinar: suporte psicossocial, antipsicóticos e reabilitação.
Modalidades de Tratamento
1 Medicamentos antipsicóticos
2 TCC
3 Terapia familiar
4 Reabilitação ocupacional
5 Intervenção psicossocial
Especialidades Envolvidas
Psiquiatria Psicologia Enfermagem Assistência social Reabilitação
Tempo de Tratamento
Duração inicial de meses, com ajustes e manutenção vitalícia.
Acompanhamento
Consultas regulares, monitoramento de sintomas, adesão à medicação, apoio psicossocial.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva depende de tratamento; melhora funcional com adesão adequada.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Acesso precoce a tratamento
  • Alta adesão medicamentosa
  • Rede de apoio
  • Intervenção precoce
Fatores de Mau Prognóstico
  • Diagnóstico tardio
  • Comorbidades graves
  • Uso de substâncias
  • Baixa adesão ao tratamento
Qualidade de Vida
Pode melhorar com suporte, já que tratamento adequado reduz sintomas.

Prevenção

Prevenção Primária
Educação, redução de fatores de risco e detecção precoce de sinais psicóticos.
Medidas Preventivas
Evitar cannabis na adolescência
Acesso rápido a saúde mental
Redução de estressores sociais
Saúde materna
Apoio à família
Rastreamento
Avaliação clínica anual para pacientes com risco ou diagnóstico.

Dados no Brasil

Entre 10.000 e 15.000 internações/ano nas redes públicas.
Internações/Ano
null
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Sudeste/Sul concentram maior número; Norte/Centro-Oeste menor acesso.

Perguntas Frequentes

1 A esquizofrenia pode surgir cedo na vida?
Sim; geralmente entre fim da adolescência e início da vida adulta.
2 É possível curar a esquizofrenia?
Não cura, mas controle de sintomas é possível com tratamento.
3 Qual o papel dos antipsicóticos?
Reduzem delírios e alucinações; ajustes são comuns para tolerância.
4 Como evitar recaídas?
Adesão ao tratamento, apoio social e monitoramento médico.
5 Existe prevenção primária?
Previne-se minimizando fatores de risco e buscando atendimento precoce.

Mitos e Verdades

Mito

é múltipla personalidade.

Verdade

é distúrbio psicótico com sintomas persistentes.

Mito

pessoas são perigosas por definição.

Verdade

violência não é traço básico; risco depende de contextos.

Mito

é culpa da família.

Verdade

fatores genéticos e ambientais convivem com tratamento adequado.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure serviço de saúde mental local ou CAPS.
Especialista Indicado
Psiquiatra
Quando Procurar Emergência
Gestos de autoagressão, agressão ou descompensação devem buscar pronto atendimento.
Linhas de Apoio
Disque 136 Centro de Valorização da Vida (188) SAMU 192

CIDs Relacionados

F20.0 F20.2 F20.3 F25.0 F29.9

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.