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cid f20
CID-10

Esquizofrenia

Esquizofrenia

Resumo

Esquizofrenia afeta ~1% mundial; tratamento melhora sintomas e qualidade de vida.

Identificação

Código Principal
F20
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Esquizofrenia, transtorno psicótico crônico segundo OMS, com episódios e prejuízo funcional
Nome em Inglês
Schizophrenia
Outros Nomes
Esquizofrenia • Doença psicótica grave • Transtorno psicótico • Schizophrenia (inglês) • Esquizofreniforme
Siglas Comuns
SCZ ESQ SZ

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Transtornos mentais e comportamentais
Categoria Principal
Transtornos psicóticos
Subcategoria
Esquizofrenia, tipos e subtipos
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
crônica
Gravidade Geral
variável

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Prevalência global estimada entre 0,5% e 1% da população, com variações regionais.
Prevalência no Brasil
Brasil: prevalência estimada 0,5-1,0%, com variação regional e disparidades de acesso.
Faixa Etária Principal
15-35 anos
Distribuição por Sexo
Equilíbrio entre homens e mulheres, com leve predomínio masculino precoce.
Grupos de Risco
Historia familiar Estresse social Urbanização Uso de substâncias Desigualdade de acesso
Tendência Temporal
Tendência global estável, com variações regionais e alguns picos locais.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Disfunção neurodevelopmental com bases genéticas, dopaminérgicas e fatores ambientais.
Mecanismo Fisiopatológico
Disfunção neural em circuits fronto-temporais com dopamina e glutamato, prejudicando cognição e percepção.
Fatores de Risco
História familiar Baixa SES Estresse psicossocial Substâncias Urbanização Traumas
Fatores de Proteção
Suporte familiar Acesso a tratamento precoce Redução de estressores Educação em saúde
Componente Genético
Herança multifatorial com maior risco em parentes de primeiro grau.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Delírios, alucinações, desorganização do pensamento e afeto prejudicado.
Sintomas Frequentes
Delírios persecutórios
Alucinações auditivas
Fala incoerente
Desorganização
Anedonia
Isolamento
Sinais de Alerta
  • Ideação suicida
  • Agressividade descontrolada
  • Perda de autocuidado
  • Queda marcada de funcionamento
Evolução Natural
Ausência de tratamento leva a recaídas, prejuízo funcional e estigma persistente.
Complicações Possíveis
Risco de suicídio Isolamento social Disfunção ocupacional Doenças físicas associadas Dependência de serviços

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Critérios DSM-5/ICD-10: dois ou mais sintomas por ≥1 mês com impacto
Exames Laboratoriais
Hemograma TSH Perfil lipídico Função renal Eletrolitos
Exames de Imagem
RM craniana TC de crânio RM funcional opcional
Diagnóstico Diferencial
  • Transtorno bipolar com psicose
  • Delírio por doença médica
  • Demência
  • Transtorno esquizoafetivo
  • Transtorno de personalidade esquizotípica
Tempo Médio para Diagnóstico
Tempo médio até diagnóstico: meses a anos, depende de acesso

Tratamento

Abordagem Geral
Tratamento multimodal com medicação antipsicótica, psicoterapia e suporte social.
Modalidades de Tratamento
1 Farmacoterapia com antipsicóticos
2 Psicoterapia cognitivo-comportamental
3 Reabilitação ocupacional
4 Terapia familiar
5 Intervenções psicossociais
Especialidades Envolvidas
Psiquiatria Psicologia clínica Enfermagem psiquiátrica Assistência Social Reabilitação
Tempo de Tratamento
Tratamento contínuo com ajustes conforme resposta.
Acompanhamento
Acompanhamento regular, monitorando sintomas, adesão e efeitos colaterais.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Varia amplamente; com tratamento adequado, funcionalidade e qualidade de vida podem melhorar.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Adesão ao tratamento
  • Apoio familiar
  • Intervenção precoce
  • Rede de suporte
Fatores de Mau Prognóstico
  • Gravidade inicial alta
  • Comorbidades
  • Baixa adesão
  • Acesso limitado
Qualidade de Vida
Pode melhorar com suporte adequado, educação e serviços comunitários.

Prevenção

Prevenção Primária
Promoção de saúde mental, identificação precoce de sinais psicóticos.
Medidas Preventivas
Atenção a sinais precoces
Acesso a tratamento
Suporte familiar
Educação em saúde mental
Redução de estressores
Rastreamento
Avaliação de risco e sinais psicóticos em comunidades vulneráveis.

Dados no Brasil

Nível de internação anual varia por região e serviços.
Internações/Ano
Mortalidade associada maior em comorbidades; dados nacionais discorrem.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Concentração em capitais e regiões com melhores acesso.

Perguntas Frequentes

1 Qual a diferença entre esquizofrenia e transtornos bipolares com psicose?
Esquizofrenia é crônica; bipolar com psicose tem episódios com humor alterado.
2 Esquizofrenia pode curar-se?
Não há cura definitiva; tratamento reduz sintomas e melhora função.
3 Quais sinais precoces?
Isolamento, sono alterado, ideias estranhas; procure avaliação se persistirem.
4 Existe prevenção?
Não há prevenção absoluta; reduzir riscos e acesso precoce ajudam.
5 Como funciona o tratamento?
Medicação com psicoterapia e apoio social, ajustados conforme resposta.

Mitos e Verdades

Mito

há várias personalidades na esquizofrenia.

Verdade

é transtorno psicótico, sem múltiplas personalidades.

Mito

culpa da educação ruim.

Verdade

fatores biológicos e ambientais atuam.

Mito

pacientes são violentos.

Verdade

violência não é característica; episódios agudos aumentam riscos.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure CAPS, serviços de saúde mental ou hospital com psiquiatria.
Especialista Indicado
Psiquiatra
Quando Procurar Emergência
Sinais de crise autodestrutiva, agressividade ou risco imediato.
Linhas de Apoio
Rede de apoio local CAPS telefone Disque saúde mental

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.