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cid f14 2
CID-10

Dependência de Opioides

Dependência de opioides

Resumo

Dependência de opioides é uso contínuo com tolerância e abstinência; tratamento envolve medicina e apoio.

Identificação

Código Principal
F14.2
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Dependência de opiáceos segundo CID-10, síndrome com tolerância, abstinência e uso compulsivo.
Nome em Inglês
Opioid Use Disorder
Outros Nomes
Dependência de opiáceos • Uso compulsivo de opioides • Síndrome de dependência de opioides • Abstinência de opioides
Siglas Comuns
OUD OPD DOP

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Transtornos mentais e comportamentais
Categoria Principal
Transtornos por uso de substâncias
Subcategoria
Dependência de opiáceos
Tipo de Condição
sindrome
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais variam; milhões com uso problemático de opioides.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais limitados; tendência de aumento nas últimas décadas.
Faixa Etária Principal
Adultos de 18 a 34 anos
Distribuição por Sexo
Maior em homens, com variações regionais.
Grupos de Risco
Pessoas com dor crônica Uso de opioides prescritos Transtornos psiquiátricos comórbidos Abusadores de substâncias Ambientes sociais desfavoráveis
Tendência Temporal
Varia entre regiões: alguns locais estáveis, outros com aumento.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Uso prolongado de opioides com fatores biológicos, psicológicos e sociais contribuindo.
Mecanismo Fisiopatológico
Alterações neuroquímicas do sistema dopaminérgico com tolerância, abstinência e craving.
Fatores de Risco
Dor crônica não tratada Uso de substâncias Transtornos de humor Pressão social para uso Estresse psicossocial Acesso fácil a opioides
Fatores de Proteção
Rede de apoio estável Tratamento eficaz para dor Acesso a saúde mental Prescrição responsável
Componente Genético
Predisposição genética modula risco, influenciando resposta a opioides.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Desejo intenso por opioides com uso contínuo e falha em reduzir o consumo.
Sintomas Frequentes
Craving persistente
Tolerância crescente
Uso por longos períodos
Abstinência com sinais autonômicos
Perda de controle
Impacto na vida diária
Sinais de Alerta
  • Uso arriscado em locais perigosos
  • Falha em reduzir dose
  • Crises de abstinência severas
  • Conflitos legais
  • Queda de desempenho no trabalho
Evolução Natural
Sem tratamento, progride com prejuízo social e saúde; risco de overdose aumenta.
Complicações Possíveis
Overdose fatal Infecções associadas Dano hepático Problemas cardíacos Problemas legais e sociais

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Critérios de uso prejudicial com tolerância e abstinência, avaliado conforme diretrizes internacionais.
Exames Laboratoriais
Urina para opiáceos Hemograma Função hepática Função renal Painel toxicológico
Exames de Imagem
Nenhum exame obrigatório TC/RM apenas se houver suspeita de lesões Avaliação neurológica conforme sintoma
Diagnóstico Diferencial
  • Transtorno depressivo maior
  • Transtorno de ansiedade
  • Dependência de álcool
  • Uso de benzodiazepínicos
  • Transtornos por uso de estimulantes
Tempo Médio para Diagnóstico
Pode levar semanas a meses depende de acesso a serviços

Tratamento

Abordagem Geral
Estratégia integrada com redução de danos, desintoxicação e apoio psicossocial.
Modalidades de Tratamento
1 Desintoxicação supervisionada
2 Terapia de substituição
3 Terapia cognitivo-comportamental
4 Apoio psicossocial
5 Intervenções psicoterapêuticas
Especialidades Envolvidas
Psiquiatria Clínica Geral Reabilitação Psicologia Enfermagem
Tempo de Tratamento
Varia conforme gravidade e adesão; muitos ciclos de tratamento.
Acompanhamento
Consultas regulares, monitoramento de uso, suporte familiar, ajuste terapêutico.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva variável; tratamento sustentado melhora função social e reduz uso, porém recaídas podem ocorrer.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Adesão ao tratamento
  • Rede de apoio estável
  • Baixa gravidade inicial
  • Ausência de comorbidades graves
Fatores de Mau Prognóstico
  • Recaídas frequentes
  • Uso de múltiplas substâncias
  • Baixa adesão ao tratamento
  • Comorbidades psiquiátricas graves
Qualidade de Vida
Qualidade de vida pode melhorar com tratamento estável, apoio e recuperação funcional.

Prevenção

Prevenção Primária
Educação sobre risco, prescrição responsável e apoio à saúde mental na comunidade.
Medidas Preventivas
Prescrição cuidadosa de opioides
Acesso a tratamento de dor sem opioides
Apoio psicológico disponível
Programas de prevenção de uso de substâncias
Detecção precoce de uso problemático
Rastreamento
Rastreamento do uso de substâncias em serviços de saúde com perguntas padronizadas.

Dados no Brasil

Varia por região; hospitalizações por complicações relacionadas.
Internações/Ano
Óbitos por overdose presentes; dados nacionais em fontes oficiais.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior impacto em áreas urbanas com maior acesso a opioides.

Perguntas Frequentes

1 O que é dependência de opioides?
Uso persistente com compulsão, tolerância e abstinência que afetam vida.
2 Como é feito o diagnóstico?
Entrevista clínica, histórico de uso e exames quando indicado.
3 É tratável?
Sim, com desintoxicação, terapia e apoio social.
4 Posso parar sozinho?
Parar sem suporte aumenta recaídas; procure acompanhamento médico.
5 Como prevenir?
Prescrição cuidadosa, educação, tratamento precoce e apoio.

Mitos e Verdades

Mito

é falta de força de vontade.

Verdade

envolve cérebro e fatores sociais; tratamento ajuda.

Mito

só alguns usuários adoecem.

Verdade

dor crônica e uso indevido elevam risco.

Mito

substituição não funciona.

Verdade

reduz overdoses e facilita retorno social.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure atendimento na atenção básica ou CAPS próximos.
Especialista Indicado
Psiquiatra ou médico de família.
Quando Procurar Emergência
procure pronto atendimento em overdose, convulsão ou coma.
Linhas de Apoio
CVV 188 SUS 136 SAMU 192

CIDs Relacionados

F14.0 F14.1 F14.3 F11.2 F19.9

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.