contato@nztbr.com
cid f12
CID-10

Transtornos por uso de cannabis

Uso problemático de cannabis

Resumo

Cannabis pode levar a problemas de uso; com apoio adequado, melhora funciona.

Identificação

Código Principal
F12
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso de cannabis (CID-10), OMS, versão atual.
Nome em Inglês
Cannabis Use Disorders
Outros Nomes
Cannabis use disorder • Transtorno por uso de cannabis • Dependência de cannabis • Uso nocivo de cannabis • Transtornos por cannabis
Siglas Comuns
F12 CUD CUC

Classificação

Capítulo CID
Capítulo F - Transtornos mentais por uso de cannabis
Categoria Principal
Transtornos por uso de substâncias
Subcategoria
Cannabis
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais indicam 0,5-2% da população com transtornos por uso de cannabis.
Prevalência no Brasil
Brasil apresenta variações; prevalência anual entre 0,2-1,5%.
Faixa Etária Principal
Adultos jovens 18-25 anos
Distribuição por Sexo
Predomínio masculino moderado
Grupos de Risco
inicio precoce do uso predisposição genética ambiente de pares acesso facilitado trauma/estresse
Tendência Temporal
Aumento de uso entre jovens; variações regionais.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Uso repetido de cannabis com canabinoides ativos, modulando vias de recompensa.
Mecanismo Fisiopatológico
Ativa receptores CB1/CB2, altera memória, humor e percepção, levando a uso problemático
Fatores de Risco
inicio precoce predisposição genética ambiente de alto acesso comorbidades psiquiátricas uso de outras substâncias fatores socioeconômicos
Fatores de Proteção
apoio familiar educação sobre drogas intervenção precoce programas de prevenção
Componente Genético
Herança moderada contribui para vulnerabilidade; poligenética condiciona risco.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Uso problemático com prejuízo social, cognitivo e ocupacional
Sintomas Frequentes
tolerância aumentada
crises de ansiedade
alterações do sono
irritabilidade
falta de concentração
perda de motivação
Sinais de Alerta
  • ideação suicida
  • psicose aguda
  • agitação extrema
  • comportamento agressivo
  • descontrole de agressão
Evolução Natural
Sem tratamento, pode progredir com prejuízos cognitivos e funcionais
Complicações Possíveis
Déficits de memória Problemas de atenção Redução de motivação Dificuldades escolares/profissionais Conflitos legais

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Padrões de uso com prejuízo, tolerância, abstinência e disfunção clínica
Exames Laboratoriais
Toxicologia urinária Hemograma completo Função hepática Função renal Glicemia
Exames de Imagem
RM cerebral TC de crânio EEG quando necessário Avaliação funcional
Diagnóstico Diferencial
  • Uso de outras substâncias
  • Psicose induzida por substâncias
  • Transtornos de ansiedade
  • Transtorno bipolar
  • Depressão grave
Tempo Médio para Diagnóstico
Varia de semanas a meses, conforme acesso a serviços

Tratamento

Abordagem Geral
Educação sobre uso, redução de danos, apoio psicossocial e planejamento de abstinência
Modalidades de Tratamento
1 Terapia cognitivo-comportamental
2 Abordagem breve motivacional
3 Terapia familiar
4 Reabilitação psicossocial
5 Acompanhamento médico
Especialidades Envolvidas
Psiquiatria Clínica Geral Medicina de Família Psicologia Nutrição
Tempo de Tratamento
Duração varia com gravidade; semanas a meses
Acompanhamento
Consultas regulares, monitoramento de uso e bem-estar

Prognóstico

Prognóstico Geral
Varia entre leve e grave; depende de suporte e adesão
Fatores de Bom Prognóstico
  • bom apoio familiar
  • baixos prejuízos iniciais
  • adesão ao tratamento
  • ambiente estável
Fatores de Mau Prognóstico
  • uso intenso
  • comorbidades psiquiátricas
  • falta de acesso a serviços
  • ambiente de risco social
Qualidade de Vida
Pode melhorar com tratamento, porém impacta vida diária inicialmente

Prevenção

Prevenção Primária
Educação, hábitos saudáveis e atividades de substituição
Medidas Preventivas
evitar início na adolescência
educação escolar sobre drogas
programas comunitários
apoio familiar
acesso rápido a tratamento
Rastreamento
Triagem em serviços de saúde para uso problemático

Dados no Brasil

Varia por estado; dados nacionais são inconsistentes.
Internações/Ano
Óbitos atribuídos são raros em nível populacional.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Regiões Sudeste e Sul apresentam maiores registros.

Perguntas Frequentes

1 Quais são sinais de uso problemático?
Prejuízo social, uso frequente, tolerância e abstinência ao reduzir o uso.
2 É possível tratar com cura completa?
Não há cura universal; abstinência sustentada com tratamento melhora função.
3 Como é feito o diagnóstico?
Avaliação clínica, padrões de uso, prejuízo, exames e CID-10.
4 Quais tratamentos existem?
Terapias psicossociais, apoio familiar, manejo de sintomas e recaídas.
5 Como prevenir recaídas no dia a dia?
Rotina estável, evitar gatilhos e buscar ajuda rápida ao primeiro sinal.

Mitos e Verdades

Mito

cannabis não causa dependência

Verdade

pode levar à dependência com uso regular

Mito

apenas usuários fortes adoecem

Verdade

fatores genéticos e ambientais influenciam

Mito

cannabis é inofensiva

Verdade

pode causar prejuízos cognitivos, especialmente em jovens

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Posto de saúde, CAPS, unidades básicas com equipe multiprofissional
Especialista Indicado
Psiquiatria ou clínica com experiência em dependência
Quando Procurar Emergência
Ideação suicida, delírios, agressão ou quadro psicótico
Linhas de Apoio
Disque Saúde 136 SUS Central CAPS 24h

CIDs Relacionados

F12.0 F12.1 F12.2 F12.9 F19.0

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.