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cid f 90
CID-10

Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade

TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade)

Resumo

TDAH é dificuldade de manter atenção com hiperatividade; envolve genética e ambiente, com manejo diário.

Identificação

Código Principal
F90
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade
Nome em Inglês
Attention-Deficit Hyperactivity Disorder
Outros Nomes
TDA • ADD • Transtorno de déficit de atenção • Hiperatividade com déficit de atenção
Siglas Comuns
TDAH ADD TDHA

Classificação

Capítulo CID
Capítulo F - Transtornos mentais da infância
Categoria Principal
Transtornos do neurodesenvolvimento
Subcategoria
Transtorno de déficit de atenção com hiperatividade
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Global: estimativas seguem 2-7% na infância, variações por método
Prevalência no Brasil
Brasil: prevalência semelhante, entre 2 e 6%
Faixa Etária Principal
6-12 anos
Distribuição por Sexo
Mais comum em meninos
Grupos de Risco
História familiar Nascimento pré-termo Ambiente desfavorável Baixa escolaridade futura Comorbidades
Tendência Temporal
Persistência com variação entre fases da vida

Etiologia e Causas

Causa Principal
Contribuição genética combinada com fatores neurobiológicos
Mecanismo Fisiopatológico
Disfunção fronto-estriatal com dopamina e circuits de atenção
Fatores de Risco
Herança familiar Exposição a substâncias na gravidez Privação de sono Conflitos familiares Estresse crônico
Fatores de Proteção
Rotinas estáveis Intervenção precoce Apoio escolar Ambiente previsível
Componente Genético
Hereditario; variantes em genes dopaminérgicos relevantes

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Desatenção com hiperatividade/impulsividade marcante
Sintomas Frequentes
Dificuldade de manter foco
Desorganização
Esquecimentos frequentes
Impulsividade
Esforços repetidos
Distrações
Sinais de Alerta
  • Risco de automutilação
  • Ideação suicida
  • Quedas escolares abruptas
  • Comportamento agressivo com risco
  • Sono severamente prejudicado
Evolução Natural
Pode persistir na adolescência sem tratamento
Complicações Possíveis
Baixa desempenho escolar Conflitos familiares Problemas de autoestima Transtornos de humor Dificuldade social

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Critérios DSM-5/ICD-10: 6+ sintomas antes dos 12 anos, persistentes em 2 contextos
Exames Laboratoriais
Nenhum exame específico Avaliação neuropsicológica Teste de atenção Avaliação escolar Exclusão de comorbidades
Exames de Imagem
Não requeridas para diagnóstico RM funcional opcional Avaliação de comorbidades
Diagnóstico Diferencial
  • Ansiedade
  • Transtorno de conduta
  • Distúrbio de humor
  • Distúrbios do sono
  • Autismo
Tempo Médio para Diagnóstico
Varia; confirmação pode ocorrer ao longo de meses

Tratamento

Abordagem Geral
Educação, psicoterapia, apoio escolar e planejamento diários; medicação se indicada
Modalidades de Tratamento
1 Terapia comportamental
2 Treinamento de habilidades sociais
3 Apoio educacional
4 Medicação quando indicado
5 Planejamento de rotinas
Especialidades Envolvidas
Pediatria/Neuropediatria Psiquiatria infantil Psicologia Pedagogia Neuropsicologia
Tempo de Tratamento
Plano de longo prazo com revisões periódicas
Acompanhamento
Consultas regulares a cada 3-6 meses, monitorando sintomas e efeitos de medicação

Prognóstico

Prognóstico Geral
Com manejo adequado, melhora funcional; persistência pode ocorrer
Fatores de Bom Prognóstico
  • Início precoce de tratamento
  • Ambiente estável
  • Adesão ao plano
  • Ausência de comorbidades
Fatores de Mau Prognóstico
  • Baixa adesão
  • Comorbidades intensas
  • Problemas escolares graves
  • Conflitos familiares
Qualidade de Vida
Pode melhorar significativamente com suporte adequado

Prevenção

Prevenção Primária
Intervenção precoce, educação familiar e rotina estável
Medidas Preventivas
Rotina estruturada
Sono regular
Ambiente sem distrações
Atividades físicas
Apoio escolar
Rastreamento
Avaliação psicológica e escolar periódica

Dados no Brasil

Entre mil a várias milhares, dependendo do ano
Internações/Ano
Baixa mortalidade associada
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Disparidades por região; maior concentração urbana

Perguntas Frequentes

1 Definição de TDAH
Conjunto de dificuldades de atenção com hiperatividade e impulsividade, com origem neurobiológica.
2 Quais são sintomas principais
Desatenção, hiperatividade e impulsividade com início infantil e impacto escolar.
3 Como é feito o diagnóstico
Avaliação clínica ampla, relato de pais, escola e testes de comportamento.
4 Tratamento envolve medicação
Tratamento multimodal; pode incluir medicação, psicoterapia e apoio escolar.
5 Posso prevenir
Não há prevenção garantida; a intervenção precoce reduz impactos.

Mitos e Verdades

Mito

TDAH é preguiça ou preguiça de estudar

Verdade

envolve diferenças neurológicas, não falha de disciplina

Mito

só acontece em meninos

Verdade

afeta crianças de todos os sexos, com apresentação guiada

Mito

medicação cria dependência

Verdade

uso sob supervisão médica é seguro e eficaz quando indicado

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure médico infantil ou neurologista, com experiência em transtornos do neurodesenvolvimento
Especialista Indicado
Pediatra/Neuropediatra ou Psiquiatra Infantil
Quando Procurar Emergência
Sinais de risco imediato, agressividade extrema ou automutilação requerem atendimento
Linhas de Apoio
Disque 136 - Saúde Central de Apoio Familiar Linha de apoio PSY

CIDs Relacionados

F90.0 F90.1 F90.2 F90.8 F91.9

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.