Transtorno do Espectro Autista
Autismo
Resumo
TEA envolve dificuldade em comunicação e interação, com variação de habilidades
Identificação
- Código Principal
- F84.0
- Versão CID
- CID-11
- Nome Oficial
- Transtorno do espectro autista (TEA) segundo OMS, com déficits em comunicação e interação social
- Nome em Inglês
- Autism Spectrum Disorder
- Outros Nomes
- Autismo • Transtorno do espectro autista • TEA • Padrões de autismo • Transtorno do desenvolvimento social
- Siglas Comuns
- TEA ASD TEA/ASD
Classificação
- Capítulo CID
- Capítulo V - Transtornos mentais e comportamentais
- Categoria Principal
- Transtornos do neurodesenvolvimento
- Subcategoria
- Autismo e TEA
- Tipo de Condição
- transtorno
- Natureza
- cronica
- Gravidade Geral
- variavel
Epidemiologia
- Prevalência Mundial
- Estimativas globais indicam cerca de 1% da população com TEA.
- Prevalência no Brasil
- Brasil: prevalência estimada próxima a 0,7-1,0%.
- Faixa Etária Principal
- Primeira infância, diagnósticos frequentes até 6 anos
- Distribuição por Sexo
- Predomínio masculino, diagnóstico mais frequente em meninos
- Grupos de Risco
- Historia familiar de TEA Atraso no desenvolvimento Desafios de comunicação precoce Condições genéticas associadas Baixo suporte familiar
- Tendência Temporal
- Tendência estável a aumento devido à detecção precoce
Etiologia e Causas
- Causa Principal
- Interação genética e fatores ambientais contribuem para TEA
- Mecanismo Fisiopatológico
- Conectividade neural alterada com padrões de sinapse e redes sociais comprometidas
- Fatores de Risco
- Historia familiar de TEA Idade paterna avançada Baixo peso ao nascer Desenvolvimento atrasado Problemas de linguagem Condições genéticas associadas
- Fatores de Proteção
- Estimulação precoce Ambiente estável Acesso a terapias precoces Rede de apoio familiar
- Componente Genético
- Contribuição genética importante, com variantes multigênicas associadas
Manifestações Clínicas
- Sintoma Principal
- Dificuldades de comunicação e interação social
- Sintomas Frequentes
-
Dificuldade de comunicaçãoInteração social limitadaInteresses restritosRotina rígidaComportamentos repetitivosDificuldade com mudanças
- Sinais de Alerta
-
- Ausência de balbucio aos 12 meses
- Pouca resposta a nome
- Perda de habilidades aprendidas
- Dificuldade de contato visual
- Aumento de agressividade
- Evolução Natural
- Sem intervenção, dificuldades persistem e socialização fica limitada
- Complicações Possíveis
- Dificuldades de aprendizagem Problemas de saúde mental Isolamento social Baixa autoestima Problemas de sono
Diagnóstico
- Critérios Diagnósticos
- Avaliação clínica por profissionais com critérios DSM-5-TR/ICD-11
- Exames Laboratoriais
- Não há exame único definitivo Triagem de audição Avaliação de linguagem Avaliação comportamental Triagem de comorbidades
- Exames de Imagem
- Não diagnóstico por imagem específico RM/TC apenas para suspeita de outra condição Avaliação neuroimagem somente quando necessário Interpretações dependem de quadro
- Diagnóstico Diferencial
-
- Deficiência intelectual leve
- Transtorno de linguagem
- Ansiedade
- TDAH
- Transtorno de comunicação social
- Tempo Médio para Diagnóstico
- Varia, tipicamente entre 2 e 4 anos com detecção precoce
Tratamento
- Abordagem Geral
- Intervenções precoces multidisciplinares para comunicação, socialização e comportamento
- Modalidades de Tratamento
-
1 Terapia comportamental2 Terapia da fala3 Intervenção baseada em evidências4 Suporte educacional5 Acompanhamento nutricional
- Especialidades Envolvidas
- Pediatra Neuropediatra Psicólogo Terapeuta ocupacional Fonoaudiólogo
- Tempo de Tratamento
- Duração varia, geralmente anos com revisões periódicas
- Acompanhamento
- Consultas regulares a cada 3-6 meses com equipe multiprofissional
Prognóstico
- Prognóstico Geral
- Perspectiva variável; com intervenção adequada, ganhos reais de habilidades
- Fatores de Bom Prognóstico
-
- Intervenção precoce
- Ambiente estável
- Acesso a terapias
- Suporte escolar
- Fatores de Mau Prognóstico
-
- Ausência de intervenção
- Múltiplas comorbidades
- Violência/abuso
- Baixo suporte familiar
- Qualidade de Vida
- Qualidade de vida pode melhorar com suporte adequado
Prevenção
- Prevenção Primária
- Estimulação adequada e ambiente enriquecido desde cedo
- Medidas Preventivas
-
Estimulação precoceAcesso a saúdeApoio familiarEducação inclusivaRotinas consistentes
- Rastreamento
- M-CHAT e avaliações periódicas para detecção precoce
Dados no Brasil
Perguntas Frequentes
Mitos e Verdades
TEA é doença rara
ocorre em todos os grupos e idades
vacinas causam TEA
não há ligação comprovada
pessoas com TEA não sentem emoções
sentimentos presentes, necessidades diferentes
Recursos para o Paciente
- Onde Buscar Ajuda
- Comece pelo PSF/UBS, CAPS ou pediatria
- Especialista Indicado
- Pediatra ou neuropediatra
- Quando Procurar Emergência
- Convulsões, agressão extrema ou autolesão exigem atendimento
- Linhas de Apoio
- Disque 100 CENTRO DE REFERÊNCIA TEA CAPS regional
CIDs Relacionados
Aviso Importante
As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.