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cid f 71.1
CID-11

Transtorno intelectual moderado

Deficiência intelectual moderada

Resumo

DI moderado é dificuldade de aprender; com apoio, muitas pessoas vivem bem.

Identificação

Código Principal
F71.1
Versão CID
CID-11
Nome Oficial
Transtorno intelectual moderado, conforme CID-11
Nome em Inglês
Moderate Intellectual Disability
Outros Nomes
Deficiência intelectual moderada • Transtorno intelectual moderado • Deficiência cognitiva moderada • Atraso intelectual moderado • QI baixo moderado
Siglas Comuns
DI ID MR

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Transtornos mentais e do desenvolvimento (F00-F99)
Categoria Principal
Transtorno intelectual, moderado
Subcategoria
Moderado
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
congenita
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativa global: 1-3% da população com deficiência intelectual; grau moderado parte desse grupo.
Prevalência no Brasil
Brasil: dados variam; estimativas indicam centenas de milhares com deficiência intelectual.
Faixa Etária Principal
Crianças em idade escolar; diagnóstico cedo.
Distribuição por Sexo
Proporção próxima entre homens e mulheres.
Grupos de Risco
Nascimento prematuro Complicações perinatais História familiar de DI Baixo nível socioeconômico Infecções congênitas
Tendência Temporal
Tendência estável com maior detecção; prevenção não reduziu drasticamente.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Origem neurodesenvolvimental, com base em deficiência congênita ou perinatal.
Mecanismo Fisiopatológico
Defeitos no desenvolvimento neuronal e conectividade cerebral levam a déficits cognitivos com atraso adaptativo.
Fatores de Risco
Exposição materna a álcool durante gravidez Nutrição deficiente na gestação Infecções na gravidez Baixa estimulação ambiental Prematuridade
Fatores de Proteção
Pré-natal adequado Estimulação cognitiva precoce Ambiente protetor familiar Vacinação materna
Componente Genético
Significativa em parte dos casos; hereditariedade multi-iana comum.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dificuldade marcante de aprendizagem e adaptação.
Sintomas Frequentes
Déficits de linguagem e comunicação
Aprendizagem lenta
Dificuldade com raciocínio abstrato
Dificuldade de autocuidado
Alterações de humor
Gestão de tempo
Sinais de Alerta
  • Mudança súbita de comportamento
  • Perda de linguagem progressiva
  • Convulsões
  • Desnutrição ou desidratação
  • Dor de cabeça forte
Evolução Natural
Sem intervenção, déficits persistem; apoio constante melhora funcionalidade.
Complicações Possíveis
Baixo nível educacional Autonomia reduzida Risco de ansiedade Isolamento social Dependência de cuidadores

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
QI baixo compatível com déficits adaptativos antes dos 18 anos.
Exames Laboratoriais
Hemograma Creatinina/eletrólitos Cariótipo Painel genético Testes metabólicos
Exames de Imagem
RM cerebral TC Ultrassom transcraneal Avaliação neuroimagem
Diagnóstico Diferencial
  • Autismo
  • Transtorno global do desenvolvimento
  • Dislexia
  • Atraso Global do Desenvolvimento
  • Transtornos de linguagem
Tempo Médio para Diagnóstico
Normalmente entre 3-5 anos com avaliações escolares.

Tratamento

Abordagem Geral
Apoio educacional, reabilitação, ambiente seguro, inclusão escolar.
Modalidades de Tratamento
1 Estimulação cognitiva
2 Terapia ocupacional
3 Fonoaudiologia
4 Adaptações escolares
5 Apoio psiquiátrico quando necessário
Especialidades Envolvidas
Neurologia Psicologia Pedagogia terapêutica Fonoaudiologia Enfermagem pediátrica
Tempo de Tratamento
Plano de longo prazo; metas funcionais progressivas.
Acompanhamento
Consultas regulares com equipe multidisciplinar; monitorar progresso.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva estável com suporte adequado; autonomia pode crescer.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Início precoce
  • Ambiente estável
  • Estimulação adequada
  • Suporte familiar
Fatores de Mau Prognóstico
  • Diagnóstico tardio
  • Baixa estimulação
  • Comorbidades médicas
  • Desvantagens socioeconômicas
Qualidade de Vida
Varia conforme apoio educacional, social e familiar.

Prevenção

Prevenção Primária
Estimular saúde materna, pré-natal de qualidade e ambiente seguro.
Medidas Preventivas
Pré-natal adequado
Vacinação infantil
Estimulação precoce
Alimentação adequada
Acesso a serviços sociais
Rastreamento
Triagem de desenvolvimento infantil periódica.

Dados no Brasil

Internações ocorrem por comorbidades; números flutuam.
Internações/Ano
Óbitos são baixos quando DI é isolada.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Mais serviços em cidades; áreas rurais com menos acesso.

Perguntas Frequentes

1 Qual a causa da deficiência intelectual moderada?
Múltiplos fatores; genéticos, perinatais ou ambientais contribuem.
2 DI pode ser curada?
Não há cura, mas evolução é possível com suporte adequado.
3 Como é feito o diagnóstico?
Avaliação neuropsicológica com QI baixo e déficits adaptativos.
4 Qual a chance de melhoria na educação?
Com estimulação precoce, avanços significativos são comuns.
5 Como prevenir complicações?
Acesso precoce a terapias e saúde contínua ajudam muito.

Mitos e Verdades

Mito

DI impede qualquer aprendizado.

Verdade

com apoio, muitas habilidades aparecem.

Mito

DI é culpa de pais.

Verdade

fatores genéticos e ambientais influenciam.

Mito

DI aparece apenas na infância.

Verdade

traços variam e requerem acompanhamento.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure serviço de saúde básica, pediatria ou serviço social.
Especialista Indicado
Pediatra, neurologista ou psicólogo infantil.
Quando Procurar Emergência
Sinais de crise: convulsões, alterações de consciência, piora súbita.
Linhas de Apoio
Centro de apoio ao paciente 0800-0000 Linha familiar 0800-1111 Saúde 136

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.