Deficiência intelectual moderada
Deficiência intelectual moderada
Resumo
Deficiência intelectual moderada envolve limitações de pensamento e adaptação, com necessidade de apoio.
Identificação
- Código Principal
- F70.0
- Versão CID
- CID-10
- Nome Oficial
- Deficiência intelectual moderada, termo OMS para déficit intelectual com limitações adaptativas de grau moderado.
- Nome em Inglês
- Moderate intellectual disability
- Outros Nomes
- ID moderada • deficiência intelectual de grau moderado • déficit intelectual moderado • deficiência intelectual, moderada • transtorno do desenvolvimento intelectual moderado
- Siglas Comuns
- DI IDM ID moderada
Classificação
- Capítulo CID
- Capítulo F: Deficiências intelectuais
- Categoria Principal
- Deficiência intelectual
- Subcategoria
- Moderada
- Tipo de Condição
- transtorno
- Natureza
- congenita
- Gravidade Geral
- moderada
Epidemiologia
- Prevalência Mundial
- Estimativas globais indicam cerca de 1% da população com deficiência intelectual.
- Prevalência no Brasil
- Brasil acompanha patamar próximo ao mundial, com variações metodológicas.
- Faixa Etária Principal
- crianças e adolescentes, início na primeira infância
- Distribuição por Sexo
- proporção equilibrada entre homens e mulheres, sem predomínio claro
- Grupos de Risco
- infância com comorbidades baixa escolaridade pobreza erros de diagnóstico ambiente desfavorável
- Tendência Temporal
- tendência global estável, melhor detecção, sem redução de base populacional
Etiologia e Causas
- Causa Principal
- origem neurológica desenvolvimental com bases genéticas e ambientais na infância
- Mecanismo Fisiopatológico
- déficits no desenvolvimento neuronal levando a dificuldades de linguagem, memória e raciocínio com limitações adaptativas
- Fatores de Risco
- genética baixa estimulação precoce nutrição inadequada na gravidez multigestação doenças maternas exposição a substâncias tóxicas
- Fatores de Proteção
- estímulo cognitivo adequado suporte familiar intervenções educacionais precoces nutrição materna saudável
- Componente Genético
- forte contribuição genética na etiologia, com herança multifatorial comum
Manifestações Clínicas
- Sintoma Principal
- Dificuldade de aprendizagem e limitações adaptativas em atividades diárias
- Sintomas Frequentes
-
limitações de comunicaçãodificuldade de raciocínio abstratoretardo no desenvolvimento motordificuldade de autocuidadodificuldade de leitura e escritadificuldades de organização
- Sinais de Alerta
-
- convulsões
- perda súbita de habilidades
- mudanças graves no comportamento
- dor de cabeça com vômitos persistentes
- febre alta com rigidez
- Evolução Natural
- evolui de forma estável ao longo da vida com apoio adequado; ganhos com educação especializada
- Complicações Possíveis
- dificuldade escolar persistente dependência de cuidadores baixa autoestima risco de exclusão social comorbidades psiquiátricas
Diagnóstico
- Critérios Diagnósticos
- QI entre 35-49 com déficits adaptativos e atraso do desenvolvimento
- Exames Laboratoriais
- Hemograma Perfil metabólico TSH Ferro/ Ferritina Avaliação genética quando indicado
- Exames de Imagem
- RM cerebral Ultrassom transfontanelar TC quando indicado Estruturas cerebrais?
- Diagnóstico Diferencial
-
- autismo
- transtorno de déficit de atenção
- paralisia cerebral
- distúrbios de linguagem
- transtornos de aprendizagem
- Tempo Médio para Diagnóstico
- geralmente na infância, com diagnóstico entre 3-7 anos
Tratamento
- Abordagem Geral
- abordagem multidisciplinar com educação especial, apoio psicossocial e acompanhamento médico regular
- Modalidades de Tratamento
-
1 educação especial2 terapia da fala3 treinamento de habilidades de vida4 apoio familiar5 terapias comportamentais
- Especialidades Envolvidas
- Pediatria Neuropediatria Psicologia Terapia ocupacional Fisioterapia
- Tempo de Tratamento
- duração indefinida, com reavaliação anual
- Acompanhamento
- consultas multidisciplinares semestrais com ajustes educacionais
Prognóstico
- Prognóstico Geral
- perspectiva estável com intervenção educativa; ganhos funcionais significativos com suporte
- Fatores de Bom Prognóstico
-
- intervenção precoce
- suporte familiar
- educação inclusiva
- reabilitação contínua
- Fatores de Mau Prognóstico
-
- falta de estimulação
- ambiente hostil
- comorbidades não tratadas
- ausência de rede de apoio
- Qualidade de Vida
- qualidade de vida depende fortemente de suporte educacional, familiar e serviços acessíveis; inclusão faz diferença
Prevenção
- Prevenção Primária
- promoção de saúde maternoinfantil, estimulação precoce e nutrição adequada
- Medidas Preventivas
-
estimulação cognitiva precoceambiente seguronutrição balanceadaacesso a serviços de saúdeeducação inclusiva
- Rastreamento
- triagem de desenvolvimento infantil e avaliações periódicas para detectar atrasos precocemente
Dados no Brasil
Perguntas Frequentes
Mitos e Verdades
deficiência intelectual impede qualquer aprendizado
com apoio, muitos aprendem e desenvolvem autonomia
não há tratamento
educação e terapias melhoram habilidades
pessoas não podem trabalhar
trabalho adaptado é viável com suporte
Recursos para o Paciente
- Onde Buscar Ajuda
- Procure UBS ou neurologia pediátrica; CAPS/centros de atendimento.
- Especialista Indicado
- Neuropediatra ou psicólogo infantil
- Quando Procurar Emergência
- Convulsões prolongadas, piora repentina, falha respiratória, desorientação
- Linhas de Apoio
- Linha 100 Centro de Apoio à Inclusão Disque Deficiência
CIDs Relacionados
Aviso Importante
As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.