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cid f 60.3
CID-10

Transtorno de personalidade emocionalmente instável

Transtorno de personalidade instável

Resumo

Transtorno de personalidade emocionalmente instável: humor que muda e relacionamentos difíceis, com tratamento

Identificação

Código Principal
F60.3
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Transtorno de personalidade emocionalmente instável
Nome em Inglês
Emotionally Unstable Personality Disorder
Outros Nomes
Transtorno emocional instável de personalidade • TPIS • Borderline
Siglas Comuns
TPIS BPD EI-PD

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Transtornos mentais e comportamentais
Categoria Principal
Transtornos de personalidade
Subcategoria
Emocionalmente instável
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas variam com critérios; prevalência de distúrbios de personalidade instável entre adultos
Prevalência no Brasil
Dados nacionais limitados; reconhecimento varia com serviços de saúde mental
Faixa Etária Principal
Jovens adultos
Distribuição por Sexo
Quase equilíbrio entre homens e mulheres
Grupos de Risco
História de trauma familiar Uso de substâncias Baixa rede de suporte Conflitos inter-relacionais Comorbidades psiquiátricas
Tendência Temporal
Maior reconhecimento ao longo de décadas; critérios revisados elevam detecção

Etiologia e Causas

Causa Principal
Origem multifatorial: predisposição genética, ambiente adverso na infância, traços de personalidade
Mecanismo Fisiopatológico
Dificuldade na regulação de emoções associada a alterações neurais e padrões de aprendizagem
Fatores de Risco
História de trauma infantil Uso de substâncias Baixa rede de apoio Conflitos familiares Comorbidades psiquiátricas Insegurança emocional
Fatores de Proteção
Rede de apoio estável Acesso a psicoterapia Habilidades de regulação emocional Estrutura familiar consistente
Componente Genético
Herança moderada contribui para vulnerabilidade emocional

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Relatos de instabilidade emocional com mudanças de humor rápidas e relacionamentos tumultuados
Sintomas Frequentes
Instabilidade de afetos
Impulsividade
Medo de abandono
Sentimento de vazio
Autoimagem instável
Comportamento de risco
Sinais de Alerta
  • Ideação suicida com planos
  • Agressão extrema
  • Perda de contato com a realidade durante crises
  • Comportamento autodestrutivo
  • Risco grave para terceiros
Evolução Natural
Sem tratamento, ciclos de crise emocional e padrões instáveis persistem
Complicações Possíveis
Conflitos relacionais graves Desemprego Abuso de substâncias Isolamento social Suicidalidade

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Critérios CID-10 para transtorno emocionalmente instável; avaliação clínica detalhada
Exames Laboratoriais
Exames gerais para excluir condições Avaliação de função hepática Exames de tireoide Hemograma completo Avaliação de uso de substâncias
Exames de Imagem
RM cerebral quando indicado Tomografia para excluir lesões Neuroimagem não é diagnóstica Avaliação estrutural quando necessário
Diagnóstico Diferencial
  • Transtorno de personalidade narcisista
  • Transtorno de personalidade histriônica
  • Transtorno bipolar
  • Transtornos do espectro esquizotípico
  • Transtorno de abuso de substâncias
Tempo Médio para Diagnóstico
Anos entre surgimento de traços e diagnóstico formal

Tratamento

Abordagem Geral
Abordagem integrada com psicoterapia de longa duração, foco em regulação emocional e habilidades interpessoais
Modalidades de Tratamento
1 Psicoterapia de apoio
2 Terapias de regulação emocional
3 Terapia cognitivo-comportamental adaptada
4 Terapia dialetical behavior (DBT)
5 Tratamento de comorbidades
Especialidades Envolvidas
Psiquiatria Psicologia Clínica Terapeuta Ocupacional Enfermagem Psiquiátrica Serviço Social
Tempo de Tratamento
Longo; pode requerer anos de acompanhamento
Acompanhamento
Consultas regulares, monitoramento de risco, ajuste terapêutico

Prognóstico

Prognóstico Geral
Varia conforme redes de apoio e adesão ao tratamento; melhora com terapia
Fatores de Bom Prognóstico
  • Rede de apoio estável
  • Tratamento contínuo
  • Baixa comorbidade
  • Engajamento terapêutico
Fatores de Mau Prognóstico
  • Trauma grave
  • Abuso de substâncias
  • Falta de tratamento
  • Instabilidade social
Qualidade de Vida
Pode reduzir-se sem tratamento, aumenta com suporte adequado

Prevenção

Prevenção Primária
Promoção de saúde mental na infância, vínculos estáveis
Medidas Preventivas
Redução de traumas
Acesso precoce a apoio emocional
Rede de suporte social
Tratamento de comorbidades
Educação sobre regulação emocional
Rastreamento
Avaliação diagnóstica quando há sinais de instabilidade persistente

Dados no Brasil

Varia; hospitalizações por crise ou comorbidades
Internações/Ano
Risco de suicídio presente em subgrupos; mortalidade não pela doença
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior concentração no Sudeste; subnotificação em áreas distantes

Perguntas Frequentes

1 Quais são sinais iniciais?
Mudanças de humor rápidas, instabilidade em relacionamentos
2 Há cura definitiva?
Não existe cura única; foco em controle de sintomas
3 Como diagnosticar?
Avaliação clínica especializada, com critérios CID-10
4 Tratamentos eficazes?
DBT e CBT adaptadas mostraram benefício
5 Como apoiar alguém?
Ouça, procure ajuda profissional e mantenha rotina

Mitos e Verdades

Mito

é crueldade essencial.

Verdade

envolve padrões emocionais e comportamentais.

Mito

afeta só mulheres.

Verdade

afeta homens e mulheres similarmente.

Mito

sem tratamento não há saída.

Verdade

terapias eficazes reduzem crises.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Primeiro passo: procurar serviço de saúde mental
Especialista Indicado
Psiquiatra ou psicólogo clínico
Quando Procurar Emergência
Sinais de risco grave exigem atendimento imediato
Linhas de Apoio
CAPS regional SUS-central Disque 136

CIDs Relacionados

F60.3 F60.31 F60.32 F60.0 F60.1

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.