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cid f 43.0
CID-10

Transtorno de adaptação

Transtorno de adaptação

Resumo

Reação emocional a estressor com funcionamento prejudicado, geralmente recuperável.

Identificação

Código Principal
F43.0
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Transtorno de adaptação, código F43.0, CID-10, OMS
Nome em Inglês
Adjustment Disorder
Outros Nomes
Distúrbio de adaptação • Transtorno de ajustamento • Ajustamento emocional alterado • Resposta adaptativa anormal • Adaptação emocional comprometida
Siglas Comuns
TA TAdap TrAd

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Transtornos Mentais e Comportamento
Categoria Principal
Transtornos de adaptação
Subcategoria
Com sintomas emocionais/comportamentais
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
adquirida
Gravidade Geral
leve

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas variam; 5-20% expostos a estressores significativos.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais variam por estudo; não há cifra única.
Faixa Etária Principal
Adultos; adolescentes em crise também.
Distribuição por Sexo
Quase equilíbrio; leve predomínio feminino
Grupos de Risco
População exposta a estressores Rede de apoio fraca Transtornos de humor Conflitos familiares Desemprego
Tendência Temporal
Melhora com apoio; sem tratamento, pode persistir meses.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Resposta a estressor identificável com sofrimento desproporcional
Mecanismo Fisiopatológico
Alteração na resposta ao estressor com sintomas emocionais e comportamentais
Fatores de Risco
Eventos estressores significativos Rede de apoio fraca História de humor Uso de álcool/drogas em risco Isolamento social Baixa resiliência
Fatores de Proteção
Rede de apoio forte Acesso a psicoterapia Estratégias de coping Rotina estável
Componente Genético
Contribui modestamente; hereditabilidade não define o quadro

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dificuldade emocional após estressor identificável
Sintomas Frequentes
Tristeza ou luto
Ansiedade ou irritabilidade
Dificuldade de sono
Problemas de concentração
Alterações no apetite
Conflitos no trabalho ou escola
Sinais de Alerta
  • Ideação suicida
  • Autolesão
  • Perda de função crítica
  • Comportamento agressivo
  • Desesperança súbita
Evolução Natural
Melhora com apoio; sem tratamento, pode persistir
Complicações Possíveis
Recaída de estressores Impacto ocupacional Conflitos familiares Uso de substâncias Agravamento de ansiedade

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Prejuízo funcional após estressor, sofrimento desproporcional, duração até 6 meses
Exames Laboratoriais
Não há marcadores específicos Descartar outras doenças Avaliação tireoidiana Avaliação de anemia Avaliação médica geral
Exames de Imagem
Não indicada rotineiramente Exceções: sinais neurológicos
Diagnóstico Diferencial
  • Depressão situacional
  • Transtorno de ansiedade
  • Transtorno depressivo maior
  • Luto não resolvido
  • Transtornos de ajuste com comorbidades
Tempo Médio para Diagnóstico
Semanas após estressor

Tratamento

Abordagem Geral
Apoio psicossocial com foco em enfrentamento e redes de suporte
Modalidades de Tratamento
1 Psicoterapia breve
2 Terapia cognitivo-comportamental
3 Apoio psicossocial
4 Acompanhamento farmacológico se necessário
5 Intervenções no ambiente
Especialidades Envolvidas
Psiquiatria Psicologia Enfermagem Serviço social APF/PSF
Tempo de Tratamento
Semanas a meses
Acompanhamento
Consultas regulares; reavaliação de estressores

Prognóstico

Prognóstico Geral
Geralmente bom com tratamento adequado
Fatores de Bom Prognóstico
  • Rede de apoio
  • Intervenção precoce
  • Gravidade leve
  • Condições estáveis de vida
Fatores de Mau Prognóstico
  • Estressores persistentes
  • Comorbidades
  • Rede de apoio deficiente
  • Tratamento interrompido
Qualidade de Vida
Pode melhorar com apoio contínuo

Prevenção

Prevenção Primária
Fortalecer redes de suporte e manejo de estressores
Medidas Preventivas
Apoio social
Técnicas de relaxamento
Terapia breve
Rotina estável
Saúde mental na atenção primária
Rastreamento
Rotina de avaliação de bem-estar em serviços primários

Dados no Brasil

Poucas internações diretas; CAPS são o caminho
Internações/Ano
Baixos
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Mais frequente em capitais; variação regional

Perguntas Frequentes

1 O que é transtorno de adaptação?
Reação emocional a estressor com prejuízo funcional.
2 É uma doença grave?
Não é doença grave; tende a melhorar com apoio adequado.
3 Como é feito o diagnóstico?
Avaliação clínica, sintomas após estressor, impacto funcional.
4 Posso prevenir?
Apoio social e estratégias de enfrentamento ajudam.
5 Os sintomas voltam?
Podem retornar com novos estressores; tratamento previne recaídas.

Mitos e Verdades

Mito

é culpa da pessoa.

Verdade

É reação natural a estresse, não falha pessoal.

Mito

dura para sempre.

Verdade

Pode melhorar com tratamento e apoio.

Mito

só afeta adultos.

Verdade

Pode ocorrer em jovens, adultos e idosos.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Unidades básicas; procure psicologia/psiquiatria
Especialista Indicado
Psiquiatra ou psicólogo
Quando Procurar Emergência
Ideação suicida, violência, descontrole grave
Linhas de Apoio
CVV 188 CAPS 24h SMS de apoio local

CIDs Relacionados

F41.1 F40.1 F60.3 F43.9 F43.0

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.