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cid f 33 2
CID-10

Transtorno depressivo maior, recorrente, moderado

Depressão recorrente moderada

Resumo

Depressão recorrente moderada: humor baixo, menos prazer, impacto na vida; tratamento eficaz

Identificação

Código Principal
F33.2
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Transtorno depressivo maior, recorrente, moderado, conforme OMS
Nome em Inglês
Major depressive disorder, recurrent, moderate
Outros Nomes
Depressão maior recorrente moderada • Transtorno depressivo recorrente • Depressão recorrente moderada • Transtorno depressivo maior recorrente
Siglas Comuns
MDD-R TD Rec. TrDepRec

Classificação

Capítulo CID
Capítulo IX - Transtornos de humor
Categoria Principal
Transtornos do humor
Subcategoria
Transtorno depressivo maior, recorrente, moderado
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais sugerem depressão maior em aproximadamente 5% da população mundial
Prevalência no Brasil
No Brasil, prevalência estimada em 5,5–6,0%
Faixa Etária Principal
Adultos jovens e meia-idade predominam
Distribuição por Sexo
Maior predominância em mulheres
Grupos de Risco
Mulheres em idade reprodutiva História familiar de depressão Estresse crônico Condições socioeconômicas desafiadoras Isolamento social
Tendência Temporal
Tendência estável a ligeiro aumento com fatores sociais e econômicos

Etiologia e Causas

Causa Principal
Desbalanço neuroquímico e fatores genéticos contribuindo para depressão
Mecanismo Fisiopatológico
Disfunção em circuits fronto-limbicos com desequilíbrio de monoaminas
Fatores de Risco
História familiar Estresse prolongado Conflitos pessoais Desemprego Isolamento social Doenças crônicas
Fatores de Proteção
Rede de apoio Tratamento adequado Sono regular Estilo de vida saudável
Componente Genético
Contribuição genética moderada; herdabilidade estimada 40–50%

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Humor deprimido quase todo dia, com perda de prazer
Sintomas Frequentes
Fadiga
Distúrbios do sono
Alterações de apetite
Baixa autoestima
Pensamentos de culpa
Dificuldade de concentração
Sinais de Alerta
  • Ideação suicida expressa
  • Planejamento de autoagressão
  • Comportamento perigoso
  • Letargia severa
  • Desatino psicótico se presente
Evolução Natural
Sem tratamento episódios podem tornar-se recorrentes com piora
Complicações Possíveis
Comprometimento social Insatisfação profissional Uso indevido de substâncias Insônia crônica Risco de suicídio

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Critérios DSM-5/ICD-10: humor deprimido >2 sem, alterações de sono/apetite, prejuízo funcional
Exames Laboratoriais
Hemograma Tireoide Vitamina B12 Metabolismo Sem marcador diagnóstico específico
Exames de Imagem
RM ou TC apenas para excluir outras causas Avaliação neurológica quando indicado Rotineiro não necessario Uso em pesquisa
Diagnóstico Diferencial
  • Transtorno bipolar depressivo
  • Distimia
  • Ansiedade generalizada
  • Transtorno ajustativo
  • Depressão pós-parto
Tempo Médio para Diagnóstico
Sem atraso significativo; diagnóstico com avaliação clínica

Tratamento

Abordagem Geral
Tratamento integrado com psicoterapia, medicação quando indicado, apoio social
Modalidades de Tratamento
1 TCC
2 Psicoterapia interpessoal
3 ISRS
4 Estabilizadores de humor
5 Terapias de apoio
Especialidades Envolvidas
Psiquiatria Psicologia Médicina de família Enfermagem Assistência Social
Tempo de Tratamento
Resposta típica em semanas a meses; ajuste gradual
Acompanhamento
Consultas regulares a cada 2–4 semanas no início, depois conforme resposta

Prognóstico

Prognóstico Geral
Variável; melhora significativa com tratamento adequado
Fatores de Bom Prognóstico
  • Boa adesão ao tratamento
  • Rede de apoio
  • Sinais leves
  • Ausência de comorbidades graves
Fatores de Mau Prognóstico
  • Isolamento
  • Comorbidades psiquiátricas
  • Recidiva anterior
  • Alcoolismo/drogas
Qualidade de Vida
Pode melhorar com tratamento; atividades diárias retornam com suporte

Prevenção

Prevenção Primária
Promover sono, atividade física, suporte social e manejo de estresse
Rastreamento
Triagens periódicas em grupos de risco para sintomas depressivos

Dados no Brasil

Casos hospitalares são relativamente baixos na depressão isolada
Internações/Ano
Novos óbitos são baixos; suicídio é a principal preocupação
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Acesso aos serviços varia por região; capitais têm mais oferta

Perguntas Frequentes

1 Quais os sinais iniciais da depressão recorrente?
Humor triste, perda de interesse, fadiga; procure avaliação se durar >14 dias
2 Depressão pode curar sozinha?
Geralmente não; tratamento com psicoterapia/medicação ajuda muito
3 Como é feito o diagnóstico?
Avaliação clínica detalhada, questionários e exclusão de outras causas
4 É possível prevenir crises?
Não há prevenção garantida; sono, apoio social e tratamento ajudam
5 Como é a vida após tratamento?
Muitos retornam às atividades normais; adesão reduz recidivas

Mitos e Verdades

Mito

depressão reflete fraqueza ou escolha ruim

Verdade

envolve fatores biológicos, genéticos e ambientais

Mito

antidepressivos causam dependência

Verdade

não causam dependência física; podem exigir ajuste

Mito

depressão só afeta adultos

Verdade

pode afetar jovens, adultos e idosos

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure médico de família ou psiquiatra para avaliação
Especialista Indicado
Psiquiatra
Quando Procurar Emergência
Ideação suicida, risco de dano a si ou a outros, necessidade de monitorização
Linhas de Apoio
188 CVV - Centro de Valorização da Vida Suporte local de saúde mental Linha de cuidado municipal

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.