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cid f 323
CID-10

Episódio depressivo grave com psicose

Depressão grave com psicose

Resumo

Depressão grave com psicose é uma forma séria de depressão que pode exigir cuidado psiquiátrico imediato.

Identificação

Código Principal
F32.3
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Depressive episode, severe, with psychotic symptoms
Nome em Inglês
Severe depressive episode with psychotic features
Outros Nomes
Episódio depressivo grave com psicose • Depressão maior com psicose • Transtorno depressivo grave com psicose • Episódio depressivo severo com psicoses
Siglas Comuns
F32.3 DEP-GRAVE-PSI EPG-PSI

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Transtornos do humor
Categoria Principal
Transtornos do humor
Subcategoria
Episódio depressivo grave
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
grave

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Baixa; depressões com psicose são parcela pequena entre transtornos depressivos.
Prevalência no Brasil
Dados limitados; estimativas variam por região e método.
Faixa Etária Principal
Adultos jovens a meia-idade
Distribuição por Sexo
Mais comum em mulheres
Grupos de Risco
História familiar de depressão Eventos traumáticos Isolamento social Doenças crônicas
Tendência Temporal
Pode variar; geralmente estável com flutuações.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Disfunção neuroquímica, fatores genéticos, estressores ambientais.
Mecanismo Fisiopatológico
Desregulação do eixo HPA com alterações de serotonina, noradrenalina e dopamina
Fatores de Risco
História familiar de depressão Abuso na infância Isolamento social Doenças crônicas Estresse extremo Uso de álcool/drogas
Fatores de Proteção
Rede de apoio forte Acesso ao tratamento Estilo de vida ativo Conscientização de saúde mental
Componente Genético
Contribui com hereditariedade moderada a alta

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Humor deprimido quase todo o dia com anedonia
Sintomas Frequentes
Fadiga persistente
Alterações de sono
Alteração de apetite
Baixa autoestima
Dificuldades de concentração
Pensamentos de desesperança
Sinais de Alerta
  • Ideação suicida
  • Comportamento autodestrutivo
  • Perda completa de funcionalidade
  • Risco de violências
  • Urgência psiquiátrica se houver risco
Evolução Natural
Sem tratamento, piora progressiva com maior sofrimento
Complicações Possíveis
Ideação suicida Desnutrição Problemas de sono Isolamento social Perda de emprego

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Humor deprimido, anedonia, alterações de sono/apetite, fadiga, prejuízo funcional ≥2 semanas; excluir causas médicas.
Exames Laboratoriais
Hemograma TSH Glicose Ferro/eletrólitos Função hepática
Exames de Imagem
RM/CT cerebral quando indicar Avaliação neurológica se suspeita
Diagnóstico Diferencial
  • Transtorno bipolar em depressão
  • Ansiedade generalizada
  • Luto complicado
  • Depressão secundária a doença
  • Distimia
Tempo Médio para Diagnóstico
Muitos casos demoram semanas a meses

Tratamento

Abordagem Geral
Tratamento integrado: psicoterapia, manejo de risco e suporte, com monitoramento
Modalidades de Tratamento
1 Terapia cognitivo-comportamental
2 Terapias de apoio
3 Psicoterapia de crise
4 Manejo de risco
5 Intervenções familiares
Especialidades Envolvidas
Psiquiatria Psicologia Clínica médica Enfermagem Assistência social
Tempo de Tratamento
Meses a longo prazo; depende da resposta
Acompanhamento
Consultas periódicas, monitoramento de sintomas e segurança

Prognóstico

Prognóstico Geral
Potencial de recuperação com tratamento adequado; recorrência comum sem manejo
Fatores de Bom Prognóstico
  • Adesão ao tratamento
  • Rede de apoio
  • Acesso a serviços
  • Melhora precoce
Fatores de Mau Prognóstico
  • História de suicídio
  • Comorbidades
  • Abuso de substâncias
  • Ausência de suporte
Qualidade de Vida
Significativamente impactada, mas melhoria com intervenção

Prevenção

Prevenção Primária
Promoção da saúde mental, sono adequado, apoio social e redução de estressores
Medidas Preventivas
Acesso rápido a tratamento
Rotina de sono
Exercício físico
Conexão social
Redução de álcool/drogas
Rastreamento
Rastreamento de risco em populações vulneráveis com ferramentas padronizadas

Dados no Brasil

Número de internações varia conforme região e ano.
Internações/Ano
Óbitos atribuíveis são baixos, porém relevantes.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Mais casos reportados em áreas urbanas; variações regionais.

Perguntas Frequentes

1 Qual a diferença entre tristeza passageira e depressão?
Tristeza é normal; depressão dura semanas, atrapalha atividades e exige avaliação médica.
2 Como é feito o diagnóstico?
Entrevista clínica, exames para excluir causas físicas e uso de escalas padronizadas.
3 É possível tratar sem medicação?
Sim, psicoterapia eficaz; alguns casos exigem remédios sob orientação médica.
4 Como prevenir recorrência?
Tratamento contínuo, rede de apoio e hábitos saudáveis reduzem risco de recidiva.
5 Tempo para retornar ao trabalho?
Depende; tende a aumentar com resolução clínica e planejamento gradual.

Mitos e Verdades

Mito

depressão é fraqueza pessoal.

Verdade

é doença real com fatores biológicos, psicológicos e sociais.

Mito

só idosos ficam deprimidos.

Verdade

afeta todas as idades, com variações de apresentação.

Mito

antidepressivos mudam sua personalidade.

Verdade

ajudam a normalizar química cerebral sob supervisão.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Primeiro passo: médico de família, psiquiatra ou psicólogo; peça apoio da família
Especialista Indicado
Psiquiatra ou psicólogo
Quando Procurar Emergência
Sinais de risco imediato ou pensamentos de se machucar devem ir a pronto atendimento
Linhas de Apoio
CVV 188 - 24h SAMU 192 em emergência PSICÓLOGOS 0800-000-000

CIDs Relacionados

F32.0 F32.1 F32.3 F33.0 F33.1

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.