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cid f 31.2
CID-10

Transtorno bipolar, episódio depressivo atual

Transtorno bipolar depressivo

Resumo

Transtorno bipolar envolve mudanças de humor; tratamento ajuda a manter equilíbrio.

Identificação

Código Principal
F31.2
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Transtorno bipolar, episódio depressivo atual, sem psicose
Nome em Inglês
Bipolar Affective Disorder, Depressive Episode
Outros Nomes
Transtorno bipolar depressivo • Transtorno bipolar • Depressão bipolar • Distúrbio bipolar depressivo • Humor afetivo bipolar
Siglas Comuns
TB BP BD

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Transtornos mentais e comportamentais
Categoria Principal
Transtornos do humor
Subcategoria
Depressão bipolar atual
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais: 0,6%-1% da população afetada.
Prevalência no Brasil
Prevalência brasileira estimada próxima ao global, com variações regionais.
Faixa Etária Principal
Adultos jovens (18-35) predominam
Distribuição por Sexo
Proporção aproximadamente igual entre homens e mulheres
Grupos de Risco
Historia familiar Uso de substâncias Estresse extremo Privação de sono Trauma Comorbidades
Tendência Temporal
Aumento na detecção com melhor acesso a saúde mental

Etiologia e Causas

Causa Principal
Disfunção neurobiológica com predisposição genética
Mecanismo Fisiopatológico
Alterações nos circuitos fronto-limbicos e neurotransmissores
Fatores de Risco
Genética familiar Trauma na infância Estresse crônico Sono irregular Consumo de álcool
Fatores de Proteção
Rede de apoio Tratamento precoce Rotina estável Hábitos saudáveis
Componente Genético
Risco aumentado com herança multifatorial

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Humor deprimido persistente com anedonia
Sintomas Frequentes
Humor deprimido
Perda de interesse
Fadiga
Dificuldade de concentração
Ideação de autodepreciação
Pensamentos de morte
Sinais de Alerta
  • Ideação suicida
  • Comportamento extremo
  • Perda de contato com reality
  • Risco agudo de dano a si
  • Necessidade de atendimento imediato
Evolução Natural
Sem tratamento, episódios podem tornar-se recorrentes
Complicações Possíveis
Risco suicida Queda funcional Uso de substâncias Problemas de sono Conflitos familiares

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Histórico de episódios depressivos com duração adequada e exclusão de outras causas
Exames Laboratoriais
Hemograma TSH/T4 Vitaminas B12 Função hepática Exame de urina
Exames de Imagem
Não diagnósticos apenas para confirmar; usar para excluir outras causas RM ou TC se suspeita de lesão
Diagnóstico Diferencial
  • Transtorno depressivo maior
  • Esquizofrenia
  • Transtorno de ansiedade
  • Fibromialgia
  • Uso de substâncias
Tempo Médio para Diagnóstico
Meses a anos em alguns casos

Tratamento

Abordagem Geral
Psicoterapia, estabilizadores de humor e higiene do sono
Modalidades de Tratamento
1 Estabilizadores (lítio)
2 Antipsicóticos atípicos
3 Psicoterapia cognitivo-comportamental
4 Psicoterapia interpessoal
5 Manejo do sono
Especialidades Envolvidas
Psiquiatria Psicologia clínica Enfermagem psiquiátrica Assistência social Medicina de família
Tempo de Tratamento
Longo termo; revisões periódicas
Acompanhamento
Retornos regulares; ajuste de medicações e sono

Prognóstico

Prognóstico Geral
Curso variável; com tratamento, controle é possível
Fatores de Bom Prognóstico
  • Boa adesão
  • Rede de apoio
  • Tratamento adequado
  • Poucos episódios
Fatores de Mau Prognóstico
  • Adesão irregular
  • Comorbidades graves
  • Recaídas frequentes
  • Risco de suicídio
Qualidade de Vida
Pode oscilar, mas melhora com tratamento e apoio

Prevenção

Prevenção Primária
Não há prevenção específica; reduzir fatores de risco é útil
Medidas Preventivas
Sono regular
Rotina estável
Tratamento de ansiedade
Evitar álcool/drogas
Acompanhamento médico
Rastreamento
Avaliação de humor anual e histórico familiar

Dados no Brasil

Internações variam por região e não há cifra única confiável.
Internações/Ano
Baixos, quando ocorrem dependem de comorbidades
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior detecção em capitais; variações regionais

Perguntas Frequentes

1 Quais sinais de alerta para bipolaridade?
Mudanças intensas de humor, sono, energia e comportamento extremo demandam avaliação.
2 É possível ter bipolaridade sem depressão?
Sim, episódios maníacos ou mistos podem ocorrer sem depressão, dependendo do subtipo.
3 Como é feito o diagnóstico?
Histórico de episódios, duração, exclusão de outras causas e entrevistas clínicas.
4 Quais tratamentos existem?
Medicamentos de humor, psicoterapia, sono estável e apoio familiar.
5 Posso evitar recaídas?
Adesão ao tratamento, rotina estável e redes de apoio ajudam a reduzir recidivas.

Mitos e Verdades

Mito

bipolaridade é apenas falha de caráter.

Verdade

envolve base neurológica; tratamento melhora muito.

Mito

antidepressivos sempre causam mania.

Verdade

requer monitoramento; pode combinar com estabilizador.

Mito

não há cura alguma.

Verdade

controle a longo prazo é possível com tratamento.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure atendimento da família ou psiquiatria
Especialista Indicado
Psiquiatra ou psicólogo clínico
Quando Procurar Emergência
Ideação suicida, agressão, incapacidade de autocuidado
Linhas de Apoio
CVV 188 (24h) SUS Central de Regulação Samu 192

CIDs Relacionados

F31.0 F31.1 F31.9 F33.0 F34.1

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.