contato@nztbr.com
cid f 25
CID-10

Transtorno esquizoafetivo

Transtorno esquizoafetivo

Resumo

Transtorno esquizoafetivo combina psicose e humor; exige medicação e apoio.

Identificação

Código Principal
F25
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Transtorno esquizoafetivo
Nome em Inglês
Schizoaffective disorder
Outros Nomes
Transtorno esquizoafetivo • Esquizofenia com humor • Transtorno psicótico com humor • Transtorno afeto-psicótico • Esquizofetoafetivo
Siglas Comuns
SA

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Doenças mentais e comportamentais
Categoria Principal
Transtornos psicóticos
Subcategoria
Transtorno esquizoafetivo
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variável

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativa global de 0,3-0,8% da população
Prevalência no Brasil
Dados nacionais limitados; semelhante à mundial
Faixa Etária Principal
Adultos jovens a meia-idade
Distribuição por Sexo
Quase equilíbrio entre homens e mulheres
Grupos de Risco
História familiar de psicose Uso de substâncias Trauma infantil Estresse psicossocial Desregulação neurobiológica
Tendência Temporal
Estável com tratamento adequado; recaídas comuns sem adesão

Etiologia e Causas

Causa Principal
Interação de fatores genéticos, neurobiologia e ambiente
Mecanismo Fisiopatológico
Disfunção dopaminérgica com envolvimento de redes pré-frontais
Fatores de Risco
História familiar de psicose Uso de substâncias Trauma infantil Estresse psicossocial Desregulação neurobiológica Fatores genéticos
Fatores de Proteção
Apoio familiar Intervenção precoce Adesão ao tratamento Hábitos saudáveis
Componente Genético
Contribuição genética relevante; risco maior com parente de primeiro grau

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Períodos de psicose com alterações de humor
Sintomas Frequentes
Delírios
Alucinações auditivas
Pensamento desorganizado
Discurso incoerente
Alteração de humor
Anedonia
Sinais de Alerta
  • Ideação suicida
  • Comportamento agressivo
  • Desorientação grave
  • Piora aguda do estado mental
  • Risco de automutilação
Evolução Natural
Sem tratamento, recaídas frequentes; deterioração gradual
Complicações Possíveis
Isolamento social Redução da funcionalidade Dependência de medicamentos Risco suicida Problemas de saúde

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Psicose persistente com humor por tempo significativo; exclusão de outras causas
Exames Laboratoriais
Hemograma TFT TSH Perfis metabólicos Urina toxicológica
Exames de Imagem
RM cerebral TC craniana EEG quando indicado MRI se disponível
Diagnóstico Diferencial
  • Esquizofrenia
  • Depressão psicótica
  • Transtorno bipolar com psicose
  • Transtorno delirante
  • Transtorno esquizoide
Tempo Médio para Diagnóstico
Varia de meses a anos

Tratamento

Abordagem Geral
Abordagem multidisciplinar com antipsicóticos, apoio psicossocial e manejo de humor
Modalidades de Tratamento
1 Medicamentos antipsicóticos
2 Terapia cognitivo-comportamental
3 Psicoeducação
4 Reabilitação psicossocial
5 Tratamento de comorbidades
Especialidades Envolvidas
Psiquiatria Psicologia Enfermagem psiquiátrica Terapia ocupacional Assistência social
Tempo de Tratamento
Longa duração, com fases de estabilização
Acompanhamento
Consultas regulares; monitorar efeitos colaterais e adesão

Prognóstico

Prognóstico Geral
Pode melhorar com tratamento; recaídas comuns sem adesão
Fatores de Bom Prognóstico
  • Adesão ao tratamento
  • Apoio familiar
  • Boa resposta inicial
  • Controle de substâncias
Fatores de Mau Prognóstico
  • Uso de drogas
  • Comorbidades graves
  • Falta de adesão
  • Múltiplas recaídas
Qualidade de Vida
Pode ser boa com tratamento contínuo

Prevenção

Prevenção Primária
Educação em saúde mental e prevenção do uso de substâncias
Medidas Preventivas
Acesso precoce a tratamento
Redução de estressores
Apoio familiar
Hábitos saudáveis
Monitoramento de substâncias
Rastreamento
Rastreamento de sinais psicóticos em grupos de risco

Dados no Brasil

Internações variam por rede de saúde
Internações/Ano
Mortalidade associada a crises e comorbidades
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior detecção onde há CAPS estruturados

Perguntas Frequentes

1 Quais são os sinais de alerta?
Delírios, alucinações, fala desordenada, alterações de humor e isolamento.
2 Dá para tratar sem hospitalização?
Sim, muitas situações são gerenciadas ambulatorialmente com apoio adequado.
3 É hereditária?
Genes aumentam risco, ambiente também; não determina destino.
4 Como funciona o tratamento?
Antipsicóticos, psicoterapia e reabilitação; adesão essencial.
5 Como apoiar alguém?
Ouça sem julgar; incentive ajuda profissional; mantenha contato.

Mitos e Verdades

Mito

é igual a loucura permanente.

Verdade

Com tratamento adequado, pode haver boa qualidade de vida.

Mito

afeta apenas homens.

Verdade

Mulheres também adoecem; apresentação varia.

Mito

não há tratamento.

Verdade

Tratamento melhora sintomas e funcionalidade.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure psiquiatra ou CAPS na sua cidade
Especialista Indicado
Psiquiatra
Quando Procurar Emergência
Procure pronto-socorro se houver risco imediato
Linhas de Apoio
188 - CVV CAPS 24h SUS Central de Regulação

CIDs Relacionados

F20 F25 F29 F28 F31

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.