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cid f 200
CID-10

Esquizofrenia paranoide

Esquizofrenia paranoide

Resumo

Doença mental de longo prazo; tratamento pode controlar sintomas

Identificação

Código Principal
F20.0
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Esquizofrenia paranoide, transtorno mental grave segundo OMS
Nome em Inglês
Paranoid schizophrenia
Outros Nomes
Esquizofrenia paranoide • F20.0 • Esquizofrenia tipo paranoide • Esquizofenia paranoide
Siglas Comuns
F20 SCZ SCZ-PAR

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Transtornos mentais e de comportamento
Categoria Principal
Transtorno psicótico grave
Subcategoria
Tipo paranoide
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais: 0,3% a 0,7% da população
Prevalência no Brasil
Brasil: estimativas semelhantes, 0,4% a 0,7%
Faixa Etária Principal
Adultos jovens, 18-30 anos
Distribuição por Sexo
Proporção semelhante entre homens e mulheres
Grupos de Risco
História familiar de transtornos Uso de substâncias Estresse psicossocial Isolamento social Baixa adesão ao tratamento
Tendência Temporal
Acesso ao tratamento influencia a tendência ao longo do tempo

Etiologia e Causas

Causa Principal
Interação genética e ambiente com base neurobiologia
Mecanismo Fisiopatológico
Alterações dopaminérgicas, glutamatérgicas e desenvolvimento neural
Fatores de Risco
História familiar Estresse psicossocial Isolamento social Baixo apoio familiar Desnutrição perinatal Coincidência de transtornos
Fatores de Proteção
Acesso a tratamento precoce Rede de apoio estável Adesão ao tratamento Vigilância de sinais precoces
Componente Genético
Hereditariedade moderada; ambiente modula o risco

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Delírios e alucinações dominam a experiência de alguns dias
Sintomas Frequentes
Delírios persecutórios
Alucinações auditivas
Discurso desorganizado
Desconexão emocional
Abulia
Isolamento social
Sinais de Alerta
  • Ideação suicida
  • Agressão perigosa
  • Desespero extremo
  • Queda de autocuidado
  • Medo paranoia aguda
Evolução Natural
Sem tratamento, piora progressiva com prejuízo social
Complicações Possíveis
Prejuízo social Dependência de cuidados Comorbidades depressivas Risco de internações repetidas Transtornos de sono

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Sinais psicóticos por mês com disfunção; exclusão de causas médicas
Exames Laboratoriais
Hemograma Função renal Tireóide Bioquímica metabólica Avaliação toxicológica
Exames de Imagem
RM cérebro TC quando necessário Avaliação estrutural básica
Diagnóstico Diferencial
  • Transtorno bipolar com psicose
  • Depressão maior com psicose
  • Delírio orgânico
  • Transtorno de personalidade paranoide
  • Transtorno esquizoafetivo
Tempo Médio para Diagnóstico
Meses a anos, atraso comum entre início e diagnóstico

Tratamento

Abordagem Geral
Abordagem integrada: estabilizar sintomas, promover adesão e apoio social
Modalidades de Tratamento
1 Farmacoterapia antipsicótica
2 Psicoterapia individual
3 Psicoterapia familiar
4 Reabilitação psicossocial
5 Acompanhamento comunitário
Especialidades Envolvidas
Psiquiatria Psicologia Enfermagem Psiquiátrica Serviço social
Tempo de Tratamento
Tratamento contínuo ao longo da vida; ajustes conforme resposta
Acompanhamento
Consultas mensais no início, depois conforme evolução

Prognóstico

Prognóstico Geral
Com tratamento contínuo, melhora de funcionamento e bem-estar
Fatores de Bom Prognóstico
  • Adesão ao tratamento
  • Rede de apoio
  • Início precoce
  • Poucas comorbidades
Fatores de Mau Prognóstico
  • Não adesão
  • Comorbidades graves
  • Uso de substâncias
  • Isolamento social
Qualidade de Vida
Pode melhorar com tratamento, suporte e reabilitação

Prevenção

Prevenção Primária
Promoção da saúde mental, redes de apoio e manejo de estresse
Medidas Preventivas
Acesso rápido a atendimento
Redução de estressores
Apoio familiar
Adesão ao tratamento
Educação em saúde mental
Rastreamento
Avaliação clínica regular; não há rastreamento específico

Dados no Brasil

Hospitalizações por esquizofrenia variam conforme período
Internações/Ano
Óbitos atribuídos são baixos com tratamento adequado
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Mais impacto em áreas urbanas; variação entre estados

Perguntas Frequentes

1 Quais sinais aparecem primeiro?
Vigilância de delírios e alterações de convivência
2 Tratamento é contínuo?
Tratamento contínuo ajuda controlar sintomas
3 Diagnóstico depende de exames?
Avaliação clínica continua é essencial
4 Posso viver bem com a doença?
Com suporte, sim, mantendo rotina e tratamento
5 Quando procurar ajuda urgente?
Se houver risco de dano, vá ao pronto atendimento

Mitos e Verdades

Mito

paciente é responsável pela doença

Verdade

transtorno neurobiológico com fatores ambientais

Mito

só ocorre em adultos

Verdade

pode iniciar jovem; sintomas variam

Mito

não há tratamento eficaz

Verdade

tratamento moderno reduz sintomas e melhora função

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure psiquiatria ou CAPS próximo
Especialista Indicado
Psiquiatra
Quando Procurar Emergência
Risco de autoagressão ou agressão exige atendimento imediato
Linhas de Apoio
Disque 188 CVV Ligue 141 CAPS Contato local de apoio

CIDs Relacionados

F20.0 F20.1 F23.0 F25.0 F29.9

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.