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cid f 19.0
CID-10

Transtornos por uso de múltiplas drogas

Uso de várias drogas

Resumo

Polissubstância envolve várias drogas; tratamento usa apoio e terapias

Identificação

Código Principal
F19.0
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Mental and behavioural disorders due to multiple drug use and use of other psychoactive substances, unspecified
Nome em Inglês
Mental and behavioural disorders due to polysubstance use
Outros Nomes
Polidrogas • Uso múltiplo de substâncias • Uso concomitante de drogas • Transtorno por polissubstância • Várias substâncias
Siglas Comuns
F19.0 Polissubstância PUSM

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Transtornos mentais e comportamentais
Categoria Principal
Transtornos mentais por uso de substâncias
Subcategoria
Polissubstância
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Prevalência global variada; polissubstância comum entre adultos jovens
Prevalência no Brasil
Padrões semelhantes no Brasil, com subgrupos de risco
Faixa Etária Principal
Adultos jovens (18-35)
Distribuição por Sexo
Leve predomínio masculino
Grupos de Risco
Adolescentes e jovens adultos Usuarios de várias substâncias Indivíduos com transtornos psiquiátricos Populações com acesso limitado a serviços Contextos de alta vulnerabilidade social
Tendência Temporal
Varia por região; tendência estável com variações locais

Etiologia e Causas

Causa Principal
Polissubstância, com fatores sociais, genéticos e ambientais
Mecanismo Fisiopatológico
Vias de recompensa dopaminérgicas alteradas; tolerância, abstinência e comorbidades psiquiátricas explicam progressão
Fatores de Risco
Início precoce Ambiente familiar disfuncional Baixo nível educacional Desemprego Acesso limitado a serviços Estressores psicossociais
Fatores de Proteção
Rede de apoio Acesso a tratamento Educação em saúde Planejamento familiar
Componente Genético
Contribuição genética moderada; variantes associadas à impulsividade

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Desejo intenso de uso com prejuízo diário
Sintomas Frequentes
Cravings fortes
Perda de controle
Uso contínuo apesar de problemas
Conflitos familiares
Abandono de atividades
Problemas legais
Sinais de Alerta
  • Ideação suicida
  • Comportamento agressivo
  • Intoxicação aguda com risco vital
  • Risco para si ou outros
  • Neurocomprometimento
Evolução Natural
Sem tratamento, piora progressiva com consequências físicas, sociais e legais
Complicações Possíveis
Dependência crônica Doenças hepáticas Distúrbios cardiovasculares Problemas neurológicos Infecções

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Critérios de uso prejudicial com padrão de consumo que causa sofrimento
Exames Laboratoriais
Teste toxicológico Hemograma completo Função hepática Função renal Perfil lipídico
Exames de Imagem
RM/TC conforme necessidade Avaliação de comorbidades Eletrocardiograma se indicado Ultrassom se hepático
Diagnóstico Diferencial
  • Transtorno depressivo
  • Transtorno de ansiedade
  • Transtorno bipolar
  • Uso de substância único
  • Vícios comportamentais
Tempo Médio para Diagnóstico
Varia de semanas a meses desde início do uso

Tratamento

Abordagem Geral
Integração de redução de danos, tratamento de comorbidades e suporte social
Modalidades de Tratamento
1 Terapias psicossociais
2 Terapia cognitivo-comportamental
3 Tratamento medicamentoso quando indicado
4 Reabilitação ambulatorial
5 Redução de danos
Especialidades Envolvidas
Psiquiatria Medicina de Dependência Psicologia Saúde Pública Assistência Social
Tempo de Tratamento
Duração variável, acompanhamento multidisciplinar contínuo
Acompanhamento
Consultas regulares, monitoramento de uso, apoio familiar

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva melhor com tratamento adequado; recaídas possíveis sem suporte
Fatores de Bom Prognóstico
  • Boa adesão
  • Redução de danos efetiva
  • Rede de apoio forte
  • Transtorno mental tratados
Fatores de Mau Prognóstico
  • Uso pesado contínuo
  • Comorbidades graves
  • Baixa adesão
  • Ambiente de alto estresse
Qualidade de Vida
Impacto significativo, com possibilidade de melhora com intervenção

Prevenção

Prevenção Primária
Educação sobre riscos, habilidades de enfrentamento e redes de apoio
Medidas Preventivas
Educar sobre danos
Oferecer suporte
Acesso facilitado a serviços
Prevenção de uso entre jovens
Promoção de saúde mental
Rastreamento
Rastreamento de uso em serviços de saúde

Dados no Brasil

Internações variam por região
Internações/Ano
Óbitos associados não isolados
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior em centros urbanos; variações regionais

Perguntas Frequentes

1 Qual é o conceito de polissubstância?
Uso de várias drogas ao mesmo tempo ou em ciclos próximos
2 É tratável o F19.0?
Sim, com intervenção multidisciplinar e rede de apoio
3 Como é feito o diagnóstico?
Avaliação clínica, entrevistas, exames laboratoriais
4 Posso evitar recaídas?
Adesão ao tratamento, apoio social e estratégias de coping ajudam
5 Quais cuidados no dia a dia?
Rotina estável, evitar gatilhos, manter acompanhamento médico

Mitos e Verdades

Mito

polissubstância é rara

Verdade

comum em populações de risco com comorbidades

Mito

não há cura

Verdade

redução de danos e tratamento melhoram qualidade de vida

Mito

apenas uso ilegal causa danos

Verdade

qualquer uso pode levar a transtornos; necessidade de ajuda

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure atendimento médico inicial ou CAPS perto de você
Especialista Indicado
Psiquiatra ou médico de dependência
Quando Procurar Emergência
Dor no peito, confusão, convulsões, coma: procure socorro
Linhas de Apoio
Disque Saúde 136 CVV 188 SUS contatos locais

CIDs Relacionados

F19.0 F10.0 F11.9 F17.2 F12.9

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.