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cid f 14
CID-10

Transtornos por uso de cocaína

Dependência de cocaína

Resumo

Cocaína pode levar à dependência; tratamento envolve medicina, psicologia e rede de apoio.

Identificação

Código Principal
F14
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Transtornos por uso de cocaína (Cocaine use disorders) - versão ICD-10
Nome em Inglês
Cocaine-Related Disorder
Outros Nomes
dependência de cocaína • uso crônico de cocaína • abuso de cocaína • transtorno por uso de cocaína • transtorno de consumo de cocaína
Siglas Comuns
F14 TOC

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Transtornos mentais e comportamentais
Categoria Principal
Transtornos por uso de substâncias
Subcategoria
Cocaína e transtornos relacionados
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Prevalência mundial baixa, com variações regionais.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais limitados; prevalência menor que outras drogas.
Faixa Etária Principal
adultos jovens
Distribuição por Sexo
predomina homens
Grupos de Risco
usuários de cocaína jovens adultos uso de outras substâncias instituições de detenção ambiente urbano de risco
Tendência Temporal
Estável com variações regionais

Etiologia e Causas

Causa Principal
Uso repetido de cocaína com dependência, mediado por alterações neuroquímicas
Mecanismo Fisiopatológico
Cocaína aumenta dopamina ao bloquear recaptação, gerando recompensa excessiva e neuroadaptações.
Fatores de Risco
disponibilidade de droga alto estresse trauma na infância história de abuso drogas lícitas fatores socioeconômicos
Fatores de Proteção
rede de apoio familiar acesso a tratamento educação em saúde habitos saudáveis
Componente Genético
Contribuição genética moderada; herdabilidade parcial observada.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Craving intenso levando ao uso repetido
Sintomas Frequentes
tolerância crescente
insônia
agitação
fala acelerada
impulsividade
perda de apetite
Sinais de Alerta
  • ideação suicida
  • convulsões
  • dor no peito
  • colapso hipertensivo
  • agitação extrema
Evolução Natural
Sem tratamento, uso tende a se intensificar, com prejuízos sociais e de saúde
Complicações Possíveis
Doenças cardiovasculares Problemas nasais com uso intranasal Perda de peso Distúrbios do sono Problemas dentários

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Uso problemático com compulsão, tolerância, abstinência e prejuízo funcional
Exames Laboratoriais
teste toxicológico na urina hemograma função hepática eletrólitos função renal
Exames de Imagem
ECG Ecocardiograma RM cerebral se psicose TC se complicações neurológicas
Diagnóstico Diferencial
  • transtornos por uso de outras substâncias
  • transtornos psicóticos induzidos por substâncias
  • transtorno de humor
  • dependência de álcool
  • transtorno de personalidade
Tempo Médio para Diagnóstico
Varia com acesso a serviços; semanas a meses

Tratamento

Abordagem Geral
Desintoxicação, psicoterapia e suporte social; plano sem prescrições de drogas específicas
Modalidades de Tratamento
1 Terapia cognitivo-comportamental
2 Entrevista motivacional
3 Redução de danos
4 Reabilitação ocupacional
5 Tratamento de comorbidades
Especialidades Envolvidas
Psiquiatria Psicologia Medicina de Familia Assistência Social Enfermagem
Tempo de Tratamento
Meses a anos, depende de adesão
Acompanhamento
Consultas regulares e rede de apoio; monitoramento de recaídas

Prognóstico

Prognóstico Geral
Pode melhorar com tratamento contínuo; recaídas são comuns
Fatores de Bom Prognóstico
  • adesão ao tratamento
  • rede de apoio
  • motivação
  • acesso a recursos
Fatores de Mau Prognóstico
  • uso polissubstâncias
  • comorbidades psiquiátricas
  • abandono terapêutico
  • ambiente de alto risco
Qualidade de Vida
Pode melhorar com tratamento, mantendo suporte e reabilitação

Prevenção

Prevenção Primária
Educação sobre riscos, evitar gatilhos e fortalecer habilidades de enfrentamento
Medidas Preventivas
redes de apoio
programas de prevenção
campanhas de saúde
acesso a tratamento precoce
orientação familiar
Rastreamento
Avaliação regular de uso de substâncias em grupos de risco

Dados no Brasil

Milhares de internações associadas ao uso de cocaína
Internações/Ano
Mortalidade relacionada varia por região
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior ocorrência em Sudeste e grandes centros

Perguntas Frequentes

1 Quais são os sinais de dependência?
Craving, tolerância, prejuízo social e uso continuado
2 Como é feito o diagnóstico?
Avaliação clínica, critérios de uso problemático, exames
3 É possível tratamento sem internação?
Sim; muitas pessoas recebem tratamento ambulatorial
4 Quais medidas de prevenção?
Educação, suporte social, acesso a tratamento, adesão
5 Como apoiar alguém?
Ouça, incentive tratamento, reduza gatilhos e procure ajuda

Mitos e Verdades

Mito

droga sempre leva a crime

Verdade

Vício pode ocorrer sem envolvimento criminal

Mito

apenas adultos usam cocaína

Verdade

Jovens também são vulneráveis

Mito

cura rápida existe

Verdade

Tratamento requer tempo e apoio contínuo

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Unidades de saúde, CAPS e serviços da rede pública
Especialista Indicado
Psiquiatra ou médico de dependência
Quando Procurar Emergência
Dor no peito, convulsões, confusão, agressão
Linhas de Apoio
CVV 188 Disque Prevenção 0800-XXX SUS Central

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.