Dependência de opioides
Vício em opioides
Resumo
F11 é dependência de opioides; tratamento envolve medicina e apoio, com potencial de melhora.
Identificação
- Código Principal
- F11
- Versão CID
- CID-10
- Nome Oficial
- Transtorno por uso de opiáceos (F11)
- Nome em Inglês
- Opioid Use Disorder
- Outros Nomes
- Dependência de opiáceos • Uso abusivo de opioides • Transtorno por uso de opiáceos • Abuso de opiáceos • Dependência de opiáceos
- Siglas Comuns
- OUD F11 OPI
Classificação
- Capítulo CID
- Capítulo V - Transtornos mentais e comportamentais
- Categoria Principal
- Transtorno por uso de substâncias
- Subcategoria
- Uso de opiáceos
- Tipo de Condição
- transtorno
- Natureza
- cronica
- Gravidade Geral
- moderada
Epidemiologia
- Prevalência Mundial
- Globalmente, cerca de 0,4% da população adulta sofre dependência de opiáceos.
- Prevalência no Brasil
- Brasil: estimativas variam, geralmente abaixo de 1%.
- Faixa Etária Principal
- Adultos 20-45 anos
- Distribuição por Sexo
- Levemente mais homens que mulheres
- Grupos de Risco
- Uso recreativo de opioides Abuso de prescrição Dor crônica descontrolada Trauma/estresse Baixo acesso a tratamento
- Tendência Temporal
- Tende a aumentar nos últimos anos devido à crise de opioides.
Etiologia e Causas
- Causa Principal
- Uso persistente de opiáceos levando à dependência física e psicológica
- Mecanismo Fisiopatológico
- Desregulação dopaminérgica e via opióide cerebral, gestão da dor, recompensa e reforço
- Fatores de Risco
- História de dor crônica Transtornos psiquiátricos Abuso de outras substâncias Estresse social extremo Acesso facilitado a opioides
- Fatores de Proteção
- Acesso a tratamento adequado Rede de apoio familiar Educação em saúde Prescrição responsável
- Componente Genético
- Herança influencia risco; variantes genéticas afetam resposta a opiáceos
Manifestações Clínicas
- Sintoma Principal
- Busca compulsiva por opioides com falha em reduzir uso
- Sintomas Frequentes
-
Tolerância crescenteCraving intensoSintomas de abstinênciaIngestão em dosis maioresConflitos sociaisComportamento de risco
- Sinais de Alerta
-
- Respiração lenta/irregular
- Confusão profunda
- Sonolência extrema
- Sinais de overdose
- Comportamento agressivo perigoso
- Evolução Natural
- Sem tratamento, piora progressiva; recaídas comuns e danos sociais
- Complicações Possíveis
- Overdose fatal Infecções graves Doenças hepáticas Problemas cardíacos Problemas sociais e legais
Diagnóstico
- Critérios Diagnósticos
- Critérios incluem uso intenso com prejuízo, desejo persistente e falha em reduzir
- Exames Laboratoriais
- Teste de urina para opiáceos Avaliação hepática Triagem de HIV/HCV Avaliação psiquiátrica Exames de sangue gerais
- Exames de Imagem
- Não rotineiro; apenas se indicar condição médica RM/CT se comorbidades ou lesões Radiografia conforme necessidade Ultrassom se fígado suspeito
- Diagnóstico Diferencial
-
- Dor crônica sem dependência
- Transtorno por uso de álcool
- Transtornos de ansiedade
- Transtorno por uso de cannabis
- Abuso de sedativos
- Tempo Médio para Diagnóstico
- Varia de dias a semanas com avaliação clínica
Tratamento
- Abordagem Geral
- Abordagem multidisciplinar: desintoxicação, MAT, terapia psicossocial e prevenção de recaídas
- Modalidades de Tratamento
-
1 Terapias de substituição (MAT)2 Terapia cognitivo-comportamental3 Aconselhamento4 Grupos de apoio5 Reabilitação de dependência
- Especialidades Envolvidas
- Psiquiatria Clínica médica Farmacologia Psicologia Enfermagem
- Tempo de Tratamento
- Duração varia conforme resposta; manutenção comum
- Acompanhamento
- Consultas regulares, monitoramento, adesão e suporte familiar
Prognóstico
- Prognóstico Geral
- Prognóstico depende de tratamento; recaídas comuns, apoio melhora
- Fatores de Bom Prognóstico
-
- Acesso ao MAT eficaz
- Rede de apoio familiar
- Adesão ao tratamento
- Ambiente estável
- Fatores de Mau Prognóstico
-
- Recaídas frequentes
- Comorbidades psiquiátricas
- Uso de várias substâncias
- Baixa adesão ao tratamento
- Qualidade de Vida
- Impacto na saúde e vida social; melhora com tratamento e rede de suporte
Prevenção
- Prevenção Primária
- Educação, dor bem tratada e prescrição responsável ajudam a evitar iniciação
- Medidas Preventivas
-
Prescrição conscienteTreinamento para profissionaisAcesso a tratamentoProgramas de prevenção comunitáriaRedução de danos
- Rastreamento
- Triagem de uso de substâncias em consultas e pacientes com dor crônica
Dados no Brasil
Perguntas Frequentes
Mitos e Verdades
dor leve justifica uso contínuo de opioides.
dependência pode ocorrer mesmo com manejo adequado da dor.
MAT cura cura de vez.
MAT reduz sintomas e mortalidade, exige continuidade.
recaídas significam falha individual.
recaídas comuns; suporte adequado ajuda a recuperar.
Recursos para o Paciente
- Onde Buscar Ajuda
- Procure serviço de saúde público ou CAPS para avaliação inicial
- Especialista Indicado
- Psiquiatra ou médico de família com experiência em dependência
- Quando Procurar Emergência
- Sinais de overdose: respiração lenta, pele pálida, inconsciência; chame socorro
- Linhas de Apoio
- 188 CVV 192 SAMU 0800 001 0009
CIDs Relacionados
Aviso Importante
As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.