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cid etilismo
CID-10

Transtorno por uso de álcool

álcoolismo

Resumo

Álcool pode levar a dependência; ajuda médica pode apoiar a abstinência.

Identificação

Código Principal
F10
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Transtornos mentais e comportamentais devido ao uso de álcool (F10)
Nome em Inglês
Alcohol Use Disorder (F10)
Outros Nomes
álcoolismo • dependência alcoólica • transtorno alcoólico • abuso de álcool crônico • consumo nocivo de álcool
Siglas Comuns
F10 DAA ETIL

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Transtornos mentais e comportamentais
Categoria Principal
Transtornos por uso de álcool
Subcategoria
Dependência de álcool
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estima-se uso nocivo em adultos; variações regionais.
Prevalência no Brasil
Brasil tem consumo nocivo significativo, com variações por região.
Faixa Etária Principal
Adultos 18-49 anos
Distribuição por Sexo
Moderado predomínio masculino
Grupos de Risco
História familiar de dependência Transtornos de ansiedade Baixa renda e estresse Depressão Sociedade de apoio insuficiente
Tendência Temporal
Tendência global de leve alta, com pacotes de tratamento ajudando.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Uso persistente de álcool altera vias de recompensa; fatores genéticos e sociais modulam risco.
Mecanismo Fisiopatológico
Alterações de recompensa cerebral, tolerância e abstinência com danos hepáticos e sistêmicos.
Fatores de Risco
História familiar Jovens com consumo precoce Baixa renda Depressão/Ansiedade Fácil acesso a bebidas Uso de outras substâncias
Fatores de Proteção
Ambiente familiar estável Intervenção precoce Educação sobre álcool Rede de apoio
Componente Genético
Predisposição genética modula a resposta ao álcool e o risco de dependência.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Desejo intenso de beber com perda de controle e prejuízo funcional.
Sintomas Frequentes
Desejo persistente
Perda de controle
Tolerância aumentada
Preocupação com álcool
Conflitos sociais
Abstinência quando reduz
Sinais de Alerta
  • Delírios/alucinações
  • Confusão mental
  • Convulsões
  • Hipotensão
  • Estado de coma
Evolução Natural
Sem tratamento, aumenta consumo, danos hepáticos, sociais e mentais.
Complicações Possíveis
Doença hepática crônica Pancreatite Cardiopatias Neuropatia alcoólica Infecção por quedas

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Critérios DSM-5/ICD-11: padrão prejudicial, sofrimento clínico, prejuízo, tolerância, abstinência.
Exames Laboratoriais
GGT elevado AST/ALT elevados CDT elevado Hb glicemia normal
Exames de Imagem
Ultrassom abdominal RM/CT conforme indicação Avaliação hepática por imagem ECG se indicado
Diagnóstico Diferencial
  • Uso de outras substâncias
  • Transtornos de humor
  • Abstinência sem abstinência
  • Transtornos de personalidade
  • Distúrbios do sono
Tempo Médio para Diagnóstico
Diagnóstico pode levar meses a anos conforme acesso.

Tratamento

Abordagem Geral
Abordagem multidisciplinar: reduzir consumo, tratar comorbidades, apoio psicossocial.
Modalidades de Tratamento
1 Terapia cognitivo-comportamental
2 Grupos de apoio
3 Medicamentos para craving
4 Educação nutricional
5 Tratamento de abstinência
Especialidades Envolvidas
Psiquiatria Medicina de Família Gastrenterologia Nutrição Psicologia
Tempo de Tratamento
Duração varia; tipicamente meses com monitoramento.
Acompanhamento
Consultas periódicas; ajuste de tratamento e monitoramento de saúde.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Melhora com abstinção e suporte; danos variam conforme tempo de uso.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Engajamento no tratamento
  • Rede de apoio
  • Ausência de comorbidades graves
  • Aderência ao plano
Fatores de Mau Prognóstico
  • Uso intenso
  • Comorbidades psiquiátricas
  • Baixa adesão
  • Fatores socioeconômicos
Qualidade de Vida
Melhora com abstinência; impacto social reduz com tratamento.

Prevenção

Prevenção Primária
Educação sobre consumo responsável; políticas de acesso controlado.
Medidas Preventivas
Reduzir disponibilidade para menores
Campanhas de saúde
Prevenção familiar
Rótulos de risco
Limites de venda
Rastreamento
Triagem de uso de álcool em atenção básica; perguntas validadas.

Dados no Brasil

Milhares de internações anuais no SUS; varia por região.
Internações/Ano
Óbitos atribuídos ao uso nocivo de álcool.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Distribuição desigual; áreas urbanas apresentam maiores taxas.

Perguntas Frequentes

1 Quais sinais indicam necessidade de ajuda?
Dificuldade de controlar o consumo; prejuízos; abstinência. Procure orientação.
2 É possível tratar sem internação?
Sim, em muitos casos com apoio ambulatorial; internação se agravada.
3 Como é feito o diagnóstico?
Anamnese, histórico, exames, avaliação psiquiátrica e de funcionamento.
4 Posso reduzir danos com pequenas mudanças?
Sim; reduzir consumo, buscar apoio e tratar comorbidades ajuda muito.
5 Qual é o primeiro passo para parar de beber?
Procurar orientação profissional; agende avaliação com médico da família.

Mitos e Verdades

Mito

depender é fraqueza pessoal.

Verdade

é doença multifatorial com base biológica e social.

Mito

beber pouco não causa danos.

Verdade

até consumo moderado pode evoluir para problemas.

Mito

apenas quem tem histórico familiar fica dependente.

Verdade

fatores comportamentais e ambientais importam.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Unidade básica de saúde, CAPS ou médico de família.
Especialista Indicado
Psiquiatra ou médico de família com experiência.
Quando Procurar Emergência
Convulsões, coma, sangramento abdominal intenso; procure pronto-socorro.
Linhas de Apoio
SUS 136 informações de saúde CAPS locais Rede de suporte comunitário

CIDs Relacionados

F10.0 F10.1 F10.2 F10.9 F11.9

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.