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cid esquizofrenia
CID-11

Esquizofrenia

Esquizofrenia (conhecida como doença psicótica comum)

Resumo

Esquizofrenia é transtorno mental com delírios e alucinações; tratamento ajuda a viver bem.

Identificação

Código Principal
F20.9
Versão CID
CID-11
Nome Oficial
Esquizofrenia, transtorno psicótico crônico segundo OMS, com sintomas positivos, negativos e cognitivos.
Nome em Inglês
Schizophrenia
Outros Nomes
Esquizofrenia • Transtorno esquizofrênico • Paranoide esquizofrênica • Desorganizada • Catatônica esquizofrênica
Siglas Comuns
F20 SCZ SZ

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Doenças mentais e comportamentais
Categoria Principal
Transtornos psicóticos
Subcategoria
Transtorno esquizofrênico
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variável

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais indicam cerca de 1% da população com esquizofrenia ao longo da vida.
Prevalência no Brasil
Prevalência similar à global, com variações regionais no Brasil.
Faixa Etária Principal
Adultos jovens, tipicamente 15-35 anos
Distribuição por Sexo
Proporção homem-mulher aproximadamente semelhante.
Grupos de Risco
História familiar Baixa SES Adversidade psicossocial Uso de cannabis na adolescência Estressores graves
Tendência Temporal
Tendência global estável com variação regional

Etiologia e Causas

Causa Principal
Origem multifatorial: genética, neurodesenvolvimento, ambiente.
Mecanismo Fisiopatológico
Disfunção dopaminérgica, alterações de glutamato e conectividade neural.
Fatores de Risco
História familiar Baixa SES Estresse Uso de cannabis na adolescência Predisposição genética Trauma
Fatores de Proteção
Acesso a tratamento precoce Rede de apoio Ambiente estável Adesão ao tratamento
Componente Genético
Herança multifatorial; risco elevado com parentes de primeiro grau.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Delírios com alucinações auditivas predominantes.
Sintomas Frequentes
Delírios
Alucinações auditivas
Pensamento desorganizado
Afeto embotado
Isolamento social
Discurso pouco claro
Sinais de Alerta
  • Agravamento súbito de sintomas
  • Risco extremo de suicídio
  • Hiperatividade motora aguda
  • Descompasso emocional
  • Perda de autocuidado
Evolução Natural
Pode progredir sem tratamento com piora funcional.
Complicações Possíveis
Déficits cognitivos Isolamento social Comorbidades depressivas Baixa adesão ao cuidado Problemas ocupacionais

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Sintomas psicóticos presentes por ≥6 meses, com deterioração funcional, exclusão de outros transtornos.
Exames Laboratoriais
Hemograma Triagem metabólica TSH Exames toxicológicos Avaliação hormonal
Exames de Imagem
RM cerebral TC cerebral RM funcional quando indicado Não essencial para diagnóstico inicial
Diagnóstico Diferencial
  • Transtorno bipolar com psicose
  • Transtorno esquizotípico
  • Transtorno delirante
  • Transtorno depressivo com psicose
  • Transtorno de personalidade
Tempo Médio para Diagnóstico
Varia por região; meses a anos para confirmação

Tratamento

Abordagem Geral
Abordagem integrada: antipsicóticos, psicoterapia, apoio social e reabilitação.
Modalidades de Tratamento
1 Medicamentos antipsicóticos
2 Psicoterapia
3 Reabilitação psicossocial
4 Apoio familiar
5 Educação em saúde
Especialidades Envolvidas
Psiquiatria Psicologia Enfermagem Assistência Social Terapeutas ocupacionais
Tempo de Tratamento
Longo, com monitoramento periódico e ajustes conforme resposta
Acompanhamento
Consultas regulares; ajuste conforme estabilidade

Prognóstico

Prognóstico Geral
Com tratamento adequado, estabilização e melhoria funcional são possíveis.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Início precoce
  • Adesão ao tratamento
  • Rede de apoio
  • Ausência de comorbidades graves
Fatores de Mau Prognóstico
  • Desorganização precoce persistente
  • Uso de substâncias
  • Baixa adesão
  • Gravidade dos sintomas
Qualidade de Vida
Impacto na autonomia, emprego e relacionamentos; suporte ajuda.

Prevenção

Prevenção Primária
Não há prevenção primária garantida; manter saúde mental e reduzir riscos ajuda.
Medidas Preventivas
Promoção da saúde mental
Redução de substâncias
Acesso a tratamento
Apoio à família
Educação em saúde
Rastreamento
Acompanhamento periódico de sintomas, função social e adesão ao tratamento.

Dados no Brasil

Habilitado em CAPS; números variam por estado e rede.
Internações/Ano
Mortalidade associada a comorbidades; números são baixos.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior acesso às capitais; interiorização aumenta demanda.

Perguntas Frequentes

1 Quais sinais iniciais da esquizofrenia?
Delírios, alucinações e pensamento confuso surgem entre 15 e 35 anos.
2 Esquizofrenia é curável?
Não há cura definitiva, mas tratamento contínuo reduz sintomas e melhora vida.
3 É contagiosa?
Não; não transmite por contato comum.
4 Quais tratamentos existem?
Antipsicóticos, psicoterapia, apoio social e reabilitação ajudam.
5 Como apoiar alguém?
Ouça, incentive adesão, mantenha rotina estável e busque ajuda profissional.

Mitos e Verdades

Mito

esquizofrenia tem várias personalidades.

Verdade

é transtorno psicótico, não transtorno de personalidade múltipla.

Mito

pessoas são violentas por natureza.

Verdade

violência não é característica; crises são mais arriscadas.

Mito

afeta apenas adultos.

Verdade

pode surgir na adolescência ou início da idade adulta.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure CAPS, ambulatório de saúde mental ou médico de família.
Especialista Indicado
Psiquiatra
Quando Procurar Emergência
Crise grave, risco à vida ou agressão requer atendimento emergencial.
Linhas de Apoio
Disque 136 CVV 188 SAMU 192

CIDs Relacionados

F20 F20.0 F20.1 F20.2 F20.9

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.