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cid espondilite ancilosante
CID-10

Espondilite Anquilosante

Espondilite anquilosante

Resumo

Dor lombar inflamatória com rigidez; diagnóstico e manejo com orientação médica.

Identificação

Código Principal
M45
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Espondilite anquilosante, doença inflamatória crônica da coluna vertebral
Nome em Inglês
Ankylosing Spondylitis
Outros Nomes
Espondilite Anquilosante • Espondiloartrite axial • EA
Siglas Comuns
AS EA SBA

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XIII - Doenças do sistema osteomuscular
Categoria Principal
Doenças reumáticas
Subcategoria
Doenças inflamatórias da coluna
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variável

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais apontam prevalência baixa (0,1%-1,4%), com maior impacto em jovens.
Prevalência no Brasil
Brasil: prevalência semelhante, porém subdiagnóstico comum e atraso diagnóstico.
Faixa Etária Principal
Adultos jovens a meia-idade
Distribuição por Sexo
Predominância masculina, relação aproximada 2:1
Grupos de Risco
HLA-B27 positivo História familiar de espondiloartrite Jovens adultos Populações de etnia Europeia
Tendência Temporal
Aumento do reconhecimento e diagnóstico precoce.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Conjunto de fatores genéticos com inflamação imune, associada ao HLA-B27.
Mecanismo Fisiopatológico
Inflamação na entese espinhal com resposta imune, levando à fusão parcial da coluna.
Fatores de Risco
HLA-B27 positivo Historia familiar Jovens adultos Tabagismo Sedentarismo Baixa prática física
Fatores de Proteção
Exercícios regulares Postura correta Não fumar Peso adequado
Componente Genético
Herança multifatorial com forte associação ao HLA-B27

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor lombar inflamatória persistente e rigidez
Sintomas Frequentes
Dor lombar inflamatória
Rigidez matinal > 30 min
Diminuição da mobilidade
Dor torácica associada
Fadiga
Sinais de Alerta
  • Dor súbita com febre alta
  • Piora rápida da mobilidade
  • Fraqueza progressiva
  • Inchaço articular intenso
  • Sintomas neurológicos
Evolução Natural
Sem tratamento, dor e limitação evoluem; com manejo, mobilidade preservada
Complicações Possíveis
Fusão vertebral (bambú) Fraturas vertebrais Diminuição da capacidade pulmonar Uveíte recorrente Dor crônica prolongada

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Dor lombar inflamatória por ≥3 meses, radiografias com alterações, resposta a AINEs.
Exames Laboratoriais
PCR elevada VHS elevada HLA-B27 positivo Fator reumatoide negativo Hemograma
Exames de Imagem
Radiografia da coluna RM da coluna TC para fusões Radiografia de pelve
Diagnóstico Diferencial
  • Artrite reativa
  • Espondiloartrite não radiográfica
  • Osteoartrite axial
  • Fibromialgia
  • Lombociatalgia inespecífica
Tempo Médio para Diagnóstico
Médio atraso de 5 a 7 anos para confirmação.

Tratamento

Abordagem Geral
Multidisciplinar com exercícios, fisioterapia e controle da inflamação.
Modalidades de Tratamento
1 Exercícios de alongamento e fortalecimento
2 Fisioterapia regular
3 Medicamentos sob orientação médica
4 Monitoramento periódico
5 Cirurgia apenas em casos graves
Especialidades Envolvidas
Reumatologia Fisiatria Fisioterapia Oftalmologia Ortopedia
Tempo de Tratamento
Tratamento de longo prazo, com revisões periódicas.
Acompanhamento
Consultas a cada 3-6 meses; monitorar dor, mobilidade e visão.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva estável com manejo adequado e adesão.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Boa adesão ao tratamento
  • Exercícios regulares
  • Baixa inflamação
  • Ausência de complicações graves
Fatores de Mau Prognóstico
  • Diagnóstico tardio
  • Fraturas vertebrais
  • Complicações respiratórias
  • Dor crônica persistente
Qualidade de Vida
Pode variar; depende de dor, mobilidade e ajustes no dia a dia.

Prevenção

Prevenção Primária
Não há método comprovado para evitar a doença; manter bem-estar ajuda.
Medidas Preventivas
Evitar tabagismo
Praticar exercícios regulares
Peso saudável
Sono adequado
Vacinação em dia
Rastreamento
Avaliação clínica periódica e monitoramento de inflamação.

Dados no Brasil

Internações variam; foco em manejo ambulatorial e reabilitação.
Internações/Ano
Óbitos são raros; frequentemente comorbidades influenciam.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior peso no Sul/Sudeste; dados limitados para demais regiões.

Perguntas Frequentes

1 Quais são os sintomas iniciais?
Dor lombar inflamatória, rigidez matinal, fadiga; procure avaliação se durar mais de 3 meses.
2 Como é feito o diagnóstico?
Avaliação clínica, exames de imagem e marcadores inflamatórios; confirmação com HLA-B27 pode ocorrer.
3 É possível tratar sem cirurgia?
Sim; fisioterapia, exercícios e medicamentos reduzem dor e mantêm mobilidade.
4 Quais são os fatores de risco?
HLA-B27 positivo, histórico familiar, início na juventude, tabagismo.
5 Quais mudanças no dia a dia ajudam?
Exercícios regulares, boa postura, sono adequado e evitar tabagismo.

Mitos e Verdades

Mito

doença é exclusiva de homens

Verdade

afeta homens e mulheres; frequência varia por população.

Mito

não há tratamento eficaz

Verdade

controle com exercícios, fisioterapia e terapias ajuda muito.

Mito

só surge em idade avançada

Verdade

início comum na juventude ou vida adulta.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure um reumatologista para avaliação inicial.
Especialista Indicado
Reumatologista
Quando Procurar Emergência
Dor súbita com fraqueza ou déficit neurológico exige atendimento imediato.
Linhas de Apoio
SUS 136 Rede Reumatologia Linha de apoio saúde

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M45

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.