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cid esclerose multipla
CID-10

Esclerose Múltipla

Esclerose Múltipla

Resumo

EM é doença crônica do SNC com surtos, afetando principalmente mulheres jovens.

Identificação

Código Principal
G35
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Esclerose Múltipla
Nome em Inglês
Multiple Sclerosis
Outros Nomes
EM • Esclerose desmielinizante • Doença do SNC • Esclerose do sistema nervoso central • Esclerose disseminada
Siglas Comuns
EM MS DESM

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XX - Doenças do sistema nervoso central
Categoria Principal
Doenças autoimunes do SNC
Subcategoria
Desmielinização do SNC
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variável

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais: ~2,8 milhões de pessoas com EM, com variações regionais.
Prevalência no Brasil
Brasil: estimativas entre 15 mil e 40 mil casos.
Faixa Etária Principal
20-40 anos
Distribuição por Sexo
mais comum em mulheres
Grupos de Risco
mulheres em idade adulta genética fatores ambientais Infecções prévias tabagismo
Tendência Temporal
tendência estável com leve aumento em algumas regiões

Etiologia e Causas

Causa Principal
Processo autoimune com predisposição multifatorial
Mecanismo Fisiopatológico
Autoimunidade dirigida contra mielina no SNC, com lesões desmielinizantes.
Fatores de Risco
história familiar latitudes altas tabagismo vitamina D baixa infecções virais prévias etnia europeia
Fatores de Proteção
vitamina D adequada atividade física abstinência de tabagismo sono adequado
Componente Genético
Herança multifatorial associada a HLA e outros genes

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Piora multifocal com remissões parciais entre eventos
Sintomas Frequentes
fraqueza muscular assimétrica
parestesias
distúrbios visuais
fadiga persistente
tremor/ataxia
disfunção urinária
Sinais de Alerta
  • fraqueza súbita com dor grave
  • alteração mental súbita
  • perda de visão súbita
  • febre com crise neurológica
  • dificuldade respiratória
Evolução Natural
Progresso variável sem tratamento; recaídas podem ocorrer
Complicações Possíveis
disability motor perda visual disfunção urinária dor crônica ataxia

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Diagnóstico baseado em episódios clínicos, RM com lesões desmielinizantes e exclusão de outras causas.
Exames Laboratoriais
Hemograma Bioquímica Líquor com bandas oligoclonais Proteína IgG elevada Perfil autoimune
Exames de Imagem
RM cerebral com lesões periventriculares RM da medula espinhal RM com ganho de sinal em T2 Gadolínio quando possível
Diagnóstico Diferencial
  • Neuromielite óptica
  • Demyelinização por outras causas
  • Esclerose lateral amiotrófica
  • Leucodistrofia adquirida
  • Infecções desmielinizantes
Tempo Médio para Diagnóstico
meses a anos

Tratamento

Abordagem Geral
Gestão multidisciplinar com foco em redução de recaídas e melhoria da qualidade de vida.
Modalidades de Tratamento
1 Terapia modificadora da doença
2 Tratamento sintomático
3 Reabilitação
4 Gestão da fadiga
5 Cuidados com visão e bexiga
Especialidades Envolvidas
Neurologia Neuroimunologia Fisioterapia Oftalmologia Psicologia
Tempo de Tratamento
Duração variável, ajuste conforme resposta
Acompanhamento
Consultas regulares e exames de imagem para monitorar evolução

Prognóstico

Prognóstico Geral
Variável; com tratamento adequado, muitos ficam estáveis ou com menor recaída.
Fatores de Bom Prognóstico
  • pequeno número de lesões
  • boa adesão ao tratamento
  • resposta rápida à DMT
  • bom suporte social
Fatores de Mau Prognóstico
  • lesões extensas
  • recaídas frequentes
  • idade avançada
  • comorbidades
Qualidade de Vida
Pode ficar boa com manejo adequado e suporte

Prevenção

Prevenção Primária
Não há prevenção específica; hábitos saudáveis ajudam no bem-estar geral.
Medidas Preventivas
vacinação adequada
atividade física regular
controle de peso
vitamina D
sono adequado
Rastreamento
Acompanhamento neurológico e RM periódicos

Dados no Brasil

Estimativas: milhares de internações anuais
Internações/Ano
Mortalidade associada rara; dados regionais
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior prevalência em regiões de clima temperado

Perguntas Frequentes

1 Curar EM é possível?
Não há cura definitiva, mas recaídas podem ser reduzidas com tratamento.
2 Como é feito o diagnóstico?
História clínica, RM, liquor e exclusão de outras causas.
3 Qual a importância da reabilitação?
Mantém mobilidade, equilíbrio e qualidade de vida.
4 Posso evitar recaídas?
Não há garantia, porém adesão a terapias reduz recaídas.
5 Cuidados diários
Sono adequado, alimentação, atividade física e acompanhamento médico.

Mitos e Verdades

Mito

EM tem cura rápida

Verdade

não há cura, tratamento controla a doença

Mito

EM não afeta qualidade de vida

Verdade

com manejo adequado, qualidade de vida costuma melhorar

Mito

apenas adultos são afetados

Verdade

também afeta jovens e pacientes de várias idades

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure neurologista ou clínica de neuroimunologia
Especialista Indicado
Neurologista
Quando Procurar Emergência
Fraqueza súbita, visão severa, confusão, dificuldade respiratória
Linhas de Apoio
Telefone de apoio regional Disque Saúde Contato médico

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.