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cid epicondilite
CID-10

Epicondilite lateral (cotovelo)

Cotovelo de tenista

Resumo

Dor no cotovelo por uso repetitivo; tratamento conservador facilita retorno às atividades

Identificação

Código Principal
M77.1
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Lateral epicondylitis (epicondylitis) - nomenclatura OMS
Nome em Inglês
Lateral Epicondylitis
Outros Nomes
epicondilite lateral • epicondilite do cotovelo • tennis elbow • tendinopatia lateral do cotovelo • epicondilopatia lateral
Siglas Comuns
M77.1 ELT LEC

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XIX - Doenças do aparelho musculoesquelético
Categoria Principal
Doenças do sistema musculoesquelético
Subcategoria
Lesões de tendões do cotovelo
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Prevalência moderada; associado a uso repetitivo de punho e antebraço.
Prevalência no Brasil
Brasil similar; afeta adultos ativos com atividades repetitivas.
Faixa Etária Principal
Adultos 30-50 anos
Distribuição por Sexo
Mais comum em homens, porém afeta todos
Grupos de Risco
Esportistas de raquete Trabalhadores com movimentos repetitivos Técnica inadequada Sobrecarga de treino Uso prolongado de ferramentas
Tendência Temporal
Tendência estável; melhora com tratamento adequado.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Sobrecarga por uso repetitivo do punho e antebraço
Mecanismo Fisiopatológico
Microtraumas repetidos levam à degeneração do tendão extensor
Fatores de Risco
Uso repetitivo Movimentos de supinação/pronação Carga de treino intenso Mau alongamento Sexo masculino com maior força Profissões repetitivas
Fatores de Proteção
Alongamento diário Fortalecimento de antebraço Descanso adequado Ergonomia correta
Componente Genético
Predisposição leve; não hereditariedade dominante

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor lateral do cotovelo ao pegar ou girar objetos
Sintomas Frequentes
Dor com resistência ao punho
Dor ao levantar peso
Fraqueza de preensão
Sensibilidade na região externa
Rigidez leve ao acordar
Dor ao estender o punho contra resistência
Sinais de Alerta
  • dor súbita com deformidade
  • inchaço intenso
  • fraqueza marcada
  • parestesia com dormência
  • febre associada
Evolução Natural
Sem tratamento, dor pode persistir e limitar atividades; melhora com fisioterapia e repouso.
Complicações Possíveis
dor crônica limitação de pegada degeneração tendinosa persistente dor residual mesmo em repouso uso compensatório de outro membro

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Dor localizada, teste de resistência com extensor do punho positivo, exame físico típico
Exames Laboratoriais
hemograma normal PCR normal fator reumatoide negativo
Exames de Imagem
Ultrassom do tendão RM opcional Radiografia para excluir outras causas
Diagnóstico Diferencial
  • Síndrome do túnel do carpo
  • Epicondilite medial
  • Artrite do cotovelo
  • Dor referida do ombro
  • Tendinopatia do ombro
Tempo Médio para Diagnóstico
Geralmente semanas a meses

Tratamento

Abordagem Geral
Manejo conservador: reduzir atividades, gelo, fisioterapia e exercícios graduais
Modalidades de Tratamento
1 descanso controlado
2 fisioterapia
3 fortalecimento progressivo
4 ortese leve
5 cirurgia apenas em casos graves
Especialidades Envolvidas
Ortopedia Fisioterapia Medicina do Esporte Reumatologia
Tempo de Tratamento
Variável; semanas a meses com progressão
Acompanhamento
Consultas periódicas a cada 4-6 semanas até estabilizar

Prognóstico

Prognóstico Geral
Bom com adesão ao tratamento; maioria retorna às atividades normais
Fatores de Bom Prognóstico
  • Adesão ao plano
  • Início precoce da reabilitação
  • Controle de dor com exercícios
  • Retorno gradual ao esporte
Fatores de Mau Prognóstico
  • Dor persistente >6 meses
  • Erro na escolha de atividades
  • Trab + má técnica
  • Comorbidades inflamatórias
Qualidade de Vida
Impacto moderado, melhora com reabilitação e educação sobre manejo

Prevenção

Prevenção Primária
Escolha técnica adequada, aquecimento, descansos e fortalecimento progressivo
Medidas Preventivas
Aquecimento
Fortalecimento de antebraço
Técnica correta
Ergonomia
Pausas regulares

Dados no Brasil

Baixo número de internações; manejo ambulatório
Internações/Ano
Baixos ou nulos
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior impacto em áreas urbanas com trabalho manual

Perguntas Frequentes

1 Quais atividades favorecem epicondilite lateral?
Repetição de punho e antebraço agrava; ajuste atividades.
2 Como confirmar diagnóstico?
Anamnese, exame físico e, se necessário, imagem.
3 Pode piorar sem tratamento?
Dor pode persistir; fisioterapia acelera recuperação.
4 Há cura sem cirurgia?
Sim; maioria melhora com fisioterapia e descanso.
5 Quando voltar ao esporte?
Retorne lentamente, com orientação profissional

Mitos e Verdades

Mito

dor forte sempre indica gravidade.

Verdade

pode haver dor com lesão leve; tratamento adequado ajuda.

Mito

cirurgia é primeira opção.

Verdade

cirurgia só em casos refratários.

Mito

apenas idosos ficam com epicondilite.

Verdade

adultos ativos também são afetados.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure ortopedista ou fisioterapeuta; começar avaliação agora
Especialista Indicado
Ortopedista ou médico do esporte
Quando Procurar Emergência
dor súbita com deformidade, inchaço ou fraqueza aguda
Linhas de Apoio
136 - Central de atendimento do SUS SUS 0800 645 1360 Posto de saúde mais próximo

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.