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cid entorse tornozelo
CID-10

Entorse de tornozelo

Torção/entorse do tornozelo

Resumo

Entorse de tornozelo: torção no pé, dor e inchaço; recuperação com exercícios.

Identificação

Código Principal
S93.4
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Sprain of ankle (entorse de tornozelo) - OMS
Nome em Inglês
Ankle Sprain
Outros Nomes
Entorse de ligamento do tornozelo • Entorse lateral do tornozelo • Torção do tornozelo • Lesão ligamentar do tornozelo • Entorse do retináculo externo
Siglas Comuns
S93.4 S93.40 TOEZ

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XIX - Traumas e lesões do sistema musculoesquelético
Categoria Principal
Lesões musculoesqueléticas
Subcategoria
Entorse do tornozelo
Tipo de Condição
lesao
Natureza
aguda
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Alta incidência global de entorses de tornozelo, especialmente em esportes.
Prevalência no Brasil
Ocorrência comum entre jovens ativos; dados variam por estado.
Faixa Etária Principal
Adultos jovens e adolescentes ativos
Distribuição por Sexo
Leve predomínio feminino em alguns estudos
Grupos de Risco
Esportes de alto impacto Superfícies irregulares Calçado inadequado Hiperflexibilidade História de entorse
Tendência Temporal
Acesso a atividades aumenta; trauma permanece estável nos últimos anos

Etiologia e Causas

Causa Principal
Torção rápida de inversão com flexão plantar, danificando ligamentos
Mecanismo Fisiopatológico
Dano ligamentar por torção inversa com edema e dor
Fatores de Risco
Esportes de alto impacto Superfícies irregulares Calçado inadequado Hiperflexibilidade História de entorse Fraqueza muscular
Fatores de Proteção
Treinamento proprioceptivo Fortalecimento de pernas Calçados adequados Aquecimento adequado
Componente Genético
Laxidão ligamentar hereditária pode existir, não é determinante

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor aguda no tornozelo após torção
Sintomas Frequentes
Dor ao toque
Inchaço
Hematoma
Dificuldade de apoiar
Rigidez
Sensibilidade lateral
Sinais de Alerta
  • Deformidade visível
  • Imobilidade marcada
  • Dor que não cede em 48h
  • Fratura suspeita
  • Pouca resposta a analgésicos
Evolução Natural
Sem tratamento, inchaço persistente e dor podem durar dias
Complicações Possíveis
Instabilidade crônica Dor persistente Recidiva Fratura persistente Amplitude reduzida

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Anamnese e exame; raio-X para descartar fratura
Exames Laboratoriais
Não requerem exames de sangue na rotina Inflamação apenas se houver suspeita de trauma
Exames de Imagem
Radiografia simples RM se dúvida ligamentar Ultrassom para edema TC apenas em fraturas complexas
Diagnóstico Diferencial
  • Fratura de maléolo
  • Luxação do tornozelo
  • Tendinite de Aquiles
  • Capsulite
  • Tendinopatia
Tempo Médio para Diagnóstico
A maioria estabelece diagnóstico na consulta inicial

Tratamento

Abordagem Geral
Manejo conservador com repouso, gelo, compressão e reabilitação precoce
Modalidades de Tratamento
1 Imobilização breve
2 Analgesia/anti-inflamatório
3 Fisioterapia precoce
4 Proprioceptivo e força
5 Cirurgia apenas para fraturas
Especialidades Envolvidas
Ortopedia Fisioterapia Medicina Esportiva Radiologia Reumatologia
Tempo de Tratamento
2 a 6 semanas para recuperação basal
Acompanhamento
Retornos quinzenais; ajuste de exercícios conforme evolução

Prognóstico

Prognóstico Geral
Bom com tratamento adequado; recidiva ocorre sem treino
Fatores de Bom Prognóstico
  • Adesão ao plano
  • Início precoce de rehab
  • Ausência de fraturas
  • Boa propriocepção
Fatores de Mau Prognóstico
  • Recidiva frequente
  • Gravidade inicial alta
  • Fraqueza residual
  • Fraturas associadas
Qualidade de Vida
Retorno funcional assegura boa qualidade de vida

Prevenção

Prevenção Primária
Calçados adequados, aquecimento, treino de equilíbrio
Medidas Preventivas
Aquecimento
Fortalecimento de panturrilha
Propriocepção
Calçados adequados
Superfícies estáveis
Rastreamento
Não recomendado em entorse isolada; monitorar recidivas

Dados no Brasil

Internações são incomuns; maioria ambulatorial
Internações/Ano
Óbitos são raros; lesão não fatal
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Mais casos em regiões com maior prática esportiva

Perguntas Frequentes

1 Entorse no tornozelo demora para curar?
Geralmente 2 a 6 semanas com manejo adequado.
2 Cirurgia é comum para entorse simples?
Rara; ocorre apenas com fraturas ou ligamento gravemente rompido.
3 Posso praticar esporte durante a recuperação?
Somente com orientação médica e progressão gradual.
4 Como prevenir recidiva?
Propriocepção, fortalecimento e calçados adequados ajudam.
5 Qual é o melhor exame para diagnóstico?
Imagem para excluir fratura; RM se ligamento duvidoso.

Mitos e Verdades

Mito

repouso absoluto cura tudo.

Verdade

reabilitação precoce facilita retorno.

Mito

inchaço sempre indica gravidade alta.

Verdade

inflamação varia com lesão; nem sempre grave.

Mito

entorse nunca recidiva.

Verdade

recidiva comum sem treino adequado.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Avaliação clínica inicial; procure serviço em caso de dor intensa
Especialista Indicado
Ortopedista ou fisioterapeuta
Quando Procurar Emergência
Deformidade visível, dor intensa, incapacidade de apoiar o peso
Linhas de Apoio
136 - SUS 0800-000-0000 - Central 192 - SAMU

CIDs Relacionados

S93.4 S93.0 M75.0 S93.41 S93.49

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.