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cid endometriose profunda
CID-10

Endometriose Profunda

Endometriose profunda

Resumo

Endometriose profunda: dor pélvica com infiltração; diagnóstico e manejo multidisciplinar

Identificação

Código Principal
N80.7
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Endometriose profunda com infiltração pélvica segundo CID-10, classificação N80.x
Nome em Inglês
Deep Endometriosis
Outros Nomes
Endometriose infiltrante • Endometriose pélvica profunda • Endometriose de nicho • Endometriose intestinal invasiva • Endometriose severa
Siglas Comuns
EDP ENDP N80.7

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XVIII - Doenças do sistema geniturinário
Categoria Principal
Doenças do sistema reprodutivo feminino
Subcategoria
Endometriose profunda
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais variam entre 5% e 10% de mulheres em idade reprodutiva.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais variam; estudos são limitados e definem faixas amplas.
Faixa Etária Principal
Mulheres em idade fértil (20–40 anos)
Distribuição por Sexo
Predominantemente mulheres; casos em homens são raros
Grupos de Risco
Historia familiar de endometriose Dismenorreia intensa desde menarca Infertilidade associada Diagnóstico tardio Dores pélvicas crônicas
Tendência Temporal
Aumento na detecção com melhor imagem e conscientização

Etiologia e Causas

Causa Principal
Tecido endometrial fora do útero invade pelve, gerando inflamação e dor
Mecanismo Fisiopatológico
Invasão de tecido endometrial em peritônio/órgãos adjacentes com aderências
Fatores de Risco
História familiar Dismenorreia grave Infertilidade associada Menstruação precoce Baixo peso corporal
Fatores de Proteção
Contraceptivos hormonais Gravidez Exercício regular Dieta balanceada
Componente Genético
Predisposição genética importante em várias famílias

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor pélvica crônica com piora durante menstruação e relação sexual
Sintomas Frequentes
Dismenorreia intensa
Dor durante/apos relação sexual
Dor ao evacuar ou urinar
Fadiga persistente
Infertilidade
Sinais de Alerta
  • Dor súbita com febre
  • Sangramento vaginal anormal
  • Dor urinária grave
  • Sintomas de obstrução intestinal
Evolução Natural
Sem tratamento, dor continua e fertilidade pode diminuir
Complicações Possíveis
Infertilidade Aderências pélvicas Dor crônica Discinesia intestinal

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Avaliação clínica mais imagem; laparoscopia diagnóstica com biópsia confirmatória
Exames Laboratoriais
Hemograma PCR/VHS β-hCG CA-125 pode estar elevado Biomarcadores não específicos
Exames de Imagem
RM pélvica Ultrassom transvaginal Histeroscopia diagnóstica Análise de aderências
Diagnóstico Diferencial
  • Adenomiose
  • Fibrose uterina
  • Doença inflamatória pélvica
  • SII
  • Cisto ovariano funcional
Tempo Médio para Diagnóstico
Pode levar meses a anos até confirmação

Tratamento

Abordagem Geral
Plano multidisciplinar para dor, função e fertilidade
Modalidades de Tratamento
1 Medicamentoso
2 Cirúrgico
3 Terapias hormonais
4 Fisioterapia pélvica
5 Gestão da dor
Especialidades Envolvidas
Ginecologia Cirurgia geral Fisioterapia pélvica Diagnóstico por imagem Anestesiologia
Tempo de Tratamento
Longo, com ajustes conforme resposta
Acompanhamento
Consultas periódicas para monitorar dor, fertilidade e função

Prognóstico

Prognóstico Geral
Varía conforme acesso a tratamento; dor e função podem melhorar
Fatores de Bom Prognóstico
  • Boa resposta a hormonioterapia
  • Cirurgia conservadora bem-sucedida
  • Detecção precoce
  • Aderências moderadas
Fatores de Mau Prognóstico
  • Dor refratária
  • Infertilidade persistente
  • Aderências extensas
  • Dor neuropática
Qualidade de Vida
Variável; melhora com controle da dor e suporte multidisciplinar

Prevenção

Prevenção Primária
Não há prevenção única; manter saúde geral ajuda
Medidas Preventivas
Controle de peso
Dieta equilibrada
Gestão de estresse
Exercício regular
Atenção a dor pélvica
Rastreamento
Não há rastreamento universal; avaliação de dor persistente

Dados no Brasil

Varia por região; números não padronizados
Internações/Ano
Óbitos são raros com manejo adequado
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Centros grandes relatam mais casos; subregistro em zonas rurais

Perguntas Frequentes

1 O que é endometriose profunda?
Tecido endometrial invade estruturas profundas da pelve, causando dor crônica.
2 Como é feito o diagnóstico?
Avaliação clínica, exames de imagem e laparoscopia com biópsia.
3 O tratamento cura?
Não há cura definitiva; controle da dor e fertilidade são metas.
4 Qual a chance de engravidar?
Pode reduzir fertilidade; muitas pacientes concebem com tratamento adequado.
5 Como lidar com a dor no dia a dia?
Medicação, fisioterapia e apoio emocional ajudam muito.

Mitos e Verdades

Mito

dor é parte normal da menstruação.

Verdade

dor intensa pode indicar endometriose profunda; avalie-se.

Mito

antibióticos curam endometriose.

Verdade

antibióticos não resolvem tecido endometrial.

Mito

doença não afeta fertilidade.

Verdade

pode impactar fertilidade; tratamento adequado pode conservar ou recuperar.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure ginecologista ou centro de dor pélvica com equipe multidisciplinar
Especialista Indicado
Ginecologista especializado em endometriose
Quando Procurar Emergência
Dor intensa com febre, vômitos ou sinais de infecção exige avaliação
Linhas de Apoio
0800-123-4567 SUS Central 136 Disque Direitos do Paciente

CIDs Relacionados

N80.7 N80.0 N80.1 N80.2 N80.3

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.