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cid edema de membros inferiores
CID-10

Edema de membros inferiores

Inchaço nos membros inferiores, comum em adultos

Resumo

Edema é inchaço nas pernas por acúmulo de líquido; depende da causa.

Identificação

Código Principal
R60.0
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Edema periférico dos membros inferiores, classificação CID-10 R60.0, nomenclatura OMS
Nome em Inglês
Peripheral edema of the lower limbs
Outros Nomes
edema das pernas • edema das pernas • edema periférico das pernas • edema de membros inferiores • hinchaço das pernas
Siglas Comuns
EDM-LE EDM-PI ED-LE

Classificação

Capítulo CID
Capítulo IX - Doenças do aparelho circulatório
Categoria Principal
Edemas periféricos
Subcategoria
Edema periférico dos membros inferiores
Tipo de Condição
sintoma
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Prevalência global de edema dos membros inferiores varia por etiologia; alta em retenção hídrica ou insuficiência cardíaca.
Prevalência no Brasil
Brasil: prevalência varia por idade e comorbidades; dados locais indicam maior em doenças cardíacas.
Faixa Etária Principal
Adultos e idosos, 50 anos ou mais com comorbidades
Distribuição por Sexo
Distribuição geralmente equilibrada; variações por etiologia.
Grupos de Risco
Insuficiência cardíaca congestiva Doença renal crônica Cirrose hepática Trombose venosa profunda Obesidade
Tendência Temporal
Tendência de estabilidade nos últimos anos; aumento em populações com doenças crônicas.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Retenção de líquidos relacionada à disfunção cardíaca, renal ou hepática, comorbidades e inflamação.
Mecanismo Fisiopatológico
Retenção de fluidos por disfunção venosa, arterial ou hormonal, gerando acúmulo no tecido.
Fatores de Risco
Obesidade Sedentarismo Idade avançada Hipertensão Diabetes Insuficiência cardíaca
Fatores de Proteção
Exercício físico Peso adequado Elevação de membros Tratamento adequado de doenças crônicas
Componente Genético
Contribuição genética para linfedema primário; edema dependente multifatorial.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Inchaço perceptível nas pernas, piora ao fim do dia, muitas vezes bilateral.
Sintomas Frequentes
Sensação de peso nas pernas
Pele esticada/edematosa
Aumento de medidas
Dificuldade para calçar sapatos
Cócegas suaves
Dor leve
Sinais de Alerta
  • Edema súbito com dor intensa
  • Calor local com febre
  • Dificuldade para respirar
  • Dor no peito
  • Alteração neurológica
Evolução Natural
Sem tratamento, edema persiste; controle de base melhora ou estabiliza o quadro.
Complicações Possíveis
Úlceras venosas Infecções de pele Dificuldade de mobilidade Luxação de pele Dependência de suporte

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Avaliação clínica mais história; exclusão de causas graves; exames direcionados conforme etiologia.
Exames Laboratoriais
Hemograma Creatinina Ureia Perfil lipídico Glicemia
Exames de Imagem
Doppler venoso Ecocardiograma Ecografia de membros RM somente quando indicado
Diagnóstico Diferencial
  • IC
  • Trombose venosa
  • Linfedema
  • Insuf venosa crônica
  • Hidrotórax
Tempo Médio para Diagnóstico
Diagnóstico comum após avaliação clínica e exames básicos; tempo variável.

Tratamento

Abordagem Geral
Gerenciar líquido e causas; mobilização, elevação, compressão conforme etiologia.
Modalidades de Tratamento
1 Medicamentoso (diuréticos)
2 Cirúrgico (quando indicado)
3 Fisioterapia linfedema
4 Compressão graduada
5 Cuidados com pele
Especialidades Envolvidas
Cardiologista Nefrologista Cirurgião vascular Fisioterapeuta Dermatologista
Tempo de Tratamento
Duração depende da etiologia e resposta clínica.
Acompanhamento
Consultas regulares; monitorar peso, edema e causa subjacente.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva depende da causa; manejo adequado melhora função e sintomas.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Diagnóstico precoce
  • Controle da doença de base
  • Adesão ao plano
  • Reabilitação efetiva
Fatores de Mau Prognóstico
  • Doenças cardíacas graves
  • Nefropatia avançada
  • Infecções recorrentes
  • Linfedema não controlado
Qualidade de Vida
Pode ser boa com manejo ativo da causa e suporte dia a dia.

Prevenção

Prevenção Primária
Manter peso adequado, atividade física, controlar doenças crônicas e evitar imobilização prolongada.
Medidas Preventivas
Meias de compressão
Elevação de membros
Redução de sódio
Hidratação adequada
Controle de peso
Rastreamento
Avaliação anual para pessoas com fatores de risco; medir edema e função.

Dados no Brasil

Internações associadas às doenças de base; edema isolado não costuma ser único.
Internações/Ano
Óbitos ligam-se a insuficiência sistêmica; edema é importante sinal diagnóstico.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Sudeste e Sul mostram maior impacto; Norte e Nordeste com disparidades regionais.

Perguntas Frequentes

1 Edema de membros inferiores é sempre grave?
Não, pode ter causas simples; avaliação médica é essencial para o diagnóstico.
2 Quais sinais pedem emergência?
Dor súbita, calor intenso, febre, dificuldade para respirar merecem atendimento imediato.
3 Como confirmar o diagnóstico?
História, exame físico, exames laboratoriais e de imagem ajudam a confirmar etiologia.
4 Como prevenir recidiva?
Tratar a doença de base, manter peso, atividade e compressão adequada.
5 Posso adaptar minha rotina?
Elevar pernas, exercícios leves e dieta com baixo sódio ajudam no dia a dia.

Mitos e Verdades

Mito

edema é inevitável com o tempo.

Verdade

manejo adequado reduz sintomas e melhora qualidade de vida.

Mito

compressão piora o edema.

Verdade

compressão correta alivia edema e evita complicações.

Mito

só idosos têm edema.

Verdade

edema pode aparecer em qualquer idade com base em saúde.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure médico de família ao notar edema persistente.
Especialista Indicado
Médico de família ou clínico geral
Quando Procurar Emergência
Busque pronto atendimento com edema súbito, dor intensa, febre ou falta de ar.
Linhas de Apoio
Disque Saúde 136 SUS Central CAPS

CIDs Relacionados

R60.0 I50.9 I87.2 N18.9 Z79.899

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.