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cid e782
CID-10

Dislipidemia mixta inespecífica

Dislipidemia mista

Resumo

Dislipidemia mixta aumenta lipídios no sangue; manejo envolve estilo de vida e, se preciso, medicação.

Identificação

Código Principal
E78.2
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Distúrbios do metabolismo de lipoproteínas, não especificados
Nome em Inglês
Mixed Lipoprotein Metabolism Disorder
Outros Nomes
Dislipidemia mista • Hiperlipidemia mista • Dislipidemia de lipoproteínas • Distúrbio lipoproteico • Dislipoproteinopatia mixta
Siglas Comuns
DLP LDL HDL

Classificação

Capítulo CID
Capítulo IV - Distúrbios do metabolismo lipídico
Categoria Principal
Distúrbios metabólicos lipídicos
Subcategoria
Dislipidemias mistas
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais mostram aumento de dislipidemias; variações por idade e etnia.
Prevalência no Brasil
Brasil tem alta carga de fatores de risco lipídico, com variações regionais.
Faixa Etária Principal
Adultos de meia-idade a idosos
Distribuição por Sexo
Distribuição equilibrada, com leve predomínio em homens
Grupos de Risco
Obesidade Sedentarismo Diabetes tipo 2 Hiperlipidemia familiar Tabagismo
Tendência Temporal
Tendência global de aumento, associada a obesidade, dieta rica e envelhecimento.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Dislipidemia mixta decorrente de fatores genéticos combinados com estilo de vida
Mecanismo Fisiopatológico
Acúmulo de lipídios nas lipoproteínas altera função de captação, elevando risco aterosclerótico.
Fatores de Risco
Obesidade central Sedentarismo Diabetes Hipertensão Genética familiar Tabagismo
Fatores de Proteção
Dieta equilibrada Exercício regular Controle glicêmico Peso saudável
Componente Genético
Contribuição genética moderada a forte em alguns perfis, com herança multifatorial.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Lipídios elevados costumam ser assintomáticos; diagnóstico por exames.
Sintomas Frequentes
Xantomas cutâneos
Arco corneano arcus
Hiperlipidemia detectada em exames
Quadro metabólico associado
Dor abdominal não específica
Sinais de Alerta
  • Dor torácica súbita
  • Pálidez com tontura
  • Sinais de infarto
  • Pancreatite aguda
  • Sinais de acidente vascular
Evolução Natural
Pode progredir sem tratamento; aterosclerose e doenças cardíacas aparecem mais cedo.
Complicações Possíveis
Aterosclerose precoce Doença arterial coronária AVC Pancreatite hipertrigliceridêmica Dano endotelial

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Níveis lipídicos elevados em medições repetidas com padrão lipoproteico.
Exames Laboratoriais
Perfil lipídico LDL-C HDL-C Triglicerídeos Proteína lipoproteica
Exames de Imagem
ECG de base Ecocardiograma se clinicamente indicado Ultrassom carotídeo Angio-Tomografia conforme necessidade
Diagnóstico Diferencial
  • Outras hiperlipidemias
  • Hipotireoidismo
  • NAFLD
  • Diabetes não controlado
  • Doenças renais
Tempo Médio para Diagnóstico
Geralmente semanas a meses, dependendo de suspeita clínica

Tratamento

Abordagem Geral
Redução de lipídios via dieta, atividade física e, quando indicado, terapia farmacológica.
Modalidades de Tratamento
1 Mudanças de estilo de vida
2 Estatina ou equivalentes
3 Terapias inibidoras PCSK9
4 Tratamento de comorbidades
5 Acompanhamento periódico
Especialidades Envolvidas
Cardiologia Endocrinologia Nutrição Genética Medicina interna
Tempo de Tratamento
Tratamento de longo prazo; ajuste conforme metas lipídicas
Acompanhamento
Consultas a cada 3-6 meses para ajuste e monitoramento lipídico

Prognóstico

Prognóstico Geral
Bom com manejo adequado, redução de eventos cardíacos é possível.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Adesão ao tratamento
  • Controle de peso
  • Dieta saudável
  • Sem diabetes
Fatores de Mau Prognóstico
  • Baixa adesão
  • Diabetes não controlado
  • Hipertensão mari controlada
  • Fatores genéticos intensos
Qualidade de Vida
Pode diminuir com tratamento intenso, mas melhora com controle lipídico

Prevenção

Prevenção Primária
Dieta equilibrada, atividade física e peso saudável reduzem risco de dislipidemia.
Medidas Preventivas
Reduzir gorduras saturadas
Aumentar fibras
Exercício 150 min/semana
Controle do peso
Não fumar
Rastreamento
Acompanhamento de lipídios e fatores de risco conforme orientação clínica.

Dados no Brasil

Distribuição Regional
Brasil: variações regional; sudeste e sul com maior registro lipídico.

Perguntas Frequentes

1 Qual a diferença entre HDL e LDL?
HDL protege o coração; LDL pode entupir artérias. Meta depende de risco.
2 Precisa de medicamento sempre?
Nem todo caso exige fármaco; é avaliação médica para metas lipídicas.
3 Como é feito o diagnóstico?
Perfil lipídico, exames de sangue e avaliação clínica.
4 Dieta ajuda muito?
Sim; reduzir gorduras saturadas e aumentar fibras melhora lipídios.
5 Posso prever meu risco?
Avaliação combinada de lipídios, pressão e peso estima risco.

Mitos e Verdades

Mito

colesterol alto some com dieta sem tratamento.

Verdade

exige manejo contínuo, com exames e, se necessário, medicação.

Mito

só idosos ficam com lipídios altos.

Verdade

jovens com genética podem ter lipídios elevados.

Mito

estatinas fazem mal para todos.

Verdade

quando indicadas, estatinas reduzem risco vascular com monitoramento.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Primeiro procure clínica ou médico de confiança; início com clínico geral.
Especialista Indicado
Cardiologista
Quando Procurar Emergência
Dor no peito, falta de ar, mal estar súbito; procure pronto atendimento.
Linhas de Apoio
SUS 136 Centros de referência local

CIDs Relacionados

E78.2 E78.0 E78.1 E78.5 E78.9

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.