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cid e29.1
CID-10

Insuficiência ovariana primária

Falência ovariana prematura

Resumo

POI ocorre quando os ovários param de funcionar cedo; manejo melhora sintomas.

Identificação

Código Principal
E29.1
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Insuficiência ovariana primária
Nome em Inglês
Primary ovarian insufficiency
Outros Nomes
POI • Insuficiência ovariana • falência ovariana • menopausa precoce • insuficiência ovariana primária
Siglas Comuns
POI IOP POI Primária

Classificação

Capítulo CID
Capítulo IX - Doenças do sistema endócrino reprodutivo
Categoria Principal
Distúrbios da reprodução
Subcategoria
Insuficiência ovariana primária
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
POI afeta cerca de 0,5-1% das mulheres em idade fértil.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais são limitados; tendência semelhante global.
Faixa Etária Principal
até 40 anos
Distribuição por Sexo
predomina em mulheres
Grupos de Risco
História familiar de POI Autoimunidade Radioterapia pélvica Quimioterapia gonadotóxica Cirurgia ovariana
Tendência Temporal
Detecção tem aumentado com acesso a testes hormonais.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Perda progressiva de folículos ovarianos, etiologia multifatorial.
Mecanismo Fisiopatológico
Perda de reserva folicular com deficiência estrogênica progressiva.
Fatores de Risco
História familiar de POI Autoimunidade Radioterapia pélvica Quimioterapia gonadotóxica Tabagismo Cirurgia ovariana
Fatores de Proteção
Detecção precoce de sinais Tratamento hormonal adequado Estilo de vida saudável Acesso a orientação genética
Componente Genético
Contribuição genética moderada, com genes ainda em estudo.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Amenorreia ou irregularidade menstrual antes dos 40.
Sintomas Frequentes
Amenorreia/oligomenorreia
Secura vaginal
Fogachos
Infertilidade
Secundárias alterações ósseas
Fadiga
Sinais de Alerta
  • Dor abdominal súbita na pelve
  • Sangramento vaginal intenso sem explicação
  • Sinais de deficiência de estrogênio
  • Deficiência grave de hormônios
  • Dor ao urinar persistente
Evolução Natural
Sem tratamento, sintomas persistem; reposição melhora qualidade de vida e óssea.
Complicações Possíveis
Osteoporose Infertilidade Secura vaginal Alterações de humor Risco cardiovascular leve

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Amenorreia antes dos 40, FSH elevado em 2 exames, AMH baixo.
Exames Laboratoriais
FSH elevado LH elevado AMH baixo Estradiol baixo TSH normal
Exames de Imagem
Ultrassom transvaginal com poucos folículos Avaliação ovariana Densitometria óssea opcional RM se indicado
Diagnóstico Diferencial
  • Menopausa natural precoce
  • Amenorreia hipotalâmica
  • Hipogonadismo central
  • Distúrbios gonadotróficos
  • Endometriose tratada
Tempo Médio para Diagnóstico
Meses a anos, dependendo de sintomas e acesso a exames.

Tratamento

Abordagem Geral
Reposição hormonal e manejo de ósseos; foco no bem‑estar e na fertilidade futura.
Modalidades de Tratamento
1 Terapia hormonal de reposição
2 Acompanhamento metabólico
3 Suplementação de cálcio/vitamina D
4 Apoio psicossocial
5 Planos de fertilidade
Especialidades Envolvidas
Ginecologia Endocrinologia Genética Psicologia Reabilitação óssea
Tempo de Tratamento
Duração personalizada conforme idade e objetivo.
Acompanhamento
Consultas semestrais para ajuste hormonal e densidade óssea.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Variável; com tratamento, boa qualidade de vida é possível.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Início precoce do tratamento
  • Adesão ao acompanhamento
  • Boa saúde geral
  • Estabilidade hormonal
Fatores de Mau Prognóstico
  • Idade avançada no diagnóstico
  • Infertilidade persistente
  • Deficiência óssea progressiva
  • Autoimunidade ativa
Qualidade de Vida
Melhora com reposição hormonal, apoio emocional e saúde óssea.

Prevenção

Prevenção Primária
Não é sempre evitável; reconhecer sinais precocemente ajuda.
Medidas Preventivas
Acompanhamento médico regular
Dieta rica em cálcio
Exercício físico
Não fumar
Gerenciar autoimunidade
Rastreamento
Avaliações hormonais regulares e densitometria conforme idade.

Dados no Brasil

Baixas; influi mais a gravidade de sintomas.
Internações/Ano
Raro, não pela POI em si.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Mais diagnóstico em regiões com acesso à saúde.

Perguntas Frequentes

1 POI pode curar?
Não há cura; tratamento alivia sintomas e protege saúde.
2 Posso engravidar com POI?
Gravidez espontânea é rara; fertilidade depende da reserva folicular.
3 Quais exames confirmam POI?
FSH alto em dois testes, AMH baixo, ultrassom com poucos folículos.
4 Risco de osteoporose?
Deficiência estrogênica aumenta risco; reposição ajuda osteoporose.
5 Tempo para iniciar reposição hormonal?
Depende; iniciação ocorre após avaliação médica.

Mitos e Verdades

Mito

POI impede gravidez

Verdade

Gravidez espontânea possível, embora improvável.

Mito

reposição hormonal causa câncer

Verdade

RH indicada é segura com monitoramento médico.

Mito

POI surge só na menopausa

Verdade

Pode ocorrer antes da menopausa natural.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure ginecologista ou endocrinologista ao notar irregularidades.
Especialista Indicado
Ginecologista
Quando Procurar Emergência
Dor forte, sangramento intenso ou desmaio.
Linhas de Apoio
Linha POI Brasil Centro de orientação médica SUS ligação 136

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E29.1

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.