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cid e23.0
CID-10

Hipopituitarismo

Falta de hormônios pituitários

Resumo

Hipopituitarismo ocorre quando a hipófise não manda hormônios suficientes.

Identificação

Código Principal
E23.0
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Hipopituitarismo: deficiência de hormônios hipofisários
Nome em Inglês
Hypopituitarism
Outros Nomes
Hipopituitarismo • Deficiência pituitária • Doença hipofisária • Insuficiência hipofisária • Hipopituitarismo congênito
Siglas Comuns
HPi HypoPit HPF

Classificação

Capítulo CID
Capítulo IV - Doenças Endócrinas, Nutricionais e Metabólicas
Categoria Principal
Distúrbios hipofisários
Subcategoria
Hipopituitarismo primário/secundário
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Prevalência global baixa; varia pela etiologia, dados imprecisos.
Prevalência no Brasil
Dados brasileiros limitados; estimativas nacionais não são firmes.
Faixa Etária Principal
Adultos jovens a meia-idade, com variações por etiologia.
Distribuição por Sexo
Proporção geralmente similar entre sexos; diferenças por etiologia.
Grupos de Risco
História familiar de endócrinos Trauma craniano Radioterapia craniana Neoplasias sellar Doenças autoimunes
Tendência Temporal
Tendência estável; diagnósticos mais precoces aumentam detecção.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Dano hipofisário ou hipotalâmico levando a deficiência hormonal.
Mecanismo Fisiopatológico
Falha na secreção de hormônios pela hipófise, com impactoa GH, TSH, ACTH e gonadotropos.
Fatores de Risco
Trauma craniano grave Cirurgia hipofisária Radioterapia cerebral Neoplasias sellares Doenças autoimunes
Fatores de Proteção
Detecção precoce de sinais Tratamento adequado de tumores hipofisários Acesso a endocrinologia Monitoramento regular
Componente Genético
Pode ocorrer de forma congênita em mutações; varia entre indivíduos.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Fadiga persistente associada a fraqueza e alterações hormonais.
Sintomas Frequentes
Fadiga extrema
Ganho de peso localizado
Intolerância ao frio
Disfunção sexual
Diminuição da massa muscular
Sinais de Alerta
  • cefaleia súbita com déficits visuais
  • fraqueza marcada
  • hipotensão
  • confusão
  • coma (em crise adrenal)
Evolução Natural
Sem tratamento, piora lenta, afetando várias funções hormonais ao longo dos anos.
Complicações Possíveis
Deficiências múltiplas de hormônios Baixa estatura em crianças Osteoporose Infertilidade Alterações metabólicas

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Suspeita clínica com confirmação hormonal e imagem de hipófise.
Exames Laboratoriais
IGF-1 baixo TSH e T4 Cortisol matinal e ACTH LH/FSH com estradiol/testosterona Prolactina
Exames de Imagem
RM pituitária RM da região sellar TC craniana
Diagnóstico Diferencial
  • Hipotireoidismo primário
  • Insuficiência suprarrenal primária
  • Síndrome de Sheehan
  • Distúrbios hipotalâmicos
  • Síndrome de Cushing
Tempo Médio para Diagnóstico
Diagnóstico costuma ocorrer após avaliação de sinais hormonais defeituosos.

Tratamento

Abordagem Geral
Reposição hormonal personalizada e monitoramento periódico.
Modalidades de Tratamento
1 Reposição hormonal
2 Cirurgia de tumores hipofisários
3 Radioterapia quando indicada
4 Gestão de comorbidades
5 Acompanhamento nutricional
Especialidades Envolvidas
Endocrinologia Neurocirurgia Radiologia Ginecologia/Andrologia Medicina de Família
Tempo de Tratamento
Longo prazo, com ajustes periódicos.
Acompanhamento
Consultas a cada 3-6 meses, com monitoramento de hormônios.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Variável conforme etiologia e adesão ao tratamento.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Diagnóstico precoce
  • Adesão ao tratamento
  • Controle de tumores
Fatores de Mau Prognóstico
  • Deficiências múltiplas não corrigidas
  • Complicações graves
  • Neoplasias agressivas
Qualidade de Vida
Pode melhorar significativamente com reposição e acompanhamento.

Prevenção

Prevenção Primária
Não há prevenção direta; reduzir traumas e tratar tumores com cuidado.
Medidas Preventivas
Controle de traumas cranianos
Acompanhamento de tumores hipofisários
Vacinação adequada
Nutrição equilibrada
Exercício regular
Rastreamento
Não há rastreamento universal; avaliação quando houver sinais.

Dados no Brasil

Varia por região; casos hospitalizados geralmente por tumores ou crises.
Internações/Ano
Mortalidade relacionada a condições associadas, não à deficiência isolada.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Mais registros em centros grandes; acesso regional influencia.

Perguntas Frequentes

1 O que diferencia hipopituitarismo de outras falhas hormonais?
Deficiências múltiplas de hormônios derivam de falha hipofisária; exige avaliação hormonal ampla.
2 Qual é o papel da reposição hormonal?
Restabelece funções vitais, melhora energia, crescimento, reprodução e metabolismo.
3 É possível curar hipopituitarismo?
Não há cura única; tratamento mantém hormônios estáveis e qualidade de vida.
4 Como prevenir complicações?
Acesso contínuo a tratamento, exames regulares e manejo de comorbidades.
5 Tempo típico de consulta?
Consulta inicial e ajustes a cada 3-6 meses conforme evolução.

Mitos e Verdades

Mito

afeta apenas adultos.

Verdade

crianças também podem ter deficiências hormonais.

Mito

reposição hormonal é perigosa.

Verdade

com supervisão melhora sinais e não é inerentemente arriscada.

Mito

diagnóstico exige cirurgia.

Verdade

exames de sangue e imagem definem o diagnóstico; cirurgia apenas se tumor.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure endocrinologista ou clínica geral para avaliação hormonal.
Especialista Indicado
Endocrinologista
Quando Procurar Emergência
Sinais de crise adrenal: vômitos, desmaio, dor abdominal intensa.
Linhas de Apoio
Link: serviços de apoio em sua cidade SUS 136 CEAME local

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.