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cid e10.9
CID-10

Diabetes mellitus tipo 1 sem complicações

Diabetes tipo 1

Resumo

DM1 exige insulina diária; controle glicêmico mantém qualidade de vida.

Identificação

Código Principal
E10.9
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Diabetes mellitus tipo 1 sem complicações
Nome em Inglês
Type 1 diabetes mellitus
Outros Nomes
Diabete juvenil • DM1 • Diabetes insulinodependente • Diabetes infantil • Diabetes tipo 1
Siglas Comuns
DM1 DMT1 DM tipo 1

Classificação

Capítulo CID
Capítulo IV - Doenças Endócrinas, Nutricionais e Metabólicas
Categoria Principal
Diabetes mellitus
Subcategoria
Diabetes mellitus tipo 1
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Prevalência mundial de DM1 varia; estimadas 0,3-0,5% da população global.
Prevalência no Brasil
Brasil: DM1 representa ~0,2-0,4% da população jovem.
Faixa Etária Principal
Crianças e adolescentes, pico 5-14 anos
Distribuição por Sexo
Quase equitativa entre meninos e meninas
Grupos de Risco
Historia familiar de DM1 HLA-DR4/DR3 Infecções virais prévias Obesidade infantil Exposição ambiental
Tendência Temporal
Tendência global estável, variações regionais por etnia e detecção precoce.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Destruição autoimune das células beta pancreáticas, com predisposição genética e gatilhos ambientais.
Mecanismo Fisiopatológico
Destruição progressiva de células beta, déficit de insulina e hiperglicemia crônica.
Fatores de Risco
Historia familiar de DM1 HLA-DR4/DR3 Infecções virais na infância Excesso de peso infantil Ambiente geográfico Autoimunidade preexistente
Fatores de Proteção
Aleitamento prolongado Dieta equilibrada Vitamina D adequada Exercício regular
Componente Genético
Herança poligênica com susceptibilidade HLA; risco aumentado em familiares.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Poliúria com sede descontrolada e perda de peso não intencional.
Sintomas Frequentes
Sede excessiva
Cansaço extremo
Visão turva
Perda de peso
Fome aumentada
Fraqueza
Sinais de Alerta
  • Dor no peito com episódios de falta de ar
  • Confusão súbita
  • Desmaio
  • Vômitos persistentes com dor abdominal
  • Sinais de cetose
Evolução Natural
Sem tratamento, hiperglicemia progride; com manejo, controle é alcançável.
Complicações Possíveis
Cetoacidose diabética recorrente Hipoglicemias graves Retinopatia precoce Nefropatia diabética Neuropatia periférica tardia

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Glicose elevada com sintomas, cetonúria; anticorpos DM1 positivos; peptídeo C baixo.
Exames Laboratoriais
Glicemia de jejum HbA1c Autoanticorpos DM1 Peptídeo C baixo Cetonúria
Exames de Imagem
Ultrassom abdominal Avaliação renal Exame oftalmológico inicial Ecos comorbidades se necessário
Diagnóstico Diferencial
  • Diabetes tipo 2 em jovens
  • Diabetes gestacional com DM1
  • MODY
  • Infecção grave com glicose elevada
  • Hiperglycemia de estresse
Tempo Médio para Diagnóstico
Varia de dias a semanas até confirmação

Tratamento

Abordagem Geral
Abordagem multidisciplinar com insulinoterapia, monitorização glicêmica e educação em saúde.
Modalidades de Tratamento
1 Insulinoterapia
2 Monitorização glicêmica
3 Planejamento de refeições
4 Educação terapêutica
5 Gestão de hipoglicemias
Especialidades Envolvidas
Endocrinologia Nutrição Enfermagem diabetes Psicologia Educação em saúde
Tempo de Tratamento
Duração vitalícia com ajustes periódicos
Acompanhamento
Consultas regulares, monitorização de glicose e ajuste terapêutico

Prognóstico

Prognóstico Geral
Com manejo adequado, boa qualidade de vida e vida estável.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Início precoce com tratamento
  • Adesão ao regime
  • Controle glicêmico estável
  • Acesso a educação em saúde
Fatores de Mau Prognóstico
  • Baixa adesão ao tratamento
  • Infecções recorrentes
  • Comorbidades não controladas
  • Falta de acesso a insumos
Qualidade de Vida
Pode ser alta com suporte, educação, insulina acessível e rede de apoio.

Prevenção

Prevenção Primária
Prevenção primária não definida; foco em saúde geral e vigilância.
Medidas Preventivas
Aleitamento materno
Vacinação adequada
Nutrição balanceada
Atividade física regular
Acesso a insumos de diabetes
Rastreamento
Diagnóstico por sinais clínicos e exames laboratoriais; não tem rastreio único

Dados no Brasil

Internações por DM1 são menos frequentes com bom controle.
Internações/Ano
Óbitos por DM1 são menos comuns com acesso a insulina.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Regiões com melhor acesso apresentam maior detecção; variações rurais.

Perguntas Frequentes

1 DM1 é curável?
Não há cura; controle glicêmico com insulina é essencial.
2 Quem pode ter DM1?
Pode ocorrer em crianças e adultos; forte componente genético autoimune.
3 DM1 exige insulina permanente?
Sim, insulina é necessária para vida; pílulas não substituem.
4 Como prevenir complicações?
Controle glicêmico, alimentação, exercícios e educação em saúde.
5 Sinais de alerta importantes?
Sede excessiva, urina frequente, fraqueza súbita ou visão turva.

Mitos e Verdades

Mito

DM1 é causado apenas pelo consumo de açúcar.

Verdade

DM1 envolve autoimunidade e genética; não é culpa do consumo.

Mito

DM1 pode curar com dieta radical.

Verdade

Dieta auxilia, mas não cura; insulinoterapia é essencial.

Mito

DM1 afeta apenas crianças.

Verdade

Pode surgir em adultos jovens; perfil é variável.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Primeiro passo: procure médico geral ou pronto atendimento se sintomas graves.
Especialista Indicado
Endocrinologista (adulto ou pediátrico)
Quando Procurar Emergência
Cetose, vômitos, dor abdominal, confusão; vá ao pronto-socorro.
Linhas de Apoio
0800-DM1-SUPORTE SUS 136

CIDs Relacionados

E10.9 E10.8 E11.9 Z79.4 R73.9

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.