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cid e04
CID-10

Outras alterações da tireoide

Distúrbios tireoidianos não específicos

Resumo

E04 engloba distúrbios da tireoide não específicos, com bócio ou nódulos; diagnóstico envolve ultrassom e hormônios.

Identificação

Código Principal
E04
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Outras alterações da tireoide
Nome em Inglês
Other thyroid disorders
Outros Nomes
Outras alterações da tireoide • Distúrbios tireoidianos • Bócio não específico • Doenças da tireoide inespecíficas • Anomalias tireoidianas

Classificação

Capítulo CID
Capítulo IV - Doenças Endócrinas, Nutricionais e Metabólicas
Categoria Principal
Distúrbios da tireoide
Subcategoria
Outras afecções da tireoide
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Prevalência global varia por subtipo; bócio não tóxico é comum em áreas com iodação insuficiente.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais limitados; variação regional conforme iodação e acesso a médicos.
Faixa Etária Principal
Adultos de meia-idade
Distribuição por Sexo
Predomínio feminino
Grupos de Risco
Deficiência de iodo Sexo feminino História familiar Idade adulta Radiação cervical
Tendência Temporal
Tendência estável nos últimos anos

Etiologia e Causas

Causa Principal
Origem multifatorial; concentra-se em alterações tireoidianas não específicas.
Mecanismo Fisiopatológico
Alterações estruturais da tireoide que podem levar a bócio, nódulos ou disfunção hormonal
Fatores de Risco
Deficiência de iodo Sexo feminino História familiar Idade adulta Radiação cervical
Fatores de Proteção
Dieta com iodo adequado Sal iodado regular Acesso a acompanhamento endocrinológico Controle de radiação desnecessária
Componente Genético
Contribuição genética em subtipos específicos; não determina todos os casos

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Bócio visível ou palpável é comum
Sintomas Frequentes
Bócio palpável
Pressão no pescoço
Fadiga leve
Alteracoes de peso moderadas
Irregularidades menstruais
Sinais de Alerta
  • Nó que cresce rápido
  • dor intensa no pescoço
  • Dificuldade para respirar
  • Sinais de hipotireoidismo grave
  • Disfagia significativa
Evolução Natural
Sem tratamento, tende a progredir lentamente; com manejo adequado, pode estabilizar
Complicações Possíveis
Compressão de vias aéreas Dificuldade para engolir Hipotireoidismo crônico Hipertireoidismo em condições associadas Nódulos malignos em alguns casos

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Avaliação clínica com bócio, ultrassom e hormônios TSH/T4
Exames Laboratoriais
TSH T4 livre Anticorpos anti-TPO Anticorpos anti-TG Perfil lipídico
Exames de Imagem
Ultrassom tiroide Cintilografia tiroideia Tomografia/ RM apenas com indicação PAAF guiada
Diagnóstico Diferencial
  • Nódulo maligno tireoidiano
  • Bócio endêmico
  • Hipotireoidismo primário
  • Hipertireoidismo subclínico
  • Inflamação tireoidiana (tiroidite)
Tempo Médio para Diagnóstico
Diagnóstico típico em semanas; PAAF acelera confirmação

Tratamento

Abordagem Geral
Acompanhamento clínico, monitoramento hormonal e decisões conforme tamanho e função
Modalidades de Tratamento
1 Observação
2 Terapia hormonal substitutiva
3 Cirurgia de bócio
4 Acompanhamento por ultrassom
5 Correção de deficiência de iodo
Especialidades Envolvidas
Endocrinologia Cirurgia de Cabeça e Pescoço Radiologia Patologia Nutrição
Tempo de Tratamento
Duração depende do subtipo e função hormonal
Acompanhamento
Consultas regulares a cada 6-12 meses para monitorar TSH e tamanho do bócio

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva geralmente favorável com diagnóstico e manejo adequados
Fatores de Bom Prognóstico
  • Função tireoidiana normal
  • Bócio pequeno
  • Diagnóstico precoce
  • Adesão ao tratamento
Fatores de Mau Prognóstico
  • Nódulo suspeito de malignidade
  • Hipotireoidismo grave
  • Comorbidades relevantes
  • Atraso no diagnóstico
Qualidade de Vida
Impacto variável; manejo adequado melhora bem-estar

Prevenção

Prevenção Primária
Mantém dieta com iodo adequado e evita radiação desnecessária no pescoço
Medidas Preventivas
Iodo suficiente na dieta
Sal iodado regular
Acesso a avaliação médica
Evitar radiação desnecessária
Rotina de exames quando indicado
Rastreamento
Não há rastreamento universal; orientar avaliação se houver sinais

Dados no Brasil

Estimativas variam; milhares de internações anuais dependem do subtipo
Internações/Ano
Óbitos variam com câncer associado; não há número único
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Regiões com menor iodação apresentam maior carga; há variação regional

Perguntas Frequentes

1 Quais sinais indicam distúrbios da tireoide?
Cansaço persistente, ganho ou perda de peso, bócio visível, sensibilidade a frio ou calor.
2 Como confirmar diagnóstico?
Avaliação clínica, hormônios tiroide e ultrassom; biópsia se necessário.
3 Quando é preciso cirurgia?
Quando bócio grande, compressão ou nódulos suspeitos de câncer.
4 É possível prevenir?
Dieta com iodo adequado e evitar radiação desnecessária; exames conforme indicação.
5 Qual é o impacto na qualidade de vida?
Pode ser bem controlado com tratamento e acompanhamento, mantendo bem-estar.

Mitos e Verdades

Mito

Mito comum: bócio sempre é câncer

Verdade

na maioria é benigno; investigação é necessária.

Mito

iodo cura tudo

Verdade

iodo previne deficiências; não trata todas as causas.

Mito

cirurgia é a primeira opção

Verdade

cirurgia é considerada quando há indicação específica.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure clínico ou endocrinologista ao observar bócio, cansaço ou alterações de peso
Especialista Indicado
Endocrinologista
Quando Procurar Emergência
Dificuldade para respirar, engolir, inchaço de pescoço; procure pronto atendimento
Linhas de Apoio
Ligue para serviços de saúde locais Grupos de apoio regional Linha de orientação de tireoide

CIDs Relacionados

E04.0 E04.1 E04.2 E04.8 E04.9

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.