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cid drc
CID-10

Doença Renal Crônica (DRC)

Doença Renal Crônica

Resumo

Condição renal crônica que exige cuidado contínuo e prevenção de complicações.

Identificação

Código Principal
cid drc
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Doença Renal Crônica (DRC) segundo OMS, definição clínica e diagnóstico padrão
Nome em Inglês
Chronic Kidney Disease (CKD)
Outros Nomes
Nefropatia Crônica • Insuficiência Renal Crônica • DRC • Nefropatia crônica • Doença do rim crônica
Siglas Comuns
CKD DRC Nefropatia Crônica

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XIV - Doenças do aparelho urinário
Categoria Principal
Doenças renais e urinárias
Subcategoria
Doença renal crônica (DRC)
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Aproximadamente 10% da população global tem DRC, variando por idade e comorbidades.
Prevalência no Brasil
Estimativas nacionais variam entre 5% e 10%.
Faixa Etária Principal
Adultos 40 anos ou mais
Distribuição por Sexo
Levemente mais comum em homens
Grupos de Risco
Hipertensão arterial Diabetes mellitus Idade avançada Obesidade Histórico familiar
Tendência Temporal
Aumento gradual com envelhecimento populacional

Etiologia e Causas

Causa Principal
Dano renal progressivo envolvendo glomérulos, parênima e vasos
Mecanismo Fisiopatológico
Dano renal progressivo com fibrose e inflamação, levando à queda da taxa de filtração
Fatores de Risco
Diabetes Hipertensão Obesidade Tabagismo História familiar Idade
Fatores de Proteção
Controle glicêmico Pressão arterial bem controlada Hidratação adequada Adesão ao tratamento
Componente Genético
Predisposição genética presente em nefropatias hereditárias

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Fadiga persistente com edema e alterações urinárias
Sintomas Frequentes
Fadiga constante
Edema em pés e tornozelos
Hipertensão
Alteração da diurese
Dores lombares leves
Náuseas ocasionais
Sinais de Alerta
  • Inchaço súbito nos membros
  • Sede excessiva sem ganho de peso
  • Alteração repentina de urina
  • Dor no peito com edema
  • Confusão ou sonolência
Evolução Natural
Evolução lenta para deterioração progressiva da função renal
Complicações Possíveis
Anemia Osteodistrofia renal Hipertensão resistente Fraqueza cardíaca Doença cardiovascular

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
TFGe baixa persistente e dano renal
Exames Laboratoriais
TFGe estimada baixa Creatinina elevada Proteinúria Hemácias na urina Albumina baixa
Exames de Imagem
Ultrassom renal RM ou TC conforme necessidade Cintilografia renal Avaliação de obstrução
Diagnóstico Diferencial
  • Nefrite aguda
  • Nefropatia diabética sem CKD
  • Doença urinária obstrutiva
  • Desidratação grave
  • Doença renal aguda
Tempo Médio para Diagnóstico
Geralmente meses a anos desde o início de sinais

Tratamento

Abordagem Geral
Preservar função renal com controle de diabetes, pressão e lesões; prevenção de complicações
Modalidades de Tratamento
1 Controle glicêmico
2 Controle pressórico
3 Dieta renal
4 Terapia de reposição renal
5 Diálise ou transplante
Especialidades Envolvidas
Nefrologia Clínica Geral Endocrinologia Nutrição Enfermagem
Tempo de Tratamento
Curso crônico, com revisões periódicas
Acompanhamento
Consultas regulares, monitoramento de função renal, pressão e anemia

Prognóstico

Prognóstico Geral
Varia conforme idade e estadiamento; progressão para falência renal possível
Fatores de Bom Prognóstico
  • Controle glicêmico
  • Pressão estável
  • Dieta adequada
  • Adesão ao tratamento
Fatores de Mau Prognóstico
  • Diabetes mal controlado
  • Hipertensão não controlada
  • Anemia grave
  • Inflamação persistente
Qualidade de Vida
Impacto na rotina e trabalho, com possibilidade de melhoria com tratamento

Prevenção

Prevenção Primária
Controle de diabetes, hipertensão, hidratação e evitar nefrotoxinas
Medidas Preventivas
Controle glicêmico
Controle pressórico
Dieta equilibrada
Hidratação adequada
Evitar analgésicos nefrotoxicos
Rastreamento
Acompanhamento periódico de função renal, pressão, proteína na urina e comorbidades

Dados no Brasil

Milhares de internações anuais associadas à CKD no SUS.
Internações/Ano
Mortalidade relevante, com variações regionais.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Distribuição desigual, com maior impacto em áreas com envelhecimento.

Perguntas Frequentes

1 Quais são os sinais iniciais da DRC?
Fadiga, inchaço, alterações na urina e pressão alta; procure avaliação médica.
2 A DRC tem cura?
Não há cura na maioria dos casos; tratamento retarda progressão e trata complicações.
3 Quais exames ajudam no diagnóstico?
TFGe estimada, creatinina, proteinúria e ultrassom renal.
4 É possível prevenir a DRC?
Controle glicêmico, pressão arterial estável, dieta adequada e hidratação.
5 Como conviver com a doença no dia a dia?
Rotina de consultas, alimentação saudável, adesão ao tratamento e atividades simples.

Mitos e Verdades

Mito

CKD é apenas doença de idosos.

Verdade

pode surgir em adultos jovens com fatores de risco.

Mito

dieta sem proteína cura CKD.

Verdade

proteína moderada ajuda, conforme orientação médica.

Mito

diálise é dolorosa ou imediata.

Verdade

muitas pessoas toleram bem, com ajuste apropriado.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Converse com médico de família para avaliação inicial e encaminhamento
Especialista Indicado
Nefrologista
Quando Procurar Emergência
Sinais de alerta: edema súbito, dor intensa, falta de ar, confusão, dor no peito.
Linhas de Apoio
SUS 136 Centro de apoio CKD Rede de suporte local

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.