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cid dor na coluna
CID-10

Dorsalgia

Dor nas costas

Resumo

Dor nas costas é comum; postura e exercícios ajudam; procure orientação.

Identificação

Código Principal
M54.5
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Dorsalgia (dor dorsal) segundo a CID-10
Nome em Inglês
Back Pain (Dorsalgia)
Outros Nomes
Dorsalgia • Dor dorsal • Dor nas costas • Dor lombar • Lombalgia
Siglas Comuns
M54.5 Dorsalgia DP

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XIII - Doenças do sistema osteomuscular e tecido conectivo
Categoria Principal
Grupo: Dor da coluna vertebral
Subcategoria
Dor dorsalgia
Tipo de Condição
sintoma
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Prevalência global estimada em adultos: 10-15% ao longo da vida.
Prevalência no Brasil
Brasil: dor nas costas comum; estimativas 12-22% da população adulta.
Faixa Etária Principal
Adultos 30-60 anos, com variação.
Distribuição por Sexo
Distribuição equilibrada entre sexos; leve tendência feminina.
Grupos de Risco
Idosos Profissionais com esforço repetitivo Obesidade Tabagismo Má postura
Tendência Temporal
Tendência estável com leve aumento em países com envelhecimento populacional.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Fatores biomecânicos com desgaste, lesões musculares e sobrecarga repetida da coluna.
Mecanismo Fisiopatológico
Desgaste degenerativo, compressão neural, inflamação local e sensitização da dor.
Fatores de Risco
Idade avançada Sedentarismo Obesidade Tabagismo Má postura Carga física repetitiva
Fatores de Proteção
Exercício regular Postura correta Fortalecimento de core Peso saudável
Componente Genético
Contribui moderadamente; histórico familiar aumenta risco.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor axial na coluna, pior ao movimento, aliviando com repouso em alguns casos.
Sintomas Frequentes
Dor irradiada ocasional para glúteos
Rigidez matinal breve
Dor ao toque local
Piora ao ficar sentado por longos períodos
Melhora com mudança de posição
Espasmos musculares
Sinais de Alerta
  • Dor súbita com fraqueza progressiva
  • Perda de sensibilidade ou força
  • Febre alta com dor na coluna
  • Trauma com deformidade
  • Incontinência urinária ou fecal
Evolução Natural
Dor pode persistir com flutuações; pode tornar-se crônica sem tratamento.
Complicações Possíveis
Dor crônica Limitação funcional Distúrbios do sono Dependência de analgésicos Ansiedade relacionada à dor

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Anamnese focada, exame neurológico e indicação de imagem conforme necessidade.
Exames Laboratoriais
Hemograma PCR VHS Glicemia Ferritina
Exames de Imagem
Radiografia lombar RM lombar TC lombar Densitometria óssea
Diagnóstico Diferencial
  • Hérnia de disco lombar
  • Estenose espinhal
  • Dor miofascial
  • Fratura vertebral
  • Espondiloartrose
Tempo Médio para Diagnóstico
Varia; semanas a meses conforme acesso a imagem.

Tratamento

Abordagem Geral
Abordagem multidisciplinar com foco em dor, função e qualidade de vida.
Modalidades de Tratamento
1 Exercícios terapêuticos
2 Fisioterapia manual
3 Educação postural
4 Diminuir dor não farmacológica
5 Cirurgia apenas em indicação específica
Especialidades Envolvidas
Ortopedia Fisioterapia Neurologia Medicina de Reabilitação Fisiatria
Tempo de Tratamento
Duração típica de 6 a 12 semanas; ajustes conforme resposta.
Acompanhamento
Retornos semanais até estabilização; depois a cada 1-3 meses.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Geralmente bom com manejo ativo; dor pode tornar-se crônica sem adesão.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Exercício regular
  • Boa postura
  • Perda de peso
  • Adesão ao tratamento
Fatores de Mau Prognóstico
  • Dor persistente >6 meses
  • Comorbidades graves
  • Baixa adesão
  • Danos neurológicos progressivos
Qualidade de Vida
Impacto moderado a significativo; melhora com exercícios e apoio adequado.

Prevenção

Prevenção Primária
Atividade física regular, peso saudável, ergonomia no trabalho, alongamento diário.
Medidas Preventivas
Exercícios de core
Postura correta
Ergonomia de cadeira
Levantamento adequado de cargas
Pausa para alongamento no trabalho
Rastreamento
Avaliação clínica anual; imagens indicadas apenas com sinais de alerta ou progressão.

Dados no Brasil

Distribuição Regional
Regiões com envelhecimento e obesidade apresentam maior carga.

Perguntas Frequentes

1 Dor nas costas pode significar algo grave?
Na maioria das vezes não; sinais de alerta orientam a busca imediata por avaliação.
2 Como sabemos se é dor progressiva?
Avaliação clínica com exame neurológico e imagem se necessário.
3 Posso praticar exercícios com dor?
Pode, com supervisão; fortalece músculos e reduz dor, sem exceder limites.
4 Preciso cirurgia?
Cirurgia é rara; ocorre apenas com indicação específica e falha de outras opções.
5 Dói menos com repouso?
Repouso breve ajuda; movimento moderado geralmente acelera a recuperação.

Mitos e Verdades

Mito

dor nas costas aumenta apenas com a idade.

Verdade

fatores ergonômicos, atividade física e hábitos influenciam.

Mito

repouso total cura a dor.

Verdade

movimento adequado e reabilitação são eficazes.

Mito

dor lombar sempre exige cirurgia.

Verdade

a imensa maioria responde bem a tratamento conservador.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure médico de família; ele encaminha para ortopedia ou fisioterapia.
Especialista Indicado
Ortopedista ou fisioterapeuta.
Quando Procurar Emergência
Sinais de alerta: fraqueza súbita, perdas neurológicas, trauma grave.
Linhas de Apoio
SUS 136 Disque Saúde 136 SAMU 192

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.