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cid dor crônica
CID-10

Dor Crônica

Dor de longa duração

Resumo

Dor que persiste por meses; melhora com tratamento multidisciplinar e hábitos saudáveis.

Identificação

Código Principal
R52
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Dor crônica segundo OMS, código CID-10, dor persistente acima do tempo de cura.
Nome em Inglês
Chronic pain
Outros Nomes
Dor persistente • Dor contínua • Dor residual • Dor de fundo • Dor crônica persistente
Siglas Comuns
DCR DCr DorC

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XV - Dor e afecções relacionadas
Categoria Principal
Dores e síndromes dolorosas
Subcategoria
Dor crônica inespecífica
Tipo de Condição
sintoma
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
22% da população adulta sofre dor crônica em nível global.
Prevalência no Brasil
Estimativas nacionais variam entre 15-25% de adultos.
Faixa Etária Principal
Adultos de meia idade e idosos
Distribuição por Sexo
Mais comum em mulheres; variações por região.
Grupos de Risco
Adultos com doenças crônicas Idosos Pacientes com lesões crônicas Trabalhadores com esforço repetitivo Atletas com lesões repetidas
Tendência Temporal
Estabilidade geral, com aumento em populações urbanas e envelhecimento.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Origem multifatorial: nociceptiva, neuropática ou mistura; alguns casos sem causa identificável.
Mecanismo Fisiopatológico
Mecanismos de dor persistente envolvem sensibilização central e periférica, alterações neuromoduladoras e falhas de inibição.
Fatores de Risco
idade avançada sexo feminino obesidade histórico de dor estresse psicológico sedentarismo
Fatores de Proteção
ativo fisicamente boa saúde mental sono regular gestão de dor
Componente Genético
Contribuição genética moderada em alguns tipos de dor neuropática; herança multifatorial.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor persistente que varia ao longo do dia, localizada ou generalizada.
Sintomas Frequentes
Queimação, latejamento ou aperto
Hipersensibilidade ao toque
Rigidez matinal
Fadiga constante
Distúrbios de sono
Dificuldade de concentração
Sinais de Alerta
  • Fraqueza neurológica progressiva
  • Perda de controle urinário ou intestinal
  • Dor torácica súbita com piora
  • Febre alta com dor
  • Sinais de acidente vascular
Evolução Natural
Sem tratamento, dor pode persistir por meses a anos, com piora ligada a sono e mobilidade.
Complicações Possíveis
Redução da qualidade de vida Uso excessivo de analgésicos Isolamento social Depressão Ansiedade

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
História clínica detalhada, exame e exclusão de causas agudas; dor persistente por 3-6 meses.
Exames Laboratoriais
Hemograma TSH Glicose Creatinina PCR
Exames de Imagem
Radiografia MSK RM de região dolorida Ultrassom musculoesquelético TC quando indicado
Diagnóstico Diferencial
  • Fibromialgia
  • Artrite reumatoide
  • Síndrome de fadiga crônica
  • Neuropatias dolorosas
  • Dor visceral
Tempo Médio para Diagnóstico
Tempo médio de diagnóstico varia: meses a anos.

Tratamento

Abordagem Geral
Manejo multidisciplinar com educação, atividade física gradativa, sono e suporte emocional.
Modalidades de Tratamento
1 Fisioterapia
2 Analgesia não opioide
3 Terapias adjuvantes
4 Intervenções dolorosas
5 Educação em dor e autocuidado
Especialidades Envolvidas
Anestesiologia Reumatologia Fisiatria Psicologia Medicina de Família
Tempo de Tratamento
Duração variável; pode exigir meses a anos.
Acompanhamento
Consultas periódicas a cada 3-6 meses com reavaliação de função e tratamento.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva variável; com tratamento adequado, melhora funcional.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Engajamento terapêutico
  • Exercício regular
  • Sono adequado
  • Apoio psicossocial
Fatores de Mau Prognóstico
  • Dor refratária
  • Depressão grave
  • Comorbidades graves
  • Inadaptação ao tratamento
Qualidade de Vida
Impacta atividades diárias, trabalho e vida social; manejo adequado melhora.

Prevenção

Prevenção Primária
Promoção de saúde para reduzir lesões e condições predisponentes.
Medidas Preventivas
Exercício regular
Ergonomia
Sono de qualidade
Gestão do estresse
Controle de peso
Rastreamento
Avaliação clínica periódica para detectar condições associadas.

Dados no Brasil

Estimativas variam; internações relacionadas à dor crônica ocorrem no SUS.
Internações/Ano
Baixa mortalidade direta, morbidade significativa.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior prevalência em regiões com envelhecimento e acesso restrito.

Perguntas Frequentes

1 Por que dor persiste por meses?
Dor crônica envolve alterações no sistema nervoso; tratamento multidisciplinar ajuda a reduzir impactos.
2 É possível curar a dor crônica?
Pode não haver cura total; objetivo é controlar dor e melhorar qualidade de vida.
3 Quais exames são necessários?
Avaliação clínica guiar; exames básicos para descartar outras condições.
4 Como reduzir o risco de piora?
Exercícios, sono, alimentação, manejo de estresse e adesão ao plano terapêutico ajudam.
5 Posso seguir atividades normais?
Sim, com ajustes graduais e orientação da equipe de dor.

Mitos e Verdades

Mito

dor crônica é apenas psicológica.

Verdade

há bases biológicas reais, com alterações neurais.

Mito

analgésicos fortes resolvem tudo.

Verdade

manejo envolve exercícios, psicologia e reabilitação.

Mito

dor crônica significa fraqueza.

Verdade

não reflete fraqueza, apenas uma condição de saúde.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Unidade básica de saúde ou médico de família.
Especialista Indicado
Médico da dor (especialista)
Quando Procurar Emergência
Sinais como fraqueza súbita, fala dificultada, perda de controle, febre alta.
Linhas de Apoio
CVV 188 – apoio emocional SUS 136 – informações de saúde Dor Brasil (0800) 000-0000

CIDs Relacionados

R52 R53 G89.4 M54.5 F45.41

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.