contato@nztbr.com
cid dor coluna lombar
CID-10

Dor lombar inespecífica

Dor lombar comum

Resumo

Dor lombar é dor na região baixa das costas; melhora com movimento e exercícios.

Identificação

Código Principal
M54.5
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Lombalgia inespecífica de origem mecânica (OMS)
Nome em Inglês
Low back pain
Outros Nomes
lombalgia • dor lombar inespecífica • dor na lombar
Siglas Comuns
DL LBP LB

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XIII - Doenças do sistema musculoesquelético
Categoria Principal
Doenças do sistema musculoesquelético
Subcategoria
Dor lombar
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Prevalência mundial elevada; até 60-70% da população na vida.
Prevalência no Brasil
Brasil: alta carga entre adultos ativos, com variação regional.
Faixa Etária Principal
Adultos de meia-idade (25-65)
Distribuição por Sexo
Distribuição quase igual entre homens e mulheres; leve predomínio feminino.
Grupos de Risco
sedentarismo obesidade fatores ocupacionais idade avançada tabagismo
Tendência Temporal
Tendência estável a crescente com envelhecimento populacional.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Origem multifatorial relacionada a disfunção mecânica da coluna.
Mecanismo Fisiopatológico
Dor lombar resulta de lesões musculares, irritação facetária, compressões ou degeneração discal.
Fatores de Risco
sedentarismo obesidade trabalho com esforço repetitivo posturas inadequadas idade avançada fatores psicossociais
Fatores de Proteção
atividade física regular treinamento de core ergonomia no trabalho manutenção de peso saudável
Componente Genético
Contribuição genética moderada em lombalgia crônica

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor lombar persistente, piora com movimento e alivia com repouso
Sintomas Frequentes
dor irradiando para glúteos
rigidez matinal curta
dor ao ficar em pé longo
dor ao dobrar tronco
melhora com repouso
sensação de peso na região
Sinais de Alerta
  • dor súbita após trauma intenso
  • fraqueza progressiva
  • alteração de sensibilidade em membros
  • incontinência urinária ou fecal
  • dor que desperta à noite
Evolução Natural
Sem tratamento, dor pode persistir semanas a meses com variação.
Complicações Possíveis
limitação de mobilidade dor crônica sensação de fraqueza dependência de analgésicos queda na qualidade de vida

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Anamnese detalhada, exame físico e exclusão de causas graves
Exames Laboratoriais
hemograma completo PCR/VHS
Exames de Imagem
Radiografia lombar RM lombar TC lombar
Diagnóstico Diferencial
  • dor musculoesquelética
  • radiculopatia lombar
  • fratura vertebral
  • osteoartrite facetária
  • causa inflamatória rara
Tempo Médio para Diagnóstico
dias a semanas desde início dos sintomas

Tratamento

Abordagem Geral
Abordagem multimodal com exercícios, educação e manejo da dor, sem prescrição específica
Modalidades de Tratamento
1 exercícios terapêuticos
2 fisioterapia
3 técnicas de manejo da dor
4 educação postural
5 modalidades físicas (frio/calor)
Especialidades Envolvidas
Clínico geral Fisioterapeuta Neurologista Ortopedista Radiologista
Tempo de Tratamento
Variável; semanas a meses conforme resposta.
Acompanhamento
Retornos a cada 4-12 semanas; ajustes de exercícios

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva variável; muitos melhoram com manejo adequado
Fatores de Bom Prognóstico
  • boa adesão ao programa
  • ausência de radiculopatia
  • boa postura
  • controle de peso
Fatores de Mau Prognóstico
  • dor patológica subjacente
  • radiculopatia grave
  • fatores psicossociais
  • dor crônica resistente
Qualidade de Vida
Pode melhorar com tratamento; impacto significativo reduzido com reabilitação

Prevenção

Prevenção Primária
Manter peso estável, prática regular de atividades, boa ergonomia e alongamento diário
Medidas Preventivas
atividade física regular
treinamento de core
postura correta
pausas ativas no trabalho
ergonomia
Rastreamento
Não há rastreamento específico; avaliação clínica conforme sintomas

Dados no Brasil

Varia por região; média baixa entre adultos
Internações/Ano
Baixos; lombalgia inespecífica não é mortal
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Carga maior em áreas urbanas de populações mais velhas

Perguntas Frequentes

1 Dor lombar pode ser tratada sem cirurgia?
Sim; a maioria melhora com exercícios, fisioterapia e educação.
2 É seguro andar com dor lombar?
Movimento suave favorece recuperação; evitar repouso prolongado.
3 Quando procurar médico com dor lombar?
Sinais de alarme exigem avaliação rápida, como febre ou fraqueza.
4 Prevenção funciona?
Manter atividade física e ergonomia reduz episódios.
5 Qual a melhor posição para dormir?
Dormir de lado com joelhos flexionados costuma aliviar.

Mitos e Verdades

Mito

Repouso total cura lombalgia.

Verdade

Movimento gradual acelera recuperação; repouso prolongado atrasa.

Mito

Cirurgia é primeira opção.

Verdade

Cirurgia apenas com indicação clara e falha de manejo conservador.

Mito

Dor lombar é sempre sinal de doença grave.

Verdade

A maioria responde bem ao manejo não cirúrgico e à reabilitação.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure clínico ou fisioterapeuta para avaliação inicial
Especialista Indicado
Ortopedista ou neurologista
Quando Procurar Emergência
Sinais de alerta pedem atendimento rápido
Linhas de Apoio
SUS Central Disque 136 Disque 100

CIDs Relacionados

M54.5 M54.6

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.