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cid doença de crohn
CID-10

Doença de Crohn

Doença de Crohn

Resumo

Doença inflamatória intestinal com dor, diarreia e possível perda de peso; manejo envolve dieta, medicação e monitoramento.

Identificação

Código Principal
K50.9
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Crohn's disease
Nome em Inglês
Crohn's disease
Outros Nomes
Doença de Crohn iliaca • Crohn disease • Doença inflamatória intestinal Crohn • Crohn ileite • Doença de Crohn intestinal
Siglas Comuns
CD IBD-Crohn Crohn

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XI - Doenças do sistema digestivo
Categoria Principal
Doenças inflamatórias intestinais
Subcategoria
Crohn disease
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Prevalência global estimada: ~0,3% da população, com variações regionais e por idade.
Prevalência no Brasil
Brasil: prevalência alta, com variações regionais e diagnóstico cada vez mais precoce.
Faixa Etária Principal
16-35 anos
Distribuição por Sexo
Predomínio leve feminino
Grupos de Risco
Historia familiar de IBD Tabagismo Dieta ocidental Antibióticos prolongados Distúrbios autoimunes Estresse crônico
Tendência Temporal
Tendência global estável, com aumentos locais em jovens.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Causa multifatorial com resposta imune a microbiota intestinal em predisposição genética.
Mecanismo Fisiopatológico
Disfunção imune com hiperatividade linfocitária e resposta desbalanceada à microbiota, gerando inflamação transmural.
Fatores de Risco
Historia familiar de IBD Tabagismo Dieta ocidental Uso prolongado de antibióticos Distúrbios imunológicos Estresse crônico
Fatores de Proteção
Dieta rica em fibras Atividade física regular Não fumar Vacinação regular
Componente Genético
Fatores genéticos aumentam risco; herança multifatorial e variantes específicas associadas.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor abdominal recorrente com diarreia crônica.
Sintomas Frequentes
Dor abdominal constante
Diarreia com sangue ocasional
Perda de peso
Fadiga
Dor retal
Distúrbios de apetite
Sinais de Alerta
  • Perda de peso acentuada
  • Febre alta persistente
  • Sangramento intenso
  • Anemia refratária
  • Dor abdominal súbita
Evolução Natural
Sem tratamento, curso flutuante com exacerbações e remissões.
Complicações Possíveis
Fístulas Abscesso Estenose intestinal Deficiências nutricionais Carcinoma colorretal

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Avaliação clínica mais endoscopia com biópsia e exclusão de outras causas.
Exames Laboratoriais
Hemograma com anemia PCR elevada Albumina baixa Calprotectina fecal Ferritina baixa
Exames de Imagem
Endoscopia com biópsia RMN do intestino Enterografia por TC Ultrassom com elastografia
Diagnóstico Diferencial
  • Colite ulcerativa
  • Infecção intestinal
  • Doença diverticular
  • Isquemia intestinal
  • Micose intestinal
Tempo Médio para Diagnóstico
Meses a anos para confirmação.

Tratamento

Abordagem Geral
Controle da inflamação com estratégia escalonada e suporte nutricional.
Modalidades de Tratamento
1 Medicamentos anti-inflamatórios e imunomoduladores
2 Biológicos (anti-TNF, anti-integrinas)
3 Cirurgia quando necessário
4 Acompanhamento nutricional
5 Tratamento de fístulas
Especialidades Envolvidas
Gastroenterologia Cirurgia Nutrição Pediatria Psicologia
Tempo de Tratamento
Tratamento crônico de longo prazo, com ajustes periódicos.
Acompanhamento
Consultas regulares, monitoramento de peso, nutrientes, exames.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Varia conforme resposta ao tratamento; remissões comuns com manejo adequado.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Boa resposta inicial
  • Nutrição estável
  • Adesão ao tratamento
  • Acesso a terapias eficazes
Fatores de Mau Prognóstico
  • Resistência a medicações
  • Doença extensa
  • Fístulas complexas
  • Adesão inconsistente
Qualidade de Vida
Impacto na qualidade de vida; controle adequado melhora bem-estar e autonomia.

Prevenção

Prevenção Primária
Não há prevenção definitiva; evitar tabagismo e padrões de dieta podem ajudar.
Medidas Preventivas
Não fumar
Dieta balanceada
Hidratação adequada
Vacinação ativa
Monitoramento de alergias alimentares
Rastreamento
Acompanhamento de sintomas, exames periódicos e endoscopias conforme necessidade.

Dados no Brasil

Internações anuais variam por região e gravidade.
Internações/Ano
Óbitos variam por região; tendência de queda com tratamentos modernos.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior incidência no Sudeste e Sul; variações entre urbano e rural.

Perguntas Frequentes

1 É curável a Doença de Crohn?
Não há cura total; controle é possível com tratamento adequado.
2 Quais sinais indicam necessidade de atendimento?
Procure atendimento se dor forte, sangramento, febre ou vômitos persistentes.
3 Como é feito o diagnóstico?
Clínica, endoscopia com biópsia e imagem ajudam a confirmar.
4 Quanto tempo leva para a consulta médica?
Duração típica entre 20 e 40 minutos.
5 Como evitar recidivas?
Adesão a tratamento, dieta equilibrada e monitoramento reduzem recidivas.

Mitos e Verdades

Mito

Crohn surge apenas na infância.

Verdade

pode ocorrer em qualquer idade, com pico entre 15-30.

Mito

Dieta cura a doença.

Verdade

Tratamento medicamentoso controla inflamação, mudando o curso.

Mito

Cirurgia é sempre necessária.

Verdade

Cirurgia é opção quando necessária, nem sempre.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure gastroenterologista; busque serviços especializados em IBD.
Especialista Indicado
Gastroenterologista
Quando Procurar Emergência
Sinais de alerta: sangramento, dor severa, desidratação ou febre.
Linhas de Apoio
SUS 136 Centros de apoio locais

CIDs Relacionados

K50.0 K50.1 K50.8 K50.9 K52.9

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.