Dispepsia funcional
Dor epigástrica e indigestão
Resumo
Desconforto no abdômen superior após comer; diagnóstico guiado por sintomas.
Identificação
- Código Principal
- K30
- Versão CID
- CID-10
- Nome Oficial
- Dispepsia
- Nome em Inglês
- Dyspepsia
- Outros Nomes
- Dispepsia • Indigestão • Dor epigástrica • Queimação estomacal • Conforto gástrico
- Siglas Comuns
- DPX DYS IND
Classificação
- Capítulo CID
- Capítulo X - Doenças do sistema digestivo
- Categoria Principal
- Dispepsia e sintomas gástricos
- Subcategoria
- Dispepsia funcional
- Tipo de Condição
- sindrome
- Natureza
- cronica
- Gravidade Geral
- variavel
Epidemiologia
- Prevalência Mundial
- Estimativas globais indicam 10-25% da população em algum momento.
- Prevalência no Brasil
- Prevalência alta entre adultos, variando por região e acesso.
- Faixa Etária Principal
- Adultos de meia-idade a idosos
- Distribuição por Sexo
- Frequência semelhante entre homens e mulheres
- Grupos de Risco
- H. pylori ativo Uso de AINES Estresse/ansiedade Tabagismo Dieta rica em gorduras
- Tendência Temporal
- Tendência estável nos últimos anos em várias regiões.
Etiologia e Causas
- Causa Principal
- Origem multifatorial envolvendo função gástrica, sensibilidade visceral e hábitos
- Mecanismo Fisiopatológico
- Atraso no esvaziamento gástrico, hiper-sensibilidade visceral, inflamação leve.
- Fatores de Risco
- Infecção por H. pylori Uso de AINES Tabagismo Dieta alcoólica Obesidade Disfunção motilidade
- Fatores de Proteção
- Dieta equilibrada Hidratação adequada Exercício regular Gerenciamento do estresse
- Componente Genético
- Influência genética ainda em estudo; alguns haplótipos associam sensibilidade.
Manifestações Clínicas
- Sintoma Principal
- Desconforto epigástrico ou dor pós-prandial.
- Sintomas Frequentes
-
Dor epigástrica pós-prandialSaciedade precoceNáuseas levesFlatulênciaEructaçãoAzia leve
- Sinais de Alerta
-
- Perda de peso não intencional
- Vômitos com sangue
- Anemia
- Dor súbita intensa
- Sinais de desidratação
- Evolução Natural
- Pode persistir meses a anos sem manejo; melhora com tratamento adequado.
- Complicações Possíveis
- Desconforto crônico Baixa qualidade de vida Ansiedade relacionada a refeições Anemia por sangramento oculto Perda de peso
Diagnóstico
- Critérios Diagnósticos
- Critérios clínicos de dispepsia com sintomas por meses, sem alarme.
- Exames Laboratoriais
- Hemograma completo Ferritina Função hepática Teste de H. pylori (ureia) Glicose
- Exames de Imagem
- Endoscopia digestiva alta Ultrassom abdominal Tomografia se suspeita de comorbidades RM se indicado
- Diagnóstico Diferencial
-
- Gastrite
- Úlcera gástrica
- Doença do refluxo
- Pancreatite não aguda
- Doença hepática
- Tempo Médio para Diagnóstico
- Normalmente 4-12 semanas para confirmação.
Tratamento
- Abordagem Geral
- Manejo multidisciplinar: alívio de sintomas, educação alimentar, hidratação e estilo de vida.
- Modalidades de Tratamento
-
1 Mudanças dietéticas2 Inibidores de bomba de próton3 Procinéticos4 Tratamento de H. pylori se indicado5 Analgésicos leves quando adequado
- Especialidades Envolvidas
- Clínico geral Gastroenterologista Nutricionista Psicólogo Farmacêutico
- Tempo de Tratamento
- Duração típica de 4-8 semanas para resposta inicial.
- Acompanhamento
- Consultas a cada 4-8 semanas para ajuste do plano.
Prognóstico
- Prognóstico Geral
- Perspectiva boa com manejo; desconforto tende a reduzir.
- Fatores de Bom Prognóstico
-
- Boa adesão ao tratamento
- Ausência de alarmes
- Resposta rápida a tratamento
- Controle de estresse
- Fatores de Mau Prognóstico
-
- Presença de alarme constante
- Perda de peso
- Anemia
- Dor resistente
- Qualidade de Vida
- Boa qualidade de vida com manejo adequado
Prevenção
- Prevenção Primária
- Hábito alimentar estável, evitar álcool e tratar H. pylori quando presente.
- Medidas Preventivas
-
Dieta balanceadaHidrataçãoRedução de estresseEvitar fumoUso consciente de analgésicos
- Rastreamento
- Endoscopia apenas com alarmes; não para toda a população.
Dados no Brasil
Perguntas Frequentes
Mitos e Verdades
dispepsia sempre sinaliza doença grave.
frequentemente funcional, com bom prognóstico.
comida picante sempre causa dispepsia.
gatilhos variam; dieta ajuda muito.
exames invasivos são sempre necessários.
diagnóstico guiado por apresentação e alarmes.
Recursos para o Paciente
- Onde Buscar Ajuda
- Primeiro passo: procure médico de cuidados primários para avaliação.
- Especialista Indicado
- Gastroenterologista
- Quando Procurar Emergência
- Sinais de alarme exigem atendimento imediato: sangramento, desidratação, dor severa.
- Linhas de Apoio
- CVV 188 SUS 136
CIDs Relacionados
Aviso Importante
As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.